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Covid-19: DF ultrapassa 8 mil mortes nesta quinta-feira (6/5)

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Segundo a Secretaria de Saúde, o Distrito Federal chegou a 8.026 vidas perdidas pela doença com o registro de mais 48 óbitos. Segundo a pasta, 41 pessoas eram do DF, quatro de Goiás e três eram de outros estados

Nesta quinta, houve mais de mil novos casos de covid-19 registrados no DF – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Com mais 48 mortes registradas nesta quinta-feira (6/5), o Distrito Federal ultrapassou as 8 mil vidas perdidas para a covid-19 nesta pandemia. São precisamente 8.026 óbitos notificados pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Dos últimos óbitos, 41 pessoas eram do DF, quatro de Goiás e três vieram de outros estados para serem atendidas em Brasília. Desse total, 10 pessoas tinham entre 50 e 59 anos.

O boletim epidemiológico da pasta notificou pouco mais de 1 mil novos casos nas últimas 24 horas. Agora, são 384.031 diagnósticos positivos do novo coronavírus, com 367.592 pessoas recuperadas. Atualmente, a taxa de transmissão do DF está em 0,98, ou seja, 100 pessoas com o novo coronavírus podem contaminar outras 98. Enquanto isso, a taxa de letalidade do Distrito Federal é de 2,2%, e a de mortalidade é de 241,0 por 100 mil habitantes.

Ceilândia ainda figura em primeiro nas estatísticas, com 42,4 mil moradores infectados e 1.280 mortes nesta pandemia. Taguatinga atingiu 798 óbitos e 30,7 mil pessoas contaminadas. No Plano Piloto, são 36,5 mil casos confirmados e 547 óbitos pela doença.

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Distrito Federal entra em alerta vermelho por causa da baixa umidade

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Situação deve melhorar um pouco com chegada da primavera

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para o Distrito Federal, Goiás e áreas próximas de estados vizinhos em razão da baixa umidade do ar. O índice já chegou a 10% neste domingo (19), na capital federal, e o alerta de emergência se estende até 18h.

Ontem (18), já foi registrada umidade relativa do ar de 10% na região administrativa do Gama, índice alcançado também às 10h deste domingo na área. Ao meio-dia, a região do Plano Piloto estava com umidade em 12%, a de Águas Emendadas, com 11%, e a de Brazlândia, com 13%.

A temperatura máxima pode chegar a 33°C, e o tempo permanece claro com névoa seca ao longo do dia e da noite na capital federal. Para esta segunda-feira (20), a umidade do ar mínima prevista é de 15%, com temperatura máxima podendo chegar a 35°C.

“Hoje será um dos dias mais secos do ano”, disse a meteorologista do Inmet, Andrea Ramos. A situação deve melhorar um pouco com a chegada da primavera, na quarta-feira (22), e já há previsão de chuvs para o próximo fim de semana. A última chuva foi registrada no DF no dia 31 de agosto.

Segundo Andrea, as precipitações devem entrar na normalidade no final de setembro. Para o mês, a média esperada é 46,6 milímetros de chuvas. Já outubro tende a ser o mês mais chuvoso, com cerca de 160 milímetros de chuvas.

O alerta vermelho, de grande perigo, é dado quando a umidade fica abaixo de 12%. Uma área maior, que abrange toda a região central do país, também está em alerta de perigo, quando a umidade relativa do ar pode variar de 20% a 12%.

As autoridades pedem atenção sobre os riscos à saúde e de incêndios florestais. A orientação é evitar a queima de lixo e ter cuidado ao descarte de bitucas de cigarro, por exemplo, que podem levar à grandes queimadas.

Em caso de focos de incêndio, a população pode entrar em contato direto com o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. No Distrito Federal, se houver certeza de que o fogo ocorre em alguma unidade de conservação, o Instituto Brasília Ambiental também pode ser informado, por meio do telefone (61) 99224-7202, que funciona 24 horas.

