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Carta aberta ao próximo ocupante do Ministério da Educação

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Caro(a) futuro(a) ministro(a), você terá nas mãos o ministério mais importante do Brasil. Aonde queremos chegar?

MEC: “A educação é a chave para resolvermos nossos problemas históricos e construirmos um novo futuro” (Senado Federal/Reprodução)

Caro(a) futuro(a) ministro(a),

sua tarefa não será fácil. O bastão que você está prestes a receber passou por mãos atabalhoadas e vem sendo conduzido sem continuidade, método ou sentido. Nossos alunos têm um dos 10 piores desempenhos do mundo em matemática. Estamos atrás de 50 países em leitura. Segundo o IBGE, em 2018, ainda tínhamos mais de 11 milhões de analfabetos. Se todos morassem na mesma cidade do Brasil, ela só perderia para São Paulo em número de habitantes.

Não recito esses problemas para que você se desanime. Pelo contrário, o estado das coisas nos traz enormes oportunidades de avanço. Você tem todas as chances de entregar um ministério melhor do que o que herdará. Para que o avanço seja sustentável e coerente, o foco precisa estar em primeiro lugar em cuidar do básico. Literalmente.

É urgente que o Brasil acelere a expansão do horário integral, sobretudo para o ensino fundamental. Se a frase soa como um deja vu, não é por acaso. Há mais de uma década, o horário integral vem sendo apontado por especialistas como potencial divisor de águas na educação. Infelizmente, isso só fez o tema povoar as propagandas eleitorais, sem chegar efetivamente aos planos de governo, com algumas exceções.

A reforma do ensino médio, aprovada ainda no governo de Michel Temer, precisa sair do papel. O que temos hoje é uma política pública em que faltam diretrizes, previsão orçamentária, consistência e o necessário envolvimento de educadores e especialistas. Sem planejamento e articulação entre os três níveis de governo, o “novo” ensino médio segue estagnado, como uma obra pública abandonada em que a chuva arranca o asfalto sem conclusão e o capim já começa a tomar os canteiros.

Não é muito diferente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que previa o fechamento de todos os lixões do Brasil até 2014. Seis anos depois, quase 3 mil continuam em atividade. Leis, sozinhas, não transformam a realidade. Nem são capazes de evitar que ela se transforme, como é o caso do ensino à distância, implementado à força por esta pandemia. Não estávamos preparados e as crianças estão pagando o preço de nosso despreparo. Temos que tirar disso uma lição e pensar em formas organizadas e positivas de implementar o ensino à distância, ainda que parcial.

Há quem argumente que o ensino à distância é elitista porque desconsidera a situação dos jovens brasileiros sem internet. Elitismo é achar normal que um jovem nascido em nosso país não tenha acesso à rede até hoje. Que futuro pode almejar um analfabeto digital em 2020? A resposta não ser barrar o avanço tecnológico das aulas à distância mas, pelo contrário, trabalhar duro para aumentar a distribuição da internet para todo o território brasileiro o mais rápido possível.

Tudo isso poderia ter começado há um ano e meio. Infelizmente, o governo deu preferência a uma agenda retórica em vez de prática. Coloco assim porque é falsa a dicotomia estabelecida entre ideologia e técnica. Toda gestão é ideológica porque todo governo é ideológico, embora alguns consigam orientar sua ideologia por dados e evidências e colocar sua visão de mundo em prática. Outros são paralisados pela ideologia e se limitam à retórica. A equipe do MEC é boa, mas é impossível alcancar bons resultados sem um bom líder. Um ministro que perde tempo “lacrando” nas redes sociais nunca será capaz de extrair o melhor de seu time. Você, futuro(a) ministro(a), tem a missão de se preocupar mais com alunos e menos com ideólogos.

O Enem precisa ser repensado urgentemente. Como porta de entrada para as universidades, ele acaba moldando todo o ensino médio do país e deveria ter foco em conteúdos essenciais como português, matemática e futuramente o inglês. Neste momento, menos é mais.

O Fundeb é outra frente que carece de uma discussão qualificada e trabalho. Se vamos ampliar o investimento no professor, temos que reformular com urgência a carreira docente. Precisamos elevar a barra para o exercício da licenciatura. Afinal, não há como pensar numa educação avançada quando aqueles que escolhem ser professores não estão entre os melhores alunos. Sem essa mudança, estaremos invertendo causa e efeito.

Para efeito de comparação, trago o exemplo do RenovaBR. Fundei o Renova em 2017 com o objetivo de ajudar gente preparada a ocupar cargos eletivos no Brasil. Oferecemos cursos de qualificação e técnicas eleitorais para que essas pessoas sejam candidatos mais competitivos e atuem em alto nível caso sejam escolhidos. No primeiro ano, ajudamos 17 parlamentares a se elegerem. É um pequeno passo, considerando que só na Câmara Federal temos 513 deputados. Por outro lado, você concordaria em aumentar os salários de todos os congressistas na esperança de atrair candidatos melhores?

