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domingo, 03/05/2026

Crise dos Correios faz LDO 2027 prever mais verba para empresas públicas

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Em Brasília

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 foi elaborado considerando o risco fiscal causado pelo resultado negativo das empresas públicas federais, incluindo os Correios. A medida cria formas de permitir déficits sem afetar diretamente as metas fiscais estabelecidas.

Segundo as projeções enviadas ao Congresso Nacional, o governo espera que essas empresas registrem um déficit de R$ 7,5 bilhões em 2027, o pior resultado da série analisada no documento, com déficits previstos também para os anos seguintes, embora em gradual redução.

Déficit das empresas públicas

O cenário se agrava ao observar os dados recentes que mostram crescimento no déficit das estatais federais nos últimos anos após um período mais equilibrado. Em 2024, o rombo foi de R$ 6,7 bilhões e, em 2025, R$ 5,1 bilhões — ambos valores abaixo das metas previstas, mas ainda negativos.

No acumulado de 2026, as empresas públicas registraram um rombo de R$ 5,9 bilhões, superando o valor total do ano anterior.

Os Correios, por exemplo, informaram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e não preveem lucro até 2028.

O que é a LDO?

  • A Lei de Diretrizes Orçamentárias é um documento que estabelece as bases para o orçamento federal do ano seguinte, registrado na Lei Orçamentária Anual (LOA).
  • Ela define o equilíbrio geral entre receitas e despesas, ou seja, a meta fiscal que deve ser seguida pelo governo.
  • A LDO também traz a proposta do salário mínimo para o ano seguinte, além das projeções para o crescimento econômico, inflação e taxa de juros.
  • O documento determina as regras para a execução das despesas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
  • Permite também o aumento dos gastos com pessoal, que incluem salários de servidores públicos e pensionistas.

Ao prever déficits recorrentes para as empresas públicas e criar mecanismos para atenuar esse impacto, o governo indica uma estratégia de transição. Essa estratégia reconhece a fragilidade de algumas empresas, permitindo sua reestruturação e evitando que esses resultados comprometam diretamente as metas fiscais.

Isso quer dizer que o desempenho das empresas públicas continuará sendo monitorado de perto, porém com um tratamento diferenciado nas contas públicas.

Essa abordagem oferece mais flexibilidade para o governo no curto prazo, mas mantém a atenção para possíveis necessidades de aportes ou ajustes, que podem afetar a trajetória fiscal futuramente.

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