Para que a população mantenha-se saudável, é preciso ingerir bastante líquido durante o dia, evitar exposição ao sol e atividades físicas nos períodos mais quentes e secos e umidificar os ambientes com bacias de água ou outros dispositivos para amenizar os desconfortos no organismo. Agência Brasil

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Vulcão nas Ilhas Canárias poderia provocar tsunami no Brasil

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Apesar de alerta de atividade sísmica, Brasil não deve ser afetado

Vulcão Calbuco no Chile entra em erupção© Felipe Trueba/ Agência Lusa

Nós, brasileiros, aprendemos que fenômenos naturais como terremotos e vulcões não são motivo de preocupação. Mas esta semana trouxe uma notícia diferente. A atividade de um vulcão próximo à África teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma – ilha que compõe o conjunto das Ilhas Canárias espanholas – têm o potencial de provocar um tsunami na costa brasileira.

O vulcão tem aumentado sua atividade sísmica nos últimos dias, o que chamou a atenção de especialistas. Segundo informou a empresa MetSul Meteorologia, o Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca) elevou o nível de alerta de verde para amarelo.

Essa alteração para o segundo dos quatro níveis existentes implica em uma ação preventiva diante do que é classificado como risco moderado de atividade vulcânica. Nesse caso, a população local deve ficar em alerta para uma nova mudança na situação. As Ilhas Canárias ficam localizadas a noroeste da África, próximas à costa do Marrocos e do Saara Ocidental.

Chances remotas

Para as atividades vulcânicas do Cumbre Vieja causarem impacto na costa brasileira seria necessário um grande colapso do vulcão. Se isso ocorresse, atingiria toda a costa brasileira, de norte a sul, bem como de outros países banhados pelo Oceano Atlântico. Essa possibilidade, no entanto, é considerada remota por especialistas.

Um estudo do pesquisador norte-americano George Pararas-Carayannis, presidente da Tsunami Society International, afirmou que esse tipo de colapso é “extremamente raro e nunca ocorreu na história registrada”. Além disso, ele afirmou que estudos recentes prevendo a geração de tsunamis a partir da erupção do Cumbre Vieja foram baseados em suposições incorretas.

Pararas-Carayannis acrescentou em seu estudo que uma “atenção e publicidade inapropriadas da mídia a tais resultados probabilísticos têm criado uma ansiedade desnecessária de que megatsunamis poderiam ser iminentes e devastar populações costeiras em localidades distantes da origem – nos oceanos Atlântico e Pacífico”.

Já o geólogo Mauro Gustavo Reese Filho, da Universidade Federal do Paraná, afirma em estudo que, ainda que as chances sejam remotas, a população costeira do Brasil deveria ser conscientizada. “Estudos mais recentes dizem que as chances de ocorrência são remotas e longínquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacuação de áreas é justificável quando se trata de vidas humanas”, afirmou Reese em seu trabalho, também citado pela Metsul Meteorologia.

O pesquisador brasileiro apontou a falta de cuidados preventivos na costa brasileira. Ele parte do princípio de que uma mera possibilidade de desastre já indica a necessidade de ações preliminares. “A possibilidade de ocorrência deste evento por si só deveria ser razão para a prevenção de todos os tipos de danos na costa brasileira, porém até o momento nada foi feito. A falta de informação é a principal causadora deste problema, pois inclusive no meio geológico muitas pessoas não sabem sobre tal fato”.

Vulcões

Um vulcão é uma estrutura geológica, em terra firme ou em alto-mar. Eles se formam a partir do choque de duas placas tectônicas, massas rochosas rígidas que formam a crosta terrestre e que deslizam sobre o manto – material subjacente de consistência plástica. Quando essas placas se chocam, uma mergulha sobre a outra, elas se fundem parcialmente e as rochas esquentam a mais de 1000 graus Celsius. Há o aumento de pressão e a crosta terrestre derretida sobe à superfície, formando vulcões e ilhas.

Os vulcões típicos têm formato cônico e montanhoso, mas de proporções variáveis. Essa estrutura cônica, como uma chaminé, comunica uma câmara subterrânea profunda com a superfície. Nessa câmara fica armazenado o magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constituída em grande parte de silicatos (tipos de minerais), misturados com vapor de água e gás.

