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10 milhões de senhas de e-mails do Brasil vazam

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Entre as credenciais brasileiras estão mais de 70 mil senhas da administração pública, como de e-mails da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Petrobrás

(crédito: AFP / NICOLAS ASFOURI )

Mais de 10 milhões de senhas de e-mails de brasileiros foram expostas na internet em um vazamento global de 3,2 bilhões ocorrido no começo de fevereiro. Entre as credenciais brasileiras estão mais de 70 mil senhas da administração pública, como de e-mails da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Petrobrás. Os números foram obtidos após análise exclusiva para o jornal O Estado de S. Paulo feita pela empresa de cibersegurança Syhunt.
O vazamento ocorreu no começo de fevereiro e traz 3,28 bilhões de senhas para cerca de 2,18 bilhões de endereços únicos de e-mail. O arquivo de 100 GB foi publicado no mesmo fórum onde, em janeiro, hackers colocaram à venda bases de dados que comprometeram 223 milhões de CPFs, 40 milhões de CNPJs e 104 milhões de registros de veículos.
Ao contrário do megavazamento de janeiro, no qual as informações de brasileiros estavam à venda, o vazamento de senhas foi disponibilizado integralmente de forma gratuita – qualquer pessoa pode baixar.
Entre as informações de brasileiros, existem pelo menos 10 milhões de senhas. Esse é o número de credenciais referente apenas a e-mails do domínio “.br” – cerca de 26 milhões de domínios em todo o mundo foram afetados. Isso significa que o número de brasileiros atingidos pode ser maior. A análise não incluiu serviços de e-mail muito populares por aqui, como Gmail e Hotmail, pois eles estão no domínio “.com”.
Embora o vazamento de janeiro tenha muito mais informações sobre brasileiros, o novo vazamento também traz riscos importantes para a segurança digital. “No vazamento de janeiro, havia milhões de e-mails. Essas informações podem ser cruzadas com a base de senhas e permitir acesso dos criminosos”, diz Felipe Daragon, fundador da Syhunt. No megavazamento de janeiro, o criminoso colocou à venda e-mails de 77,8 milhões de pessoas e de 15,8 milhões de empresas.
Além disso, diversos e-mails tiveram mais de uma senha vazada, o que permite identificar o padrão de criação de senhas. Mais ainda: com esse padrão em mãos, é possível até mesmo tentar prever futuras novas senhas criadas para os endereços. No vazamento, muitos endereços tiveram entre três e 30 senhas associadas a eles.
Administração pública
O vazamento afetou milhares de senhas da administração pública. No total, 68.535 senhas de e-mails no domínio “gov.br”, usado pela administração pública, foram afetadas. Outras 4.589 senhas do domínio “jus.br” foram disponibilizadas, o que inclui senhas do STF. A reportagem encontrou pelo menos um e-mail diretamente ligado ao gabinete do ministro Dias Toffoli. Foram encontradas 98 senhas do domínio “stf.jus.br”.
Além disso, 218 senhas do domínio “camara.leg.br” estão listadas. Nessa base é possível encontrar o e-mail que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usava quando era deputado federal – é uma indicação de que a compilação reúne dados de vários anos diferentes. Além disso, e-mails de mais deputados aparecem na base “camara.gov.br”. Nela, há 985 senhas, incluindo nomes que não estão mais em Brasília, como o do ex-deputado Jean Wyllys.
Já o domínio “senado.gov.br” tem 547 senhas vazadas. Endereços ligados à presidência da república também aparecem. O domínio “presidencia.gov.br” teve 28 senhas vazadas.
Entre os duzentos domínios “gov.br” mais afetados aparecem senhas de e-mails da Receita Federal, da Advocacia Geral da União, da Anvisa, da Caixa, do Butantan, da Funai, do IBGE, da Infraero, do Inpi, do INSS e da Polícia Militar em diversos Estados, incluindo São Paulo e Paraná.
A reportagem também encontrou no vazamento 8.863 senhas ligadas à Petrobrás – nenhum endereço, porém, está ligado a presidentes que passaram pelo comando da empresa. Foi possível encontrar também um endereço possivelmente ligado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, da época em que estava na BR Investimentos.
Daragon, porém, faz um alerta: “As senhas ‘gov.br’ não significam que os sistemas da administração pública tenham sido invadidos. Esses endereços e senhas parecem ter sido utilizados em serviços na internet que foram comprometidos”.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Seu smartphone vai começar a avisar para prestar atenção na rua

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Atualização do app “Bem-estar Digital”, do Google, trará aviso para que usuários tenham cautela ao usar o smartphone e caminhar

App do próprio Google vai alertar usuários para prestarem atençãos aos arredores (Dinendra Haria/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

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Signal: Concorrente do WhatsApp lança pagamento com criptomoedas

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O Signal Payments não precisará de conta bancária para realizar transações com a MobileCoin, criptomoeda para dispositivos móveis e que protege privacidade do usuário

Signal: o aplicativo ganhou quase 40 milhões de usuários novos em 2020 (Chesnot/Getty Images)

O Signal, aplicativo de mensagens criptografadas, anunciou nesta terça-feira (06) que irá integrar o suporte para a MobileCoin, uma criptomoeda projetada para funcionar em dispositivos móveis e proteger a privacidade dos usuários.

