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Câmara aprova R$ 166 milhões para empresas de ônibus e R$ 255 milhões para outros órgãos

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Os projetos votados somam R$ 421,30 milhões em crédito suplementar ao Orçamento

CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quarta-feira (1), em sessão ordinária, três projetos de abertura de crédito suplementar ao Orçamento no valor total de R$ 421,30 milhões. Uma parte dos recursos, R$ 166 milhões, serão destinados às empresas do transporte público para “manutenção do equilíbrio financeiro do sistema”. O restante da suplementação orçamentária vai para o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal – INAS (R$ 60 milhões), Fundo de Apoio e Assistência ao Idoso (R$ 827 mil) e R$ 194,48 milhões serão destinados ao pagamento de folhas salariais de diversos órgãos e para o Hospital da Criança (PL nº 2.417/2021).

Os projetos foram aprovados em segundo turno e redação final e seguem agora à sanção do governador Ibaneis Rocha. A votação mais debatida foi a do PL nº 2.365/2021, do Executivo, que repassa R$ 166 milhões para o pagamento de subsídios ao sistema de transporte público. Após muita discussão, o projeto foi aprovado com 11 votos favoráveis e quatro votos contrários (Júlia Lucy – Novo, Leandro Grass – Rede, Prof. Reginaldo Veras – PDT e Fábio Felix – Psol).

Leandro Grass criticou a falta de transparência do governo e os repetidos repasses para empresas de ônibus, “quase meio bilhão de reais a mais do que estava previsto”. “O governo está pagando as empresas sem ter certeza de que o que elas alegam que precisam receber condiz com a realidade. O sistema de bilhetagem é uma caixa preta”, assinalou.

O deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) reclamou da má qualidade do serviço oferecido pelo sistema. Segundo ele, a média de ônibus quebrados na Ceilândia é de 130 por mês. “Quase meio bilhão para encher os bolsos dos ricos empresários de ônibus, que prestam um serviço péssimo”, sentenciou. Na mesma linha, o deputado Fábio Felix (Psol) afirmou que o transporte público do DF é um dos piores do País, “com ônibus quebrados, ônibus velhos e falta de transparência do sistema”.

Ele também destacou que 26 mil multas foram aplicadas para as empresas de ônibus e nenhuma foi paga. Para a deputada Júlia Lucy (Novo) o governo não conseguiu comprovar no projeto a necessidade da suplementação dos recursos. Segundo ela, o modelo do sistema precisa ser refeito. A distrital ressaltou também a “diferença de tratamento com o transporte escolar e os transportadores de turismo, que foram obrigados a parar de trabalhar por determinação do governo, e não tiveram o mesmo tratamento para manter o seu equilíbrio financeiro”.

Audiência pública

Apesar de críticas a qualidade do serviço oferecido pelas empresas de ônibus, o deputado Chico Vigilante (PT) votou a favor do projeto e disse que, segundo declaração do secretário de Transporte, em audiência pública realizada por ele na última segunda-feira, sem os subsídios ao sistema, a passagem custaria R$ 10,90 no DF. “Sem a aprovação, a população que sofrerá com a falta de transporte. A qualidade do serviço é péssima e vai ter ainda mais problemas, pois a empresa São José não quer trocar a frota de 600 ônibus”, ponderou.

O deputado Delmasso (Republicanos) lembrou que o debate sobre o financiamento do transporte público no DF já vem de outras legislaturas. De acordo com ele, Brasília tem hoje um dos maiores custos do transporte público do Brasil. “Temos um dos maiores custos por passageiro. É esse índice que aumenta o custo do sistema. Não dá para comparar com nenhuma outra cidade do País. Concordo que o custo é altíssimo e que não paga a qualidade, a qualidade é péssima, mas o que temos que discutir é um novo modelo”, sugeriu.

GDF Saúde

Dos recursos aprovados no PL nº 2.347/2021, do Executivo, R$ 60 milhões em favor do INAS, serão usados para despesas com a rede credenciada do GDF Saúde; e R$ 827 mil, em favor do Fundo de Apoio e Assistência ao Idoso do Distrito Federal, para atender as ações de integração e projetos ao idoso.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

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DF inicia vacinação itinerante de crianças contra covid-19

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Prioridade é para as que estão de cama ou com dificuldade de locomoção

© José Cruz/Agência Brasil

O governo do Distrito Federal (DF) iniciou nesta segunda-feira (17) a vacinação itinerante de crianças contra a covid-19. A iniciativa é voltada para crianças de 5 a 11 anos que estejam de cama ou tenham dificuldade de locomoção.

Para receber a imunização, a família da criança deve entrar em contato com a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua casa e solicitar que uma equipe vá fazer a aplicação.

A campanha de vacinação infantil na capital do país começou neste domingo (16), com 11 postos abertos das 9h às 17h.

