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A Alexa deveria ser capaz de entender nosso estado de espírito?

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Assistente de voz deveria ser capaz de comprar itens sozinha para aplacar as emoções da vida cotidiana?

Alexa, da Amazon: (Maria Chimishkyan/The New York Times)

Se a Alexa da Amazon acha que você está triste, deveria sugerir a compra de um pote de sorvete?

Joseph Turow acha que absolutamente não, de jeito nenhum. Professor da Escola de Comunicação Annenberg da Universidade da Pensilvânia, ele pesquisou tecnologias como a Alexa para seu novo livro, “The Voice Catchers” (Os captadores de voz, em tradução livre). Turow está convencido de que as empresas deveriam ser impedidas de analisar o que dizemos e como soamos para recomendar produtos ou personalizar mensagens publicitárias.

A sugestão de Turow é notável, em parte porque fazer um perfil das pessoas com base na voz não é algo generalizado. Ou melhor, ainda não é. Mas ele está encorajando os formuladores de políticas e o público a fazer algo que eu gostaria que fizéssemos com mais frequência: é preciso tomar cuidado e prestar atenção no modo como usamos uma tecnologia poderosa antes que ela possa ser usada em decisões importantes.

Depois de anos pesquisando a evolução das atitudes dos americanos em relação à liberação digital de dados pessoais, Turow acredita que alguns usos da tecnologia oferecem tanto risco em troca de tão poucas coisas positivas que deveriam ser interrompidos antes de fugir ao controle.

Nesse caso, Turow teme que as tecnologias de voz, incluindo a Alexa e a Siri da Apple, transformem-se de mordomos digitais em adivinhadores que usam o som de nossa voz para deduzir detalhes íntimos como nosso estado de espírito, nossos desejos e nossas condições médicas. Em teoria, elas poderiam um dia ser usadas pela polícia para determinar quem deve ser preso, ou pelos bancos, para dizer quem é digno de um financiamento. “Usar o corpo humano para discriminar as pessoas é algo que não devemos fazer”, afirmou ele.

Alguns negócios, como os call centers, já estão fazendo isso. Se os computadores avaliarem que sua voz parece irritada ao telefone, você pode ser encaminhado para um funcionário especializado em acalmar as pessoas. O Spotify também divulgou uma patente tecnológica para recomendar músicas com base na emoção transmitida pela voz, na idade ou no gênero do falante. A Amazon anunciou que a Halo, sua pulseira de monitoramento de saúde, analisará “a energia e a positividade na voz do usuário” para estimulá-lo a se comunicar e a se relacionar melhor.

Turow garantiu que não quer interromper os usos potencialmente úteis do perfil de voz – por exemplo, o monitoramento de condições graves de saúde, incluindo a Covid-19 –, mas, segundo ele, há pouco benefício para nós quando os computadores usam inferências de nosso discurso para nos vender detergente: “Temos de proibir o perfil de voz com o propósito de marketing. Não há utilidade para o público. Estamos criando outro conjunto de dados que as pessoas não têm ideia de como está sendo usado.”

Turow está entrando em um debate sobre como tratar a tecnologia que poderia ter enormes benefícios, mas também desvantagens que talvez não percebamos. O governo deveria tentar aprovar regras e regulamentos relativos à tecnologia poderosa antes que esta seja usada de forma generalizada, como atualmente se procede na Europa, ou deveria ignorá-la, a menos que algo ruim aconteça?

O complicado é que, uma vez que tecnologias como o software de reconhecimento facial ou a capacidade de chamar um táxi pressionando um botão do smartphone se tornam prevalentes, é mais difícil eliminar recursos que acabam sendo prejudiciais.

Não sei se Turow está certo em soar o alarme sobre o uso de nossos dados de voz para fins de marketing. Alguns anos atrás, havia muita expectativa de que a voz se tornaria uma grande maneira de comprar e de descobrir novos produtos, mas ninguém provou que as palavras que dizemos aos nossos aparelhos possam predizer eficazmente qual carro vamos comprar.

