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Com decisão do STF, estados começam movimentação para comprar vacinas

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Os governos de São Paulo, do Pará e de Goiás confirmam que iniciaram negociações para adquirir imunizantes, além dos incorporados ao Programa Nacional de Imunização (PNI)

(crédito: THOMAS KIENZLE / AFP)

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar, por maioria, a aquisição de vacinas contra a covid-19 por parte dos estados e municípios quando a oferta do governo federal for insuficiente, os entes federativos começam a movimentar compras cujas tratativas estavam em andamento. Enquanto a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou a criação de um consórcio para garantir doses extras aos municípios, os governos de São Paulo, do Pará e de Goiás, por exemplo, confirmam a contribuição para adquirir imunizantes além dos incorporados ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

Em comunicado, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou a importação de 3 milhões de doses de vacinas de laboratórios que tenham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Estamos acompanhando o plano nacional e, lamentavelmente, a oferta de vacina ainda é muito pequena, o que impede que possamos avançar rapidamente”. O objetivo, segundo o governo, é vacinar o maior número possível de pessoas nos 144 municípios paraenses.

O governador do Goiás, Ronaldo Caiado, também informou pelas redes sociais que já busca negociar com laboratórios para imunizar a população goiana. “Vacina já e para todos sempre foi o meu objetivo frente a essa pandemia. E agora que o STF autorizou, já estou em negociação com laboratórios para que em breve possamos ter o todo povo goiano imunizado e protegido da covid-19”, disse.

O governo do estado de São Paulo havia informado anteriormente a decisão do Supremo que busca fechar um contrato com a Sinovac, empresa desenvolvedora da vacina CoronaVac, para a aquisição de mais 20 milhões de doses para imunizar a população paulista.

“O governo do estado de São Paulo tomou a decisão de adquirir sob sua responsabilidade, sob seu custo, mais 20 milhões de doses da vacina”, disse o governador paulista, João Doria, em coletiva em 5 de fevereiro.

Prefeitos também vão atrás de vacinas

Nessa terça-feira (23), diante da decisão do STF, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou a criação de um consórcio para organizar as aquisições de novas vacinas contra covid-19, de forma a complementar a oferta do Programa Nacional de Imunização (PNI), caso ela seja insuficiente para atender à demanda.

O objetivo, segundo a frente, é buscar alternativas que não estão sendo adquiridas pelo governo federal. Pelas redes sociais, a FNP declarou: “Diante da decisão do STF, vamos liderar a constituição de um consórcio público com finalidade específica para aquisição de vacinas contra a covid-19”. Os detalhes de como funcionará esta articulação serão anunciados nos próximos dias.

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Covid-19: um terço dos infectados apresenta problemas neurológicos ou psiquiátricos

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A ansiedade e outros transtornos de humor também foram problemas apresentados como mais frequentes

(crédito: André Coelho/AFP – 5/3/21)

Um estudo britânico mostra fortes indícios de ligação entre a covid-19 e a ocorrência de problemas neurológicos e psiquiátricos. No artigo, publicado na última edição da revista The Lancet Psychiatry, a equipe de pesquisadores analisou dados de mais de 200 mil indivíduos que tiveram a doença causada pelo novo coronavírus e detectou taxas consideráveis de enfermidades como acidente vascular cerebral (AVC) e demência após a infecção, além de casos de ansiedade e outros distúrbios comportamentais.

Os especialistas usaram registros eletrônicos de 236.379 pacientes de covid, grande parte deles moradores dos Estados Unidos, e avaliaram as informações sobre a condição de saúde coletadas até seis meses depois da infecção pelo Sars-CoV-2. Por meio das observações, constataram que um em cada três sobreviventes da covid-19 (34%) foi diagnosticado com uma condição neurológica ou psiquiátrica no intervalo estudado.

A ansiedade (17%) e outros transtornos de humor (14%) foram os problemas mais frequentes. Os diagnósticos neurológicos, como AVC e demência, foram mais raros, mas não incomuns, em indivíduos que sofreram com a forma mais grave da covid-19. Dos pacientes internado em unidades de tratamento intensivo (UTIs), 7% tiveram um AVC e quase 2% foram diagnosticados com demência.