Nesta etapa, têm prioridade crianças com comorbidades ou com deficiência permanente e sob tutela do Estado. Também estão incluídas crianças sem comorbidades, mas com pelo menos 11 anos completos.

Entre as comorbidades, estão diabetes, pneumopatias graves, hipertensão arterial resistente, insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas, miocardiopatias, doenças de aorta e grandes vasos, cardiopatias congênitas, doenças neurológicas e renais crônicas, obesidade mórbida, síndrome de down e cirrose hepática.

Em cada posto de vacinação há três aplicadores, que se dividirão entre crianças com comorbidades, com deficiência permanente e sem comorbidades com idade até 11 anos.

Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Foram enviadas ao DF 16,3 mil doses. Estima-se que a capital federal tenha 268 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos. Aquelas que tenham tomado outras vacinas devem esperar pelo menos 15 dias antes de buscar a imunização contra covid-19.

Brasil

O único imunizante autorizado para aplicação em crianças é o da Pfizer, e são necessárias duas doses, com intervalo de oito semanas. A dosagem é diferente da aplicada em adultos.

Para receber a vacina, a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis ou apresentar autorização destes por escrito.

As primeiras doses do imunizante para crianças chegaram quinta-feira (13) ao Brasil. O primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, foi enviado por avião e distribuído a estados e municípios. Nova remessa com mais 1,2 milhão de doses chegou neste domingo.

Por Agência Brasil

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Covid: 4ª dose de vacina não impede infecção por Ômicron, indica estudo

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Estudo foi realizado em um dos principais hospitais de Israel, o Sheba Medical Center

Profissional de saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 (AFP/AFP)

Uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira dose, mas provavelmente não é suficiente para prevenir infecções pela variante Ômicron do coronavírus, de acordo com um estudo preliminar realizado em Israel.

O Centro Médico Sheba em Israel administrou uma segunda dose de reforço em um estudo com sua equipe e está estudando os efeitos da dose da vacina da Pfizer em 154 pessoas após duas semanas, e do reforço com o imunizante da Moderna em 120 pessoas após uma semana, afirmou Gil Regev-Yochai, diretor da Unidade de Doenças Infecciosas.

Esse grupo estão sendo comparados com um grupo de controle que não recebeu a quarta dose. Os voluntários no grupo da Moderna haviam recebido três doses da vacina da Pfizer, afirmou o hospital.

A dose adicional levou a um aumento no número de anticorpos “até mesmo um pouco maior do que o que tínhamos após a terceira dose”, disse Regev-Yochay.

“Ainda assim, isso provavelmente não é o suficiente para a Ômicron”, disse ela a jornalistas. “Sabemos até agora que o nível de anticorpos necessários para proteger e não se infectar com a Ômicron é provavelmente alto demais para a vacina, mesmo se for uma boa vacina.”

As descobertas, que segundo o hospital são as primeiras do tipo no mundo, são preliminares e ainda não foram publicadas.

Israel foi o país que avançou mais rápido em sua vacinação inicial contra a Covid-19 há um ano, e começou no mês passado a aplicar uma quarta dose, ou segundo reforço, para os grupos mais vulneráveis e de alto risco.

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Bolsonaro confirma que Tarcísio de Freitas disputará governo de São Paulo

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Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro

(crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil )

O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou nesta quinta-feira, 13, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai disputar o governo de São Paulo neste ano. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

“Eu vou responder essa aí porque o Tarcísio não pode responder, não. Eu conversei com o Tarcísio e ele topou ser pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta feita ao ministro durante a “live”.

Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro. “No nosso governo, ele tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, afirmou o chefe do Executivo.

Bolsonaro frisou que Tarcísio se formou, como ele, na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalhou na Comissão de Transportes da Câmara, quando foi deputado. “Logicamente, ele não vai saber com profundidade, com particularidade, certos problemas do Estado de São Paulo, assim como eu não sei do Brasil. Agora, o Tarcísio pode, sim, ser uma esperança para São Paulo”, afirmou.

Pressão política

Ao dizer que sofreu pressões políticas no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, apesar da entrega da Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão, ele não cedeu às pressões políticas.

A ministra Flávia Arruda pediu licença do cargo a partir desta quinta-feira e ficará afastada da pasta até o dia 21 de janeiro para tratar de “assuntos particulares”. A licença da titular consta em publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14.

“Pode ter certeza, ele ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, acrescentou Bolsonaro.

Durante a “live”, ao falar de eleições, o chefe do Executivo também disse que quando ele sair do governo, vai entrar outro presidente com o mesmo perfil. “Pretendo não ficar a minha vida toda por aqui, não”, declarou Bolsonaro.