Perguntei a Turow se as pessoas e os reguladores governamentais deveriam se preocupar com riscos hipotéticos que podem nunca surgir. Ler nossa mente a partir de nossa voz pode não funcionar na maioria dos casos, e realmente não precisamos de mais coisas nos assustando.

Turow reconheceu essa possibilidade, mas aceitei a visão dele de que vale a pena iniciar uma conversa pública sobre o que poderia dar errado com a tecnologia de voz e decidir em conjunto onde estão os limites coletivos – antes que estes sejam ultrapassados.

Tecnologia

Retrospectiva Spotify 2021: saiba como fazer e compartilhar

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Tradição de fim de ano do aplicativo disponibiliza as músicas e playlists mais escutadas pelos usuários

Spotify: O streaming também liberou uma lista de artistas e músicas mais escutadas em 2021 no Brasil e no mundo. (Christian Hartmann/Reuters)

O serviço de streaming Spotify liberou, nesta quarta-feira, 1, as playlists com as músicas e podcasts mais ouvidos pelos usuários em 2021.

O chamado Spotify Wrapped revela dados sobre o uso do aplicativo de música, como a quantidade de minutos que escutou e os artistas mais ouvidos.

As novidades da tradição de fim de ano do streaming está na opção de compartilhar os dados no Tiktok, além dos stories do Instagram e Facebook, e vídeos exclusivos de artistas na playlist de mais tocadas. Outro recurso liberado em 2021 é a sua Aura de Áudio, que determina a cor do seu ano musical.

Retrospectiva Spotify

(Reprodução/Reprodução)

Ao entrar na página, o usuário terá acesso aos stories interativos com os detalhes do que escutou no último ano. Nele, é possível encontrar mais informações sobre os artistas,músicas, podcasts e gêneros mais escutados. A playlist da Retrospectiva 2021 estará disponível.

O Spotify também liberou uma lista de artistas e músicas mais escutadas em 2021 no Brasil e no mundo.

Para encontrar as músicas mais ouvidas do ano, siga essas etapas:

  • Acesse a página oficial do Spotify Wrapped – spotify.com/br/wrapped . O site deve ser obrigatoriamente acessado pelo celular para conferir a retrospectiva no aplicativo de streaming.  Outra opção é acessar o aplicativo e procurar na tela inicial o card do Spotify Wrapped. Caso isso não ocorra, vá até a aba Buscar e procure pelo card Retrospectiva 2021;
  • Confira os stories interativos com os detalhes com as principais informações que o Spotify conseguiu computar sobre as suas músicas mais escutadas no ano;
  • Compartilhe com os amigos no Instagram, Facebook, Twitter, Snapchat e TikTok ou salve a imagem para enviar por Whatsapp ou Telegram.

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Confira dicas para proteger a sua empresa de ataques cibernéticos

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Tais ataques estão entre os cinco riscos mais comuns em curto prazo; então, o que fazer para garantir a segurança do seu negócio?

: Segmentos de serviços médico, financeiro, a indústria de manufatura e o comércio são os mais afetados por ataques cibernéticos (seksan Mongkhonkhamsao/Getty Images)

 

Os ataques cibernéticos estão entre os cinco principais riscos que podem ocorrer em até dois anos, de acordo com o estudo Global Risk Report 2021, feito por uma seguradora, em parceria com as universidades de Oxford e de Singapura e a consultoria de riscos e corretora Marsh & MacLennan. Na edição anterior do estudo, em 2020, eles estavam na sétima posição em probabilidade e em um horizonte de prazo mais longo.

Os segmentos de serviços médico, financeiro, a indústria de manufatura e o comércio são os mais afetados por ataques cibernéticos e, por consequência, os que mais procuram a modalidade de seguro para esta proteção, embora os ataques podem ocorrer em computadores pessoais.

A Bússola conversou com Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich no Brasil, para saber mais sobre.

Bússola: Como o seguro cibernético protege as empresas?