Caro(a) futuro(a) ministro(a), você terá nas mãos o ministério mais importante do Brasil. A educação é a chave para resolvermos nossos problemas históricos e construirmos um novo futuro. Defina o sonho. Aonde queremos chegar? Como nos mobilizamos para esse caminho? Sem vontade nem direcionamento claros, não é possível mobilizar equipes ou haver coordenação entre as secretarias.

As novas tecnologias que não param de surgir vão ampliar cada vez mais o abismo entre o Brasil e o mundo. Que chances tem um jovem semiletrado em um mundo ávido por cientistas de dados? Como será seu futuro diante da inteligência artificial que cresce exponencialmente? Como já disse o historiador Yuval Noah Harari, certos empregos não merecem ser salvos da automação. E não serão, por isso nossa única opção é investir nas pessoas.

Deixo por fim um alerta a todos aqueles que pensam que suas vidas e seus filhos não são impactados pela nossa educação pública precária, porque podem pagar por uma escola particular. O último resultado do Pisa, principal avaliação da educação básica no mundo, mostra que os estudantes brasileiros mais ricos têm capacidade de leitura inferior a de alunos pobres de países como China e Irlanda.

Quem cresce cercado de pessoas iletradas ou com dificuldade de realizar operações matemáticas básicas não passa incólume. Em 1624, o poeta inglês John Donne escreveu que “nenhum homem é uma ilha” em seu clássico Devoções em Ocasiões Emergentes: ”A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. Educação é esperança. Cada vez que matamos a esperança de um jovem pobre brasileiro, todos nós morremos um pouco.

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Coronavírus: DF registra 3 mil novos casos em 24 horas e passa dos 126 mil infectados

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Secretaria de Saúde confirmou 31 mortes nesta segunda-feira (10). Total de óbitos chega a 1.762.

Testagem rápida para coronavírus no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

O Distrito Federal registrou 3.012 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas. O total de infectados chegou a 126.069. A informação foi dada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), no início da noite desta segunda-feira (10). Desse total, 84,4% estão recuperados.

A pasta também registrou mais 31 mortes por Covid-19. Desde o começo da pandemia o total de óbitos chega a 1.762 pessoas (veja detalhes abaixo).

De acordo com a secretaria, 154 pessoas que morreram na capital vieram de outras regiões para buscar atendimento médico em Brasília. “A maioria era do Entorno do DF”, aponta a pasta.

Perfil das vítimas

Das 31 mortes confirmadas nesta segunda, 17 eram mulheres e 14, homens. Com relação à faixa etária, a maioria tinha entre 60 e 69 anos. Veja detalhes abaixo:

Faixa etária

  • 11 a 19 anos: 1
  • 50 a 59 anos: 6
  • 60 a 69 anos: 10
  • 70 a 79 anos: 6
  • 80 ou mais anos: 8

Região de residência

  • Águas Claras: 1
  • Arniqueira: 1
  • Brazlândia: 2
  • Ceilândia: 5
  • Guará: 2
  • Jardim Botânico: 1
  • Planaltina: 1
  • Plano Piloto: 2
  • Recanto das Emas: 2
  • Samambaia: 3
  • São Sebastião: 1
  • Sobradinho: 1
  • Sobradinho II: 2
  • Taguatinga: 4
  • Vicente Pires: 1

Comorbidades

Ao todo, 23 pacientes tinham comorbidades – doenças relacionadas capazes de agravar o quadro – e oito, não. Os distúrbios registrados são:

  • Doença Cardiovascular: 19
  • Distúrbios Metabólicos: 15
  • Nefropatia: 3
  • Imunossupressão: 1
  • Obesidade: 2
  • Pneumopatia: 1

Onde ocorreram as mortes

  • Hospitais particulares: 9
  • Hospital das Forças Armadas: 1
  • Hospital Regional da Asa Norte: 2
  • Hospital Regional de Ceilândia: 2
  • Hospital Regional de Samambaia: 2
  • Hospital Regional de Santa Maria: 6
  • Hospital Universitário de Brasília: 4
  • Hospital de Base: 1
  • Upa – Núcleo Bandeirante: 1
  • Upa – Recanto das Emas: 1
  • Upa – Sobradinho: 2

Ocupação de leitos de UTI

Leito de UTI em hospital público do Distrito Federal  — Foto: TV Globo/Reprodução

Leito de UTI em hospital público do Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

De acordo com o portal Sala de Situação, do governo do DF, que monitora a ocupação dos hospitais durante a pandemia, mostrava que apenas 23, das 287 vagas reservadas para pacientes com Covid-19 na rede privada estavam disponíveis. A taxa de ocupação era de 91,84%.

