A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) esclareceu que assistentes sociais e outros profissionais podem visitar a casa de beneficiários de programas sociais, desde que a família autorize. O órgão se pronunciou após circularem informações na internet dizendo que essas visitas estão proibidas.
Essas visitas são usadas pelo governo para atualizar cadastros do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que fazem parte do Cadastro Único. As visitas também ajudam os profissionais a entender a situação das famílias que enfrentam dificuldades, sem intenção de punir ou fiscalizar.
No Cadastro Único, a visita em casa é obrigatória para famílias com apenas uma pessoa ou para quem tem cadastro irregular, beneficiário ou não do Bolsa Família e do BPC. A regra diz que o atendimento deve ser feito em áreas externas da casa, como quintal, varanda ou área de serviço, e nunca na rua ou calçada.
Mesmo assim, o profissional pode entrar na casa se for convidado pela família. Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social, disse que algumas famílias recusam as visitas por causa de postagens nas redes sociais que dão informação errada, causando confusão.
Thaís Mandarino, coordenadora da Transferência de Renda e Benefícios da Sedes, explicou que o atendimento do CadÚnico é feito pela Central do Cadastro Único (Cecad), criada em 2024. Esse serviço atende famílias que perderam o Bolsa Família por problemas no cadastro, pessoas com dificuldades de locomoção e grupos como indígenas, quilombolas e ciganos.
As visitas são planejadas pela equipe da Cecad, que marca os atendimentos com pelo menos uma semana de antecedência por telefone. As famílias são organizadas por região e tipo de prioridade. Os servidores usam uniforme e crachá da Sedes, veículos oficiais do GDF, e no começo da visita, explicam o motivo sem pedir ou entregar cartões ou benefícios.
A Sedes-DF esclareceu que o atendimento da Cecad é diferente das visitas feitas por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e profissionais do direito. No CadÚnico, o foco é só atualizar ou registrar informações, enquanto os especialistas buscam identificar situações de vulnerabilidade e conhecer a realidade das famílias. A fiscalização dos benefícios não é feita pela Cecad, mas por outra área específica que lida com suspeitas e denúncias sobre uso incorreto dos benefícios.