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Covid-19; Saiba onde se vacinar nesta sexta dia (14/01)

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Pontos de vacinação

*A dose de reforço é aplicada preferencialmente com a vacina Pfizer-BioNTech ou com a CoronaVac.

 

 

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Sargento é condenado por beijar aluna de 14 anos do Colégio Militar de Brasília

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(crédito: Colégio Militar de Brasília)

A 1ª Auditoria da Justiça Militar de Brasília condenou a quatro anos de reclusão e exclusão das Forças Armadas um sargento do Exército, músico, por constranger uma estudante menor de 14 anos, do 8° ano do ensino fundamental do Colégio Militar de Brasília (CMB), com um beijo na boca. O Conselho Permanente de Justiça — composto pela juíza Flávia Ximenes Aguiar de Sousa e quatro oficiais do Exército — considerou que o sargento, que era professor de percussão da vítima, incidiu na prática de atentado violento ao pudor, com a circunstância de violência presumida.

Ao fundamentar a sentença do militar, a juíza disse que a prova testemunhal foi “uníssona” em apontar que o músico tinha uma “conduta completamente diversa” da prevista nos regulamentos dos professores do CMB: “Tais investidas foram descobertas pela mãe da adolescente, que verificou que sua filha mantinha conversas com o acusado até tarde da noite e, posteriormente, descobriu as mensagens da filha à amiga em que confidenciou ter sido beijada pelo graduado”, destacou.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o crime ocorreu no espaço musical do CMB, sendo que, posteriormente, o músico passou a prolongar o tempo de intervalo da aula para “conversarem a sós”, enviar mensagens de beijos e corações à aluna. Os detalhes foram divulgados, ontem, pela Justiça Militar.

A Promotoria diz que a estudante passou a se comportar “de maneira conflituosa, eufórica e depressiva” e tentou rejeitar as investidas. Ainda assim, o professor teria mantido a conduta, disse o Ministério Público Militar (MPM), que apresentou como provas conversas do aplicativo WhatsApp.

Tentativa de ajuda

O sargento negou ter beijado a estudante e afirmou que mandou as mensagens para a menina com a intenção de ajudá-la, pois a via muito depressiva. Além disso, disse que apenas uma das conversas dos autos seria verídica e que teria ocorrido após ligação em que a ela dizia que iria tirar sua própria vida. O sargento disse que, “para ganhar tempo, mandou ‘emoji’ de coração, mandando-a ter calma e afirmando que a amava, sendo apenas essas as mensagens enviadas”.

O músico sustentou que não houve interação indevida com a vítima e se disse uma pessoa extrovertida, ‘com uma aula diferenciada por se tratar de música e precisar estar corpo a corpo com o aluno’. Além disso, alegou que não tratava alunos de maneira diferenciada e que seu jeito brincalhão ocasionou a situação. “Não houve interação no sentido de assédio para com a aluna”.

A defesa do sargento argumentou que imagens apresentadas pela vítima como sendo de conversa travada com o sargento não seriam confiáveis e não foram reconhecidas por ele. Sobre os danos psicológicos, os advogados sustentaram que não estariam ligados ao músico, mas a “problemas psicológicos pretéritos, especialmente por causa de desavenças escolares, baixa autoestima e pelo quadro de saúde do pai da aluna”.

A juíza destacou o registro feito por uma psicóloga que atendeu a aluna, que indicou que a “narrativa foi objetiva e íntegra, demonstrando ser um relato fidedigno”.

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Compostos da Cannabis podem prevenir covid-19, mostra estudo

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Pesquisadores encontraram dois ácidos canabinoides que impedem entrada do coronavírus nas células humanas

Cannabis: Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos. (Tinnakorn Jorruang/Getty Images)

 

Um estudo feito em conjunto por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, ambas nos EUA, descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células.

Os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha) capazes de se ligar à proteína Spike do coronavírus, estrutura usada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. Ao se ligarem à proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.

“Oralmente biodisponíveis e com um longo histórico de uso humano seguro, esses canabinoides, isolados ou em extratos de cânhamo, têm o potencial de prevenir e tratar a infecção por SARS-CoV-2”, escreveram os pesquisadores no resumo do estudo.

De acordo com Richard van Breemen, principal autor do estudo, pesquisador do Centro Global de Inovação em Cânhamo do Estado de Oregon e associado à faculdade de Farmácia da Universidade estadual de Oregon, os ácidos canabinóides usados no estudo são abundantes na planta cânhamo.

Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos.

Os pesquisadores acrescentaram também que os compostos estudados bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).

A proteína Spike é o alvo das principais vacinas disponíveis até o momento para prevenir a Covid-19, como também das terapias com anticorpos monoclonais. Embora sejam necessárias mais pesquisas, os cientistas acreditam, com base em seu estudo, que os ácidos canabinóides podem ser usados em medicamentos para prevenir ou tratar a Covid-19.

 

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