A erupção começa com uma instabilidade no solo, acompanhada por tremores de terra. Formam-se fendas na região instável e consequente saída explosiva de gases, ejeção de água subterrânea e terra. A seguir, verifica-se a abertura e limpeza da chaminé e a expulsão de cinzas, blocos e bombas vulcânicas. Finalmente ocorre o derramamento de lava, que nada mais é do que o magma expelido à superfície e ainda em estado líquido. Agência Brasil

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Covid-19: DF registra mais 738 infectados e sete mortes

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Total de óbitos desde início da pandemia chega a 10.267. Número de casos registrados nas últimas 24 horas cresceu 17%.

Crédito: NIAID (Fotos Publicas)

O Distrito Federal registrou mais sete mortes e 738 casos de Covid-19 nesta sexta-feira (17), de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF).O total de mortes, desde o início da pandemia no DF, chega a 10.267. Já os infectados somam 482.967 – entre eles, 96,3% estão recuperados.

A taxa de transmissão do vírus está em 1,08. Há uma semana, esse valor era de 0,92. Segundo especialistas, quando o índice está acima de 1, há tendência de avanço da pandemia.

O número de casos registrados nas últimas 24 horas cresceu 17% em relação ao contabilizado na quinta-feira (16), quando foram confirmados 630 novos diagnósticos. Em relação às mortes, houve queda de 53% – foram 15 vítimas no boletim anterior.

Perfil das vítimas

Entre as vítimas da pandemia no DF, 9.376 residiam na capital federal e 891 vieram de outras unidades da federação para buscar atendimento, principalmente do Entorno. As mortes notificadas nesta sexta-feira ocorreram todas ao longo da semana.

Data dos óbitos

  • 13 de setembro: 1
  • 16 de setembro: 5
  • 17 de setembro: 1

Faixa etária

  • 40 a 49 anos: 1
  • 50 a 59 anos: 2
  • 60 a 69 anos: 1
  • 70 a 79 anos: 2
  • 80 ou mais: 1

Residência

  • Candangolândia: 1
  • Ceilândia: 1
  • Gama: 1
  • Guará: 1
  • Planaltina: 1
  • Taguatinga: 1
  • Goiás: 1

Leitos de UTI

Até as 16h25 desta sexta, a ocupação dos leitos de UTI reservados para casos da Covid-19, na rede pública do DF, estava em 61,34%. Do total de 148 leitos, 73 estavam ocupados, 46 disponíveis e 17 estavam bloqueados. Os números incluem unidades neonatais, pediátricas e adultas.

Na rede privada, às 11h55, 79,14% das vagas reservadas para infectados estavam ocupadas. Do total de 179 leitos, 131 eram usados, 34 estavam vagos e 14 bloqueados.

Números por região

Ceilândia é a região com maior número de casos e mortes por Covid-19 no DF. Até esta sexta, 52.855 pessoas testaram positivo e 1.574 morreram por causa da doença. Em Taguatinga, foram 37.718 infectados e 990 mortes.

Veja abaixo os números por região:

Números da Covid-19 por região do DF, em 17 de setembro de 2021. — Foto: SES-DF/Divulgação

Números da Covid-19 por região do DF, em 17 de setembro de 2021. — Foto: SES-DF/Divulgação

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Decreto aumenta alíquotas do IOF para custear novo Bolsa Família

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Regra vale até fim do ano e deve gerar R$ 2,14 bilhões em arrecadação

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quinta-feira (16) um decreto para aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas transações de crédito de pessoas jurídicas e físicas. As novas alíquotas, que ainda não foram detalhadas, começam a valer a partir do dia 20 de setembro e têm validade até 31 de dezembro de 2021 deste ano.