Hellen Fernandes: O seguro é uma proteção de dados, que ajuda a evitar eventuais perdas financeiras, devido à violação de segurança ou de privacidade de informações. As proteções oferecidas atuam nas seguintes frentes:

  • Respostas a incidentes, com coberturas para o pagamento de custos e despesas para ajudar a empresa a lidar com a crise causada por esse vazamento de dados. Neste caso, há a necessidade de contratar especialistas para determinar a extensão do dano, seja em aspectos contábeis, técnicos ou mesmo de imagem. O objetivo aqui é reduzir os efeitos negativos à reputação da empresa;
  • Coberturas ao segurado com o pagamento de despesas para recuperar ativos digitais e base de dados, consequentes da interrupção de negócios e de ameaças cibernéticas;

 

  • Cobertura de questões de responsabilidade civil perante as pessoas afetadas (clientes ou funcionários das empresas) ou instituições que os representam por conta do vazamento indevido de seus dados pessoais. Neste caso, o seguro permite o pagamento dos custos de ação civil, coletivas ou individuais, incluindo advogados, para a defesa da instituição e prejuízos financeiros causados às pessoas afetadas, inclusive danos morais.

Porém, além de atuar no pós-incidente, algumas seguradoras também dão o suporte necessário para lidar com a crise, por meio de engenheiros especializados em riscos cibernéticos, para avaliação de riscos, ajudando-as a identificá-los e propondo melhores práticas de gestão do risco.

Bússola: Em que momento a empresa deve contratar um seguro cibernético? Quais são os pontos de atenção nessa contratação?

Hellen Fernandes: Empresas e pessoas são cada vez mais digitais. Consequentemente, tem seus dados cada vez mais expostos no universo online, o que explica o crescimento de ataques de hackers — um fenômeno que não é local; é mundial! Soma-se a isso o fato de que muitos usuários passaram a trabalhar em casa por conta da pandemia. Juntos, esses fatores transformaram o que era uma prática esporádica em uma ameaça frequente.

Nesse contexto, as empresas precisam ficar atentas às possíveis vulnerabilidades e, para tal, devem procurar ferramentas para gerir essa questão de maneira adequada e eficiente, buscando conhecimento e proteções de acordo com a legislação e com cada modelo de negócio.

Uma estratégia bem-sucedida de segurança e privacidade de dados passa por criar consciência quanto à existência desses riscos dentro da empresa e garantir que haja um engajamento, em especial da alta administração, para garantir que toda essa estratégia seja colocada em prática.

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Estrada que carrega bateria de carro elétrico é nova aposta de Biden

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A tecnologia para abastecimento via indução entrou na lista de metas do plano de tornar a indústria automobilística americana mais sustentável

Carro elétrico em estação de recarga (Sean Gallup/Getty Images)

Em agosto, o presidente americano Joe Biden divulgou um plano ambicioso de renovação da frota automobilística dos EUA: metade dos carros a serem vendidos até 2030 no país terão de ser zero emissão, ou seja, elétricos, híbridos, ou movidos a hidrogênio.

Para tal, liberou um financiamento de 7,5 bilhões de dólares, que deve servir, principalmente, para construir uma rede nacional de 500.000 estações de carregamento de veículos elétricos de alta velocidade até a próxima década — atualmente, existem cerca de 43.000 estações de carregamento, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA.

Mas isso resolveria apenas uma parte do problema, já que para os motoristas ainda existe o entrave da longa pausa para uma carga completo dos veículos. Mas, neste sentido, há uma inovação que deve revolucionar a viabilização dos veículos elétricos: estradas que carregam o carro durante a viagem, usando uma tecnologia conhecida como carregamento indutivo.

Em julho, o Departamento de Transporte do estado de Indiana e a Universidade Purdue anunciaram planos para desenvolver os primeiros quilômetros de rodovias com carregamento sem fio do mundo.

O projeto de testes, que usará uma tecnologia desenvolvida pela empresa alemã Magment, vai adicionar pequenas partículas de ferrita reciclada – uma cerâmica feita pela mistura de óxido de ferro misturado com lascas de elementos metálicos, como níquel e zinco – a fim de criar uma mistura de concreto que é magnetizada por corrente elétrica.