“Esses são dados do mundo real e de um grande número de pacientes. Eles confirmam as altas taxas de diagnósticos psiquiátricos após a covid-19 e mostram que também ocorrem distúrbios graves que afetam o sistema nervoso, como AVC e demência. Embora os últimos sejam muito mais raros, eles são significativos”, enfatiza Paul Harrison, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Mais estudos

Os cientistas também compararam os dados com taxas de enfermidades neurológicas em pacientes recuperados de outras doenças virais, como gripe ou infecção do trato respiratório, no mesmo período do estudo. “Nossos resultados indicam que doenças cerebrais e transtornos psiquiátricos são mais comuns após a covid-19, mesmo quando pacientes são pareados por outros fatores de risco”, afirma Max Taquet, coautor do artigo e também pesquisador da universidade britânica.

Segundo a equipe, o estudo precisa ter continuidade para que os dados sejam considerados mais sólidos. Os cientistas indicam que é necessário entender se o novo coronavírus tem a capacidade de interferir no cérebro humano, como algumas pesquisas sinalizam. “Agora, precisamos ver o que acontece depois de seis meses. O estudo não pode revelar os mecanismos envolvidos, mas aponta para a necessidade de pesquisas urgentes para identificá-los”, avalia Taquet.

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Transplante inédito de traqueia pode ajudar intubados por covid-19

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De acordo com o hospital, é a primeira vez que a traqueia de um doador é transplantada diretamente ao receptor

Médicos do hospital Mount Sinai, em Nova York, anunciaram nesta terça-feira (06/04) a realização de um transplante inovador que poderá ajudar pacientes com covid-19 que sofreram danos na traqueia como resultado de intubação.

Segundo o hospital, cirurgiões realizaram o que acreditam ser o primeiro transplante humano completo de traqueia bem-sucedido do mundo.

De acordo com o hospital, é a primeira vez que a traqueia de um doador é transplantada diretamente ao receptor.

A paciente, Sonia Sein, uma assistente social de 56 anos, sofreu danos graves na traqueia depois de ficar intubada por várias semanas por um ataque de asma há seis anos.

Ela recebeu a traqueia do doador, não identificado pelo hospital, no dia 13 de janeiro, em uma operação complexa que durou 18 horas e envolveu mais de 50 especialistas, incluindo cirurgiões, enfermeiros, anestesistas e médicos residentes.

De acordo com o cirurgião e pesquisador Eric Genden, que liderou a equipe, o procedimento pode salvar a vida de pacientes com defeitos congênitos, doenças intratáveis, queimaduras, tumores e danos severos por intubação, incluindo aqueles hospitalizados por covid-19.

Milhares de pessoas morrem todos os anos por falta de soluções de longo prazo para quadros clínicos como estes.

“Pela primeira vez, podemos oferecer uma opção de tratamento viável a pacientes com defeitos traqueais de segmento longo que correm risco de vida”, afirma Genden, que é diretor de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço do Mount Sinai e professor da Escola de Medicina Icahn, o braço acadêmico do sistema hospitalar.

“É particularmente oportuno diante do crescente número de pacientes com problemas extensivos na traqueia devido à intubação por covid-19. Tanto por causa da ventilação mecânica quanto pela natureza da doença nas vias aéreas provocada pela covid-19, o número de casos de danos na traqueia vem aumentando”, observa.

A história da paciente

Paciente sentada e rodeada da equipe médica em ambiente hospitalar

Mount Sinai Health System A cirurgia, realizada em janeiro deste ano, durou 18 horas e envolveu mais de 50 especialistas, incluindo cirurgiões, enfermeiros, anestesistas e médicos residentes

Depois que a intubação danificou sua traqueia, Sein passou por uma série de cirurgias para tentar reparar os danos. Mas essas intervenções agravaram ainda mais o problema.

Segundo os médicos, Sein respirava por traqueostomia e corria alto risco de sufocamento e morte por causa da progressão da doença em suas vias aéreas e do risco de colapso da traqueia.