Na rede pública, até às 16h31 desta segunda, 77,07% dos leitos para cuidado intensivo estavam ocupados, ou seja, das 752 vagas, 548 estavam ocupadas e 41, bloqueadas. Os leitos livres eram 163. O número inclui unidades pediátricas, neonatais e adultas.

Perfil de infectados

Segundo o governo do DF, a maioria dos pacientes infectados é composto por mulheres (53,1%) e tem entre 30 e 39 anos. Veja abaixo os casos por faixa etária:

  • Menor de 2 anos: 771
  • 2 a 10 anos: 2.528
  • 11 a 19 anos: 5.736
  • 20 a 29 anos: 23.678
  • 30 a 39 anos: 34.143
  • 40 a 49 anos: 27.921
  • 50 a 59 anos: 17.179
  • 60 a 69 anos: 8.262
  • 70 a 79 anos: 3.845
  • 80 ou mais anos: 2.006

Com relação às regiões do Distrito Federal, Ceilândia tem a situação mais grave na capital. Até o início da noite desta segunda, a cidade ultrapassou 15.754 casos e 336 mortes. Veja tabela completa abaixo:

Casos de coronavírus por região do DF, em 10 de agosto  — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos de coronavírus por região do DF, em 10 de agosto — Foto: SES-DF/Reprodução

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Ibaneis reforça projetos especiais da governadoria

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Empossado nesta segunda-feira (10), Marcelo Lavocat Galvão agora chefia assessoria ligada ao gabinete do governador

O advogado Marcelo Lavocat Galvão tomou posse nesta segunda-feira (10) como chefe da Assessoria de Projetos Especiais do gabinete do governador Ibaneis Rocha. Membro decano do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o procurador cedido ao Governo do Distrito Federal trabalhará lado a lado com o chefe do Executivo.

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Marcelo Galvão foi Procurador-Geral do DF entre os anos de 2009 a 2011. É formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e possui mestrado e doutorado em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (USP). Ele compôs a equipe jurídica durante o governo de transição e, agora, assume o cargo do advogado Gustavo Rocha, atual chefe da Casa Civil.

“Ficarei à disposição do governador para realizar consultorias. Vou fazer ponte com o Poder Judiciário e Procuradoria-Geral do DF, sem interferir na competência de cada uma delas”, afirma Galvão. Ele usará as experiências jurídica e de governo para assessorar pessoalmente as ações da gestão.

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GDF investe na saúde mental dos servidores

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Desde o fim de março foram mais de mil atendimentos on-line. Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho mantém serviços contínuos e reforça ações


Em tempos de crise, como o que afeta o mundo em 2020, são comuns e até esperados sinais e sintomas de tristeza, angústia, ansiedade, insegurança e medo – assim como alterações no sono, na alimentação e no humor. Embora nem sempre sejam indicativos de transtorno, é preciso ficar atento.

Nesse contexto da pandemia de Covid-19, servidores do Governo do Distrito Federal contam com atendimentos online para cuidar da saúde mental. Além da psicoterapia e dos atendimentos tradicionais, há o plantão de acolhimento. De 25 de março, quando ocorreu a primeira sessão de suporte psicológico on-line, até o fim de julho, foram 1.273 atendimentos a distância.

Foto: Freepik

Os serviços são prestados pela Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, da Secretaria de Economia. A unidade tem entre suas responsabilidades atividades e programas de promoção à saúde de servidores efetivos – exceto policiais civis e militares, bombeiros e funcionários de empresas públicas. Os serviços de atenção à saúde mental, compostos por ações coordenadas e sistematizadas em formato de programas, são contínuos.

“No caso da psicoterapia, há data para começar, mas não para terminar. Já o plantão online é uma estratégia de prevenção ao adoecimento psíquico durante a pandemia, com sessões determinadas. O acolhimento aos servidores já existia anteriormente e vai continuar acontecendo”, afirma a psicóloga Jacqueline Ferraz da Costa, que atua na Gerência de Saúde Mental e Preventiva da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho.

Transtornos de ansiedade
Durante a pandemia, as queixas seguem o padrão internacional e o que já era observado em atendimentos anteriores, com predomínio de transtornos de ansiedade. Em 2019, foram registrados 17.755 afastamentos de 9.127 servidores do GDF relacionados a transtornos mentais e comportamentais — um terço foi classificado como transtornos ansiosos.

Os dados deste ano ainda estão em análise, mas, segundo a equipe Gerência de Saúde Mental e Preventiva, já é notável o crescimento dos registros de transtorno obsessivo-compulsivo, principalmente relacionados aos comportamentos obsessivos de limpeza ou de higiene. “Em alguns casos, as mãos chegam a ficar feridas pelo excesso de uso do álcool em gel, da lavagem ou da limpeza do ambiente”, diz a Jacqueline.