Com o composto eletrificado, cria-se um campo magnético, alimentado por bobinas que ficam enterradas e que transmitem energia sem fio para o veículo. Por cima desta camada de transmissão, vai o concreto ou asfalto normais.

Nos próximos dois anos, uma vez que a tecnologia seja validada nos testes de laboratório, o Departamento de Transporte de Indiana deve partir para a prática, mas, até lá, parar ao lado da tomada para carregar um carro ainda será a cena mais comum.

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Primeiro ‘robô vivo’ do mundo agora consegue se reproduzir

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Entenda como a descoberta pode revolucionar a medicina e o que o Pac-Man tem a ver com tudo isso

Xenobots (Universidade de Vermont/Reprodução)

Os cientistas que criaram os Xenobots, primeiros robôs vivos do mundo, encontraram uma maneira de formar os bots para se reproduzirem por conta própria, informa o Insider.

Os Xenobots são formados a partir de células-tronco de Xenopus laevis (uma rã africana com garras), cujas células têm minúsculos “pêlos” chamados cílios para ajudá-los a se movimentar em uma placa de Petri. O cientista Sam Kriegman disse ao Insider que, embora as pessoas possam pensar em grandes figuras industriais ou metálicas como robôs, o termo realmente se refere a qualquer máquina que faz “trabalho físico útil” no mundo.

Kriegman trabalhou no projeto Xenobot junto com pesquisadores afiliados à Universidade de Vermont, Universidade Tufts e ao Instituto Wyss para Engenharia Biologicamente Inspirada da Universidade Harvard. “Tentamos descobrir que trabalho útil eles poderiam fazer e uma das coisas que descobrimos foi limpar pratos”, disse Kriegman.

Os pesquisadores colocaram partículas de corante e contas de ferro revestidas de silicone na placa de Petri e analisaram o movimento dos pequenos Xenobots, observando que eles estavam empilhando os detritos, disse Kriegman. Ele descreveu os Xenobots como escavadeiras que se movem e empilham células-tronco.

Segundo Kriegman, seu colega Douglas Blackiston repetiu o processo colocando células adicionais — do mesmo tipo que os Xenobots são feitos — para ver como os bots reagiriam. “Eu disse: ‘Meu Deus, isso é incrível. O que acontece quando eles fazem as pilhas. O que as células se tornam quando são pilhas?’ Não sabíamos”, disse Kriegman.

“Descobrimos deixando essas pilhas se desenvolverem ao longo de alguns dias e, em seguida, trazendo-as para um novo prato e vendo se podem se mover. E parece que isso é possível”, explica o cientista.

Assim, as pilhas se tornam “descendentes” das células-tronco, cultivando seus próprios cílios e operando por conta própria. “Se houver células-tronco suficientes em uma pilha, elas começarão a se desenvolver e se compactarão em uma esfera”, disse Kriegman. “Eles vão desenvolver cílios, e isso permite que eles se movam e, em alguns casos, também façam pilhas adicionais, e essas pilhas se tornam seus descendentes.”

A princípio, a replicação estava acontecendo “espontaneamente”, então os pesquisadores usaram a inteligência artificial para descobrir a melhor forma para os Xenobots se replicarem em uma base mais consistente e ter um melhor controle.

Assim, foi criado um modelo computacional que simula as células-tronco e todo o processo dentro do computador. Os cientistas fizeram então uma descoberta inusitada: um formato de “Pac-Man” produzia os melhores resultados para garantir que os Xenobots fossem capazes de criar mais, transformando assim a forma dos Xenobots reais em uma forma mais eficiente.

Por enquanto, os Xenobots estão contidos nas placas de Petri do laboratório, mas Kriegman disse que os cientistas esperam que o projeto possa dar uma ideia de como alguns animais podem regenerar partes perdidas enquanto outros não, como os humanos são capazes de regenerar partes de seu fígado, mas as salamandras podem regenerar membros inteiros.

Michael Levin, biólogo da Universidade Tufts e colíder da pesquisa, explica as possibilidades práticas que podem surgir da pesquisa: “Se soubéssemos como dizer a coleções de células o que queremos que façam, seria medicina regenerativa — essa é a solução para lesões traumáticas, defeitos de nascença, câncer e envelhecimento”.