Traqueostomia é como se chama a abertura da traqueia por um orifício para permitir a respiração de pacientes com dificuldades.

“Eu estava nervosa, estava com medo, mas tentei pensar que poderia finalmente ver minha neta e conseguir respirar”, diz Sein sobre a cirurgia, em depoimento divulgado pelo hospital.

Para fazer o transplante, os cirurgiões removeram a traqueia e vasos sanguíneos associados ao órgão do doador e reconstruíram a traqueia na paciente, dos pulmões até a laringe.

Os médicos então conectaram os pequenos vasos sanguíneos que alimentam a traqueia do doador aos vasos sanguíneos da receptora.

Segundo o hospital, os médicos usaram parte do esôfago e da tireóide para ajudar a fornecer sangue à traqueia, o que levou a uma revascularização bem-sucedida.

Com o sucesso da cirurgia, foi possível retirar a traqueostomia, e Sein conseguiu respirar pela boca pela primeira vez em seis anos.

Ela não sofreu complicações e continuará sendo monitorada pelos médicos, que avaliam como está respondendo aos medicamentos para evitar a rejeição.

Desafio

A traqueia é um órgão cilíndrico e em formato de tubo que conecta a laringe aos pulmões e é essencial para a respiração e as funções pulmonares.

Sua parte interna é revestida por cílios e muco, que ajudam a remover partículas poluentes ao transportar o ar para os pulmões.

paciente intubado no Brasil

REUTERS/Amanda Perobelli ‘Tanto por causa da ventilação mecânica quanto pela natureza da doença nas vias aéreas provocada pela covid-19, vem aumentando o número de casos de danos na traqueia’, explica Eric Genden

O transplante de traqueia é considerado um dos mais desafiadores, pela extrema dificuldade técnica de garantir o fluxo sanguíneo ao órgão.

“Durante anos, o consenso médico e científico era de que o transplante de traqueia não podia ser feito, porque a complexidade do órgão tornava a revascularização impossível. Todas as tentativas anteriores de realizar transplante em humanos falharam”, afirma o médico.

Esse tipo de transplante também tem uma história marcada por escândalos.

Uma década atrás, um cirurgião italiano ganhou fama ao implantar traqueias artificiais revestidas de células-tronco dos próprios pacientes.

Mas, posteriormente, foi revelado que muitos de seus pacientes haviam morrido, e ele foi acusado de má conduta médica.

Genden se dedica a pesquisas sobre transplante de traqueia há 30 anos, grande parte deles estudando como revascularizar, ou garantir fluxo de sangue para a traqueia.

“Apesar de extensa pesquisa sobre o suprimento vascular do órgão usando modelos humanos e animais, não há maneira real de se preparar completamente para conduzir o primeiro transplante em humanos desse tipo”, afirma o médico.

Ele diz que a sensação ao ver o resultado positivo após 18 horas de operação foi “uma experiência maravilhosa”.

O cirurgião acredita que o protocolo de transplante e revascularização usado por sua equipe pode ser reproduzido por outros médicos e representar uma opção para pacientes que tiveram a traqueia inteira danificada e até então não tinham tratamento de longo prazo.

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Governo, Estados e Anvisa intensificam conversas sobre compra da Sputnik V

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União Química apresentou na semana passada o primeiro lote da vacina produzida 100% em território nacional; no entanto, ainda não há autorização para o uso emergencial do imunizante no Brasil

Representantes estaduais se encontraram com diretores da Anvisa e cobraram agilidade no processo de aprovação