O objetivo da medida é gerar uma arrecadação extra para custear o Auxílio Brasil, novo programa social de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família. O valor do novo benefício, ainda não anunciado, deve ficar na faixa de R$ 300, segundo informou ontem (15) o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“A medida irá beneficiar diretamente cerca de 17 milhões de famílias e é destinada a mitigar parte dos efeitos econômicos danosos causados pela pandemia”, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

O aumento no IOF deve gerar uma arrecadação de R$ 2,14 bilhões, estima o governo federal. O decreto com as novas regras ainda será publicado no Diário Oficial da União. Por ser um ato de competência exclusiva do presidente, o decreto tem validade imediata e não precisa da aprovação do Congresso Nacional.

O IOF é um imposto federal pago por pessoas físicas e jurídicas em qualquer operação financeira, como operações de crédito, câmbio, seguro ou operações de títulos e valores mobiliários.

O governo informou que a alteração do IOF permitirá o aumento da cota de importação de bens destinados à ciência e tecnologia, com efeito em projetos de pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas contra o novo coronavírus em andamento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e no Instituto Butantan.

A medida também permitirá, segundo o governo, a redução a zero da alíquota da Contribuição Social do PIS/Cofins incidente na importação do milho. O objetivo, neste caso, é reduzir os custos da alimentação. Agência Brasil

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MEC autoriza escolas a usarem verbas do PDDE para aulas presenciais

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Escolas poderão utilizar o dinheiro para medidas sanitárias

© Rovena Rosa/Agência Brasil.

Uma resolução do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União de hoje (17) autoriza os gestores das escolas públicas de educação básica dos estados e municípios, além do Distrito Federal, que participam do programa federal Dinheiro Direto na Escola a aplicarem parte dos recursos que receberam da União em ações que favoreçam a volta dos alunos às atividades presenciais.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a “repactuação” da destinação dos valores disponíveis em contas bancárias vinculadas ao programa de melhoria da infraestrutura física e pedagógica escolar permitirá que mais de R$ 1,1 bilhão sejam redirecionados a ações de apoio ao retorno de estudantes do ensino público infantil, fundamental e médio às atividades presenciais.

Pelo texto da Resolução nº 14, as escolas poderão utilizar o dinheiro para implementar ou monitorar as medidas sanitárias já adotadas para viabilizar a reabertura das escolas e também em iniciativas de avaliação diagnóstica; melhoria da infraestrutura e ressarcimento de custos com transporte e alimentação de voluntários que prestem serviços de busca ativa de alunos. Também poderão custear a contratação de serviços de conectividade, infraestrutura e equipamentos de tecnologia, bem como ações de apoio e complementação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.

“A resolução dispõe sobre a repactuação dos recursos financeiros disponíveis nas contas bancárias vinculadas ao programa Dinheiro Direto na Escola, como forma de apoiar o retorno presencial das atividades de ensino e aprendizagem em todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica nacional”, anunciou Ribeiro durante o evento de lançamento do Painel de Investimentos em Educação Básica, ferramenta que permitirá a qualquer pessoa interessada consultar o total de recursos que cada estado e município, além do Distrito Federal, recebeu da União para investir na educação básica e quanto do total cada unidade federativa tem disponível.

De acordo com o secretário-executivo do ministério, Victor Godoy, a utilização do dinheiro disponível para apoiar o retorno das atividades presenciais em toda a rede pública de educação básica foi favorecida pelas iniciativas já adotadas para sistematizar e tornar mais acessíveis as informações sobre movimentação de recursos públicos.

“Se não tivermos as informações estruturadas, organizadas, interconectadas, não teremos condição de fazer uma gestão melhor, tomando as melhores decisões”, mencionou Godoy.

Painel

O Painel de Investimento em Educação Básica se soma a outros cinco disponíveis no Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), incluindo o que monitora indicadores da educação básica no contexto da pandemia.

Segundo o ministro Milton Ribeiro, a iniciativa permitirá maior controle social sobre os recursos públicos por dar mais transparência aos repasses e gastos de cada ente federativo. “Este painel consolida, de forma inédita, as informações referentes aos recursos destinados à educação básica, como o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], o salário educação, todos os programas do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], entre outros. Tudo o que envolve recursos públicos repassados aos entes federativos estará neste portal que, naturalmente, será atualizado [periodicamente]”, explicou o ministro.