De acordo com Kriegman, o próximo passo seria dar aos Xenobots algum tipo de órgão sensorial. O estudo foi publicado pelos Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revista científica dos EUA, e apoiado pela Defense Advanced Research Projects Agency (Darpa).

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Como os restaurantes podem alavancar as vendas por meio do Instagram?

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Para obter sucesso com as estratégias no Instagram, o restaurante precisa prestar atenção em algumas funcionalidades da plataforma; confira as dicas

Ao atuar de forma eficiente é possível tornar o canal em uma máquina de vendas, além de estreitar ainda mais o relacionamento com os clientes (Lorenzo Di Cola/Getty Images)

Por Fabricio Nunes

Todos os dias, as pessoas usam as redes sociais por infinitas razões. O Instagram, especificamente, possui mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo todo, sendo que o Brasil é o terceiro país com maior número de acessos, segundo um estudo recente realizado em parceria pelas empresas We Are Social e Hootsuite. Como se trata de uma plataforma totalmente imagética, ou seja, com imagens e pouco texto, as pessoas adoram postar e ver conteúdos — e isso também se enquadra nos posts relacionados à comida. Por isso, é tão importante que os bares e restaurantes não deixem de utilizá-la, já que ela vem ganhando cada vez mais espaço dentro do segmento food service.

Na verdade, não ter um perfil no Instagram pode trazer falta de visibilidade ao restaurante. Por outro lado, estar nesse ambiente e fazer o uso certo pode fazer com que o estabelecimento consiga alcançar e atrair novos clientes em potencial com o tempo, seja na loja física, seja no delivery. Com as melhorias constantes nessa rede social, está ficando cada vez mais fácil e prático conhecer o público-alvo, interagir e alavancar as vendas por meio da plataforma. Mas quais são as funcionalidades mais interessantes para o empresário explorar?

Hoje, por exemplo, já temos a integração da plataforma de delivery com o botão de ação “pedir refeição”, que possibilita ao cliente realizar o pedido de sua refeição diretamente do Instagram ou do Facebook do restaurante, sem precisar sair do ambiente da rede social. No Instagram é possível ainda a inserção de figurinha nos Stories, uma ação mais estratégica para compartilhamento e divulgação de promoções ou determinados produtos. É bom para o estabelecimento, que ganha mais recursos para o seu perfil, e para os clientes, que conseguem rapidamente fazer seus pedidos diretamente na rede. Além disso, o estabelecimento consegue ainda visualizar métricas de desempenho de seu cardápio e fazer campanhas de marketing mais inteligentes.

Falando em marketing, para obter sucesso com as estratégias no Instagram, o restaurante precisa prestar atenção em algumas funcionalidades da plataforma. É fundamental ter uma bio organizada, por exemplo, com informações como segmento, qualidades do restaurante, localização, link para um site ou cardápio digital. Isso porque, muitas pessoas, ao acessarem o Instagram de um restaurante, já buscam logo pelo cardápio.

Também é interessante criar hashtags que mencionem o nome do restaurante e incentivar os clientes a usá-la ao marcar o estabelecimento. Isso ajuda a controlar o conteúdo gerado pelos usuários, aumentar o engajamento e mostrar uma experiência única para os novos visitantes. Além da bio e das hashtags, existe uma outra obrigação para o perfil de um restaurantes, que são os destaques. Com eles, o cliente poderá ter em mãos o máximo de informações possíveis como horários, avaliações de cliente, equipe e o mais importante, o menu.

Outras ações para aumentar as vendas e atrair novos clientes a partir do marketing no Instagram são as promoções. Essa estratégia pode aumentar tanto o engajamento, porque ao se interessar pela oferta há chances dos seguidores comentarem na publicação, como também o alcance, uma vez que os clientes podem marcar um amigo no post. Além do conteúdo, é importante pensar na imagem e ter fotos boas. Pratos arrumados, decorados e limpos nas bordas são algumas das estratégias válidas.