Governadores voltam a se reunir nesta quarta-feira, 6, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estabelecer ações que viabilizem a importação da Sputnik V. Esta terça-feira foi um dia de movimentações para tratativas da liberação do imunizante russo. Ao todo, 12 representantes estaduais se encontraram com diretores da agência e cobraram agilidade no processo de aprovação. Para alguns governadores, a Anvisa tem travado a compra por questões burocráticas. Rui Costa, da Bahia, disse que falta consideração, por parte da agência, com a vida humana. O governador do Piauí, Wellington Dias, destacou a importância da aprovação do imunizante. “A decisão da Anvisa é que garante que a gente tenha condição de em abril ter vacinas da Sputnik V nesse contrato com os Estados e o Ministério da Saúde.”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que conversou por telefone com o presidente russo Vladimir Putin para tratar da compra da Sputnik V. “Acabei de receber um telefone do presidente Putin, um dos assuntos mais importantes que tratamos aqui é a possibilidade de nós virmos a receber a vacina Sputnik daquele país. Se Deus quiser, brevemente, estaremos resolvendo essa questão da vacina Sputnik. No momento, agradeço o presidente Putin pela maneira que tratou esse assunto com o Brasil”, disse.

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, reiterou que vai enviar uma equipe para inspecionar as instalações e condições de produção da vacina. Ele frisou a importância da viagem, mas não disse que seria determinante para liberação da importação. “A visita à Rússia esclarece pontos, busca esclarecer pontos fundamentais. Existem possibilidades de importação excepcional, mas fazem parte de vários dentes dessa engrenagem. Então com certeza essa visita vai ser muito esclarecedora.” A União Química apresentou na semana passada o primeiro lote da vacina produzida 100% em território nacional. No entanto, ainda não há autorização para o uso emergencial do imunizante. O pedido já foi feito pela empresa e segue aguardando o aval da Anvisa.

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Relatório da Fiocruz projeta abril com ‘níveis críticos’ da Covid-19 no Brasil

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Relatório diz que a circulação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e suas variantes segue ‘intensa’ no país e que o sistema de saúde está sobrecarregado

Pesquisadores responsáveis pelo estudo defendem que devem ser adotadas e continuadas medidas urgentes para conter a transmissão

Um Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 da Fiocruz diz que a pandemia pode continuar em “níveis críticos” em abril, o que deve prolongar a crise sanitária que o Brasil atravessa. O alerta leva em conta que a circulação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e suas variantes segue de forma intensa ao redor do país e que a sobrecarga no sistema de saúde, observado através da ocupação de leitos de UTI, não diminuiu. O relatório diz que, ao longo da Semana Epidemiológica 13, a transmissão da Covid-19 no Brasil registrou aceleração. “Devido ao acúmulo de casos, diversos deles graves, advindos da exposição ao vírus ainda no mês de março, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país”, afirma o comunicado, que mostra um aumento da taxa de letalidade de 3,3 para 4,2%, sendo que o indicador estava em 2,0% no fim de 2020.

Levando em conta o cenário encontrado na análise, os pesquisadores responsáveis pelo estudo defendem que devem ser adotadas e continuadas medidas urgentes para conter a transmissão e aumento do número de casos, como a adoção de bloqueios sanitários ou lockdowns. Outras medidas defendidas no documento são: proibição de eventos presenciais, suspensão de atividades educacionais presenciais no país, toque de recolher nacional das 20h às 6h, fechamento de bares e restaurantes, adoção do trabalho remoto e ampliação da testagem e acompanhamento de casos. Os pesquisadores pediram ainda união entre os Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) e suas diferentes instâncias (municipal, estadual e federal) no combate à pandemia. “Coerência e convergência são fundamentais neste momento de crise para que as medidas de bloqueio sejam efetivamente adotadas de forma a sair do estado de colapso de saúde e progredir para uma etapa de medidas de mitigação da pandemia, diminuindo o número de mortes, casos e taxas de transmissão e efetivamente salvando vidas”, disseram.

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Vacinação lenta da covid-19 se choca com a da gripe

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Começa na próxima segunda-feira a imunização anual contra o H1N1, no mesmo momento em que o país está mobilizado para tomar as doses para combater o novo coronavírus. Preocupação de especialistas é com a desorganização, que pode causar atropelos e aglomerações

(crédito: MINERVINO JUNIOR )

Enquanto o ritmo de vacinação contra a covid-19 começa a ser intensificado no Brasil, apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde inicia, no próximo dia 12, a campanha anual de imunização contra a gripe. Especialistas ouvidos pelo Correio acreditam que a imunização contra o vírus H1N1 pode reduzir a sobrecarga do sistema de saúde — já que a gripe tem sintomas semelhantes aos da covid-19, que muitas vezes confundem pacientes e médicos —, mas preocupam-se com os desafios que podem surgir com a realização de duas grandes campanhas simultâneas.