Para a equipe ministerial, os portais de acompanhamento das ações governamentais tendem a não só inibir o desvio de dinheiro público, como a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a definição de prioridades.

“Organizada, a informação nos permite ter uma visão [da realidade] sobre a qual refletirmos, o que pode induzir a mudanças nas políticas públicas e nos programas de apoio a estados e municípios”, comentou o secretário-executivo Victor Godoy ao apresentar o funcionamento da ferramenta e demonstrar, com base nos dados disponíveis, que de janeiro a julho deste ano, a União repassou a estados, municípios e ao Distrito Federal cerca de R$ 147 bilhões para serem investidos na educação básica. Trinta e sete por cento deste total foi distribuído entre os quatro estados da região sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), sendo que São Paulo recebeu em torno de R$ 30 bi e Minas Gerais, R$ 13,7 bi.

Agência Brasil

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Rede 5G deve ser lançada comercialmente em SP no Natal, prevê ministro

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Fábio Faria participou de um seminário promovido na manhã desta quinta-feira

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, espera que a rede 5G independente (chamada de standalone) seja lançada comercialmente em São Paulo já no fim deste ano, apesar dos atrasos em torno da publicação do edital do certame pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Quinta geração de telefonia vai permitir velocidade de internet de dez a vinte vezes superior ao 4G atual e permitir ainda a conexão de objetos.

Faria participou de um seminário promovido pela Esfera Brasil em São Paulo e que foi transmitido pela internet na manhã desta quinta-feira. Ele disse ainda que espera que o aguardado leilão de 5G seja realizado ainda em outubro deste ano, após vencer os desafios geopolíticos. Isso abriu caminho para que a chinesa Huawei possa fornecer equipamentos para as teles.

“No Natal deste ano, vamos ter 5G standalone em São Paulo funcionando. Tenho certeza disso. Já foi falado por alguns CEOs [presidentes] de empresas que já vão começar no outro dia a instalar. Acredito que algumas cidades já vão virar o ano com 5G standalone, que é o 5G com internet das coisas”, disse Faria.

O 5G standalone é uma rede independente que será construída pelas operadoras de telefonia móvel que vencerem o leilão. Por ser standalone, essa rede não vai depender da tecnologia 4G e vai precisar ser construída do zero.

O 5G vai permitir velocidades a partir de 1 Gigabit por segundo (Gbps). Um Gigabit equivale a 1.000 Megabits. Como base de comparação, a velocidade 4G tem média de 13 Mbps e pode chegar, em alguns casos, a 80 Mbps. Já, o DSS 5G, que é oferecido hoje, permite em média velocidades de 200 Megabits por segundo (Mbps) e, em testes controlados, essa velocidade pode chegar a 800 Mbps. O 5GD DSS já foi criticado pelo ministro em outras ocasiões.

Faria disse no evento que espera que o edital do leilão de 5G seja publicado nos próximos dias. Ele destacou que já conversou com o conselheiro da Anatel Moisés Queiroz Moreira, que pediu vista do processo na segunda-feira, 13.

Moisés fez uma série de questionamentos sobre o edital e disse que ainda era necessário mais tempo para ajustar todos os pontos e “endereçar as melhores providências”.

“O Moisés nos enviou ontem todas as perguntas. O debate não é em cima do leilão. Tudo já está aprovado. As dúvidas são em cima do que o TCU [Tribunal de Contas da União] nos falou, com as recomendações. E estamos respondendo isso”, destacou ele.

O ministro disse que pedidos de vistas sempre são esperados em processos como esse:

“Não fui pego de surpresa. Pedido de vista é sempre esperado. Acreditava que a gente pudesse superar antes, já que temos um diálogo aberto. Após a publicação do edital, o leilão ocorre em 30 dias. Seria dia 14 [de outubro] o leilão, se adiar por dez dias, teremos o leilão no dia 21 ou 24 ou um pouco tempo mais”, destacou ele. “5G não é um projeto do presidente Bolsonaro. É um projeto para o país.”

 

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