A verdade é que focar em uma estratégia digital tirando o máximo proveito das ferramentas e funcionalidades que o Instagram disponibiliza é algo que todos os restaurantes devem fazer daqui em diante. Ao atuar de forma eficiente é possível tornar o canal em uma máquina de vendas, além de estreitar ainda mais o relacionamento com os clientes.

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PLAY: Desigualdade pré-5G precisa ser discutida

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Bairro pobre de São Paulo tem uma antena de internet, contra 49 em bairro rico; como fica isso?

Tecnologia 5G exige um número de cinco a dez vezes maior de antenas que o 4G; ou seja, a corrida é contra o tempo (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

Por Danilo Vicente*

No último mês, muito se falou da velocidade de internet 5G, após o governo federal leiloar blocos de frequência. Ótimo. Porém, recentemente, a Rede Nossa SP, organização que articula e promove ações para uma São Paulo melhor, divulgou um estudo estarrecedor sobre como é a realidade da internet longe dos escritórios da Faria Lima e arredores: uma desigualdade avassaladora na cidade. E olha que se trata da maior da América Latina.

Enquanto há uma antena de internet móvel por dez mil habitantes em bairros de periferia (Jardim Helena, José Bonifácio, Cidade Tiradentes, Iguatemi, Lajeado etc.), os bairros ricos chegam a ter 49,8 antenas por igual número de pessoas — caso do Itaim-Bibi (e muitos Faria Limers).

Logo na sequência do Itaim-Bibi estão os bairros Barra Funda, Sé e Pinheiros, com 42,2, 37,1 e 30,5 antenas por dez mil habitantes, respectivamente.

Já com uma rápida olhada nos números se percebe que a concentração está entre os bairros ricos e centrais (Sé é o coração paulistano). E aí entra a lógica financeira. É muito mais interessante para as empresas de telefonia que as antenas sejam instaladas em lugares mais desenvolvidos economicamente. O que manda é onde está o dinheiro.

A Conexis (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal) alega que, por causa do trabalho, da escola e do lazer, há um enorme deslocamento de pessoas para a região central, o que pede mais infraestrutura para atender a elevada demanda por voz e dados.

Verdade. Mas aí entramos num círculo vicioso. A periferia não consegue acesso decente à internet porque não há antenas. E a falta de antenas (entre outros fatores) não permite desenvolvimento periférico.

Quanto empreendedorismo poderia ser fomentado com internet acessível e contínua na periferia? Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que o acesso à internet é um direito humano. Dez longínquos anos atrás.

A solução, claro, passa pela Prefeitura de São Paulo. O Projeto de Lei 347/2021, a chamada Lei das Antenas, proposto pela administração municipal à Câmara dos Vereadores, pretende “adequar a instalação e funcionamento desses equipamentos à legislação urbana vigente no município e às transformações que trouxeram novas tecnologias a São Paulo e ao mundo”. O PL foi aprovado em primeira votação e aguarda a segunda.

Entretanto, o projeto vem sendo discutido a passos de tartaruga. Os vereadores querem que as companhias de telefonia e internet aceitem a condição de instalar uma antena em regiões periféricas a cada antena posta em locais que já têm melhor acesso. Certo. Contudo, pouco se avança.

Essa Lei das Antenas em debate na Câmara foi precedida por um imbróglio que envolve o Supremo Tribunal Federal, decreto do prefeito e Projeto de Decreto Legislativo. Uma confusão danada.

Segundo a Conexis, a tecnologia 5G exige um número de cinco a dez vezes maior de antenas que o 4G. Ou seja, a corrida é contra o tempo.

A gestão municipal ainda tem o projeto WiFi Livre SP, que hoje conta com 1.088 pontos de acesso à internet gratuitos. A meta é oferecer 20 mil pontos de internet de qualidade e gratuitos até 2024.

Seria bom uma São Paulo toda conectada, não? De maneira igual. Está aí uma marca a ser explorada pela Prefeitura e vereadores. Aposto que para as empresas também seria bom, mesmo que a longo prazo. E é algo que pode mexer na vida das pessoas.
*Danilo Vicente é sócio-diretor da Loures Comunicação
Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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