A infectologista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Anna Christina Tojal acredita que a maior dificuldade que o país encontrará será organizar as pessoas para não causar aglomerações nos postos de saúde e nas salas de vacinação. “A grande dificuldade será organizar esse fluxo de gente. Nesse sentido, acho que seriam importantes as campanhas de esclarecimento, tentando organizar ou sugerir horários para as pessoas irem se vacinar, e disponibilizar postos externos para dar as injeções”, sugeriu.

Mesmo diante do cenário de caos por causa da alta transmissão do novo coronavírus, ela reforça a importância da realização da imunização contra a gripe, que é feita em dose única, em um momento de pandemia. “O que não pode é arriscar termos duas epidemias de vírus respiratórios. Cada município vai precisar pensar no seu jeito para otimizar e evitar as aglomerações”, explicou.

O infectologista da Dasa, Alberto Chebabo, assegura que o Brasil tem a expertise necessária para realizar as duas campanhas. “O desafio maior é ter a estrutura necessária de postos e pessoal para duas campanhas grandes, em um momento em que a imunização contra a covid-19 está sendo intensificada”, observou. A intensificação da distribuição de doses contra a covid-19 é natural, pois a oferta de fármacos contra o novo coronavírus está sendo ampliada no país.

Escalonamento

Como os grupos prioritários da vacinação da gripe e da covid-19 são similares, para evitar choques entre as campanhas, uma das ideias do Ministério da Saúde é não vacinar contra a gripe os idosos nesse primeiro momento, uma vez que quem tem mais de 60 anos está sendo imunizado contra o novo coronavírus. A vacinação contra o H1N1 será feita de forma escalonada e os grupos prioritários serão divididos em três etapas. Assim, aqueles com 60 anos ou mais só receberão a dose da gripe na segunda etapa, junto com os professores, entre 11 de maio e 8 de junho.

Na primeira fase, que ocorre entre 12 de abril e 10 de maio, crianças de seis meses a menores de seis anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde serão vacinados. Já na última etapa, que vai de 9 de junho até 9 de julho, o restante da população incluída no grupo prioritário é que será imunizado. Dessa forma, o Ministério da Saúde pretende distribuir as doses de pelo menos 90% do público-alvo da vacinação contra a gripe, estimado em 79,7 milhões de brasileiros, até 9 de julho.

“Seria muito complicado, neste momento, pegar os idosos, que estão se vacinando contra a covid, e colocar eles na campanha contra a influenza. Até porque você precisa ter um intervalo de pelo menos 14 dias entre as doses dos imunizantes da gripe e da covid-19”, ressalta Chebabo.

O ministério não recomenda a aplicação dos dois medicamentos simultaneamente, pois não existem estudos sobre a coadministração dos imunizantes.

A orientação da pasta é priorizar a imunização contra o covid-19, caso a pessoa esteja incluída nos dois grupos prioritários e possa receber ambas as doses. Nota do ministério salienta que quem faz parte do grupo prioritário para a vacinação contra influenza, e que ainda não foi vacinada contra o novo coronavírus, “deve ser priorizada a dose contra a covid-19 e agendada a contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas”.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, 25,5 milhões de imunizantes contra a covid-19 estarão disponíveis para a população este mês. Ontem, o Instituto Butantan liberou mais um milhão de doses da CoronaVac e, até o final de abril, entregará mais 8,8 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização (PNI), totalizando 46 milhões de injeções. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também entregará 18,4 milhões de doses da vacina da Covishield.

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Com nova remessa, Butantan entrega 80% de vacinas previstas para abril

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O segundo lote terá 54 milhões de doses da Coronavac, totalizando as 100 milhões de doses do imunizante, e está previsto para ser repassado até o fim de agosto

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segunda-feira, 12 de abril de 2021

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