Também aumentou o número de casos de fobia social. “Há muitas pessoas manifestando medo de sair de casa. Se precisam fazer isso, começam a ter taquicardia, náusea e dor de cabeça, sintomas clássicos da ansiedade”, relata. Outras demandas comuns têm sido a necessidade de conversar com alguém que não seja da família — em muitos casos, o servidor quer justamente saber como ajudar parentes ansiosos —  e como lidar com o luto.

O acolhimento inicial pode minimizar a angústia em uma única sessão ou o profissional responsável pelo atendimento pode identificar a necessidade de acompanhamento por um período maior. Há servidores que diariamente recebem a ligação de um psicólogo ou psiquiatra.

Aliada aos atendimentos, uma das estratégias da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho de prevenção para minimizar os fatores de risco para o adoecimento psíquico é a psicoeducação. A abordagem é utilizada em intervenções individuais ou em grupo e com a produção de materiais informativos sobre os cuidados com a saúde mental durante a pandemia.

Com informações da Secretaria de Economia/DF

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Festa do Morango, programada para setembro, será on-line

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Emater-DF está montando um site para divulgar palestras e materiais técnicos sobre cultivo e receitas com o fruto

Morangos colhidos em propriedade rural em Brazlândia, maior região produtora do DF

A Festa do Morango de Brasília deste ano vai acontecer de forma virtual – e nos dias 11,12 e 13 e 18, 19 e 20 (sexta, sábado e domingo) de setembro. A Emater-DF participará por meio de um site que trará notícias, palestras, vídeos, materiais técnicos sobre o cultivo e receitas.

O Distrito Federal possui 225 produtores cultivando a fruta em 173,95 hectares, sendo Brazlândia a principal região produtora. Em 2019, foram colhidas 7.212 toneladas de morango.

O número de produtores de morango em Brazlândia cresceu mais de 230% nos últimos 25 anos, quando foi realizada a primeira Festa do Morango de Brasília, em 1995.

Com o apoio da Emater-DF e de pesquisas agropecuárias, a cadeia produtiva vem se desenvolvendo com o uso de cultivares adaptadas à região, manejo de irrigação, cultivo protegido e controle biológico de pragas, por exemplo.

* Com informações da Emater-DF

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Tarifas bancárias aumentam até 393% em um ano. Veja os maiores reajustes

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Pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra quais tarifas tiveram os maiores aumentos

Tarifa avulsa “transferência entre contas da mesma instituição financeira presencialmente” da Caixa subiu de R$ 1,40 para R$ 6,90 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dois bancos públicos reajustaram o preço de sua tarifa avulsa “transferência entre contas da mesma instituição financeira presencialmente” em até 393% (Caixa, de R$ 1,40 para R$ 6,90) e 342% (Banco do Brasil – R$ 1,95 para R$ 6,85). É o que constata uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) entre junho de 2019 e junho de 2020.

Entre as 45 tarifas avulsas, os reajustes praticados pelos bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú) atingiu mais de 50% dos serviços com variação entre 1% (Itaú e Bradesco) e 393% (Caixa). Já o Santander e o Safra corrigiram o preço de apenas quatro tarifas.

Já quando se trata de pacotes de tarifas o Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú reajustaram entre 2% (Bradesco) a 90% (Caixa) os custos de 53% dos produtos.  Somente o Santander e Safra não reajustaram os pacotes. No total os seis maiores bancos oferecem 75 pacotes de serviços, incluindo os pacotes padronizados pelo Banco Central.

Veja abaixo os principais resultados da pesquisa do Idec:

Para o Idec os consumidores devem ficar atentos às cobranças de tarifas nos extratos com descontos de pacote e tarifas avulsas. As cobranças são automáticas na conta o que facilita a ausência de controle por parte do consumidor e possibilita a prática abusiva.

Além dos bancos digitais e fintechs, que oferecem serviços gratuitos, os consumidores que optarem por manter as contas nos bancos tradicionais, também podem converter suas contas para o Serviços Essenciais, uma modalidade de conta sem pacote que garante ao consumidor a movimentação da conta com direito ao cartão de débito, 4 operações de saque, 2 extratos bancários, 2 transferências e consultas ao Internet banking e aplicativo pelo celular.

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Com ou sem vacina, novo coronavírus pode nunca sumir

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Afirmação é do pesquisador da Universidade do Texas, Vineet Menachery à NPR — apesar disso, ele tem visões otimistas sobre o vírus

(Getty Images/Getty Images)

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terça-feira, 11 de agosto de 2020

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