Por enquanto, o recurso só está disponível em versão beta para usuários de Android e iOS do Reino Unido. Não há previsão de sua chegada no Brasil, que já está na espera do lançamento de um recurso semelhante de pagamento no WhatsApp.

O diferencial do Signal Payments ao seu concorrente é que nenhuma conta bancária precisará ser vinculada. O aplicativo, que se destaca pela privacidade oferecida, reenforça que não terá acesso ao saldo ou histórico completo de transações ou fundos do usuário.

Com a carteira digital do Mobile Coin, os usuários podem fazer e receber transferências, checar o saldo e o histórico de transação pelo aplicativo. De acordo com dados do CoinMarketCap, o preço da moeda saltou de 7 para 73 dólares após o anúncio do Signal nesta terça-feira (06). No momento de publicação desta matéria, seu preço estava em 38 dólares.

O Signal ganhou destaque no início de 2021 quando o WhatsApp anunciou que iria obrigatoriamente compartilhar dados de usuários com o Facebook.

Na época, um tuíte curto e direto do bilionário Elon Musk, que dizia apenas “Usem o Signal”, fez com que suas instalações tivessem um aumento de 4.200% em relação à semana anterior. Antes disso, ativistas de direitos humanos, jornalistas e até protestantes anti-governo de Hong Kong já usavam o aplicativo.

Desde então, o Signal chegou aos 40 milhões de usuários, o dobro do que tinha em dezembro do ano passado.

Para o criador do Signal, Moxie Marlinspike, a novidade do Signal Payments é uma tentativa de estender a privacidade do app para além das conversas criptografadas. “Há uma diferença palpável na sensação de como é se comunicar pelo Signal, sabendo que você não está sendo observado ou ouvido, em comparação com outras plataformas de comunicação”, disse Marlinspike ao site de notícias WIRED.

“Eu gostaria de chegar a um mundo onde você possa sentir isso não apenas quando fala com seu terapeuta pelo Signal, mas também quando você paga seu terapeuta pela sessão pelo Signal”, exemplifica o criador.

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WhatsApp lança pacote de figurinhas em apoio à vacinação

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A iniciativa preparada junto da OMS é uma homenagem aos profissionais de saúde

WhatsApp: “Vacinas para todos” é o novo pacote de stickers feito junto com a OMS. (Filip Radwanski/SOPA Images/Getty Images)

O aplicativo de mensagens WhatsApp, que pertence ao Facebook, lança hoje (06) um pacote de figurinhas em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Chamado “Vacina para todos”, o conjunto de imagens, que pode ser enviado entre contatos, foi criado para que os usuários do app comuniquem “alívio e a esperança com as possibilidades trazidas pelas vacinas contra a covid-19”, e também “gratidão aos profissionais de saúde”.

Os novos stickers estarão diponíveis em smartphone com sistema operacional Android e iPhones, em um dezena de idiomas (inglês, árabe, francês, alemão, indonésio, italiano, português, russo, espanhol e turco) e foi concebido como uma continuação de um pacote lançado no ano passado, a linha “Juntos em Casa”.

“Enquanto as vacinas para covid-19 são distribuídas em todo o mundo, este novo pacote de figurinhas visa incentivar sua aceitação e representar nossa esperança,” disse Andy Pattison, Líder da equipe de Canais Digitais da OMS.

Veja as imagens das novas figurinhas abaixo:

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Rede de TV russa divulga adaptação soviética rara de “Senhor dos Anéis”

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Obra que foi ao ar em 1991 era considerada perdida até ter sido colocada no YouTube

Senhor dos Anéis Soviético: obra rara que só havia ido ao ar uma vez foi publicada por rede de TV russa (YouTube/Reprodução)

Perdido nos últimos 30 anos, uma versão produzida na União Soviética do sucesso de J.R.R. Tolkien, Senhor dos Anéis, foi divulgada no YouTube por uma rede de TV.

O filme é uma adaptação para a TV do primeiro livro da trilogia, A Sociedade do Anel, e é tido como a única feita no período soviético na Rússia. Muitos acreditam que a obra, que foi ao ar 10 anos antes do sucesso de Hollywood dirigido por Peter Jackson, estava perdida.

Com duração de 1h50min, a obra foi publicada no YouTube em 2 partes, que podem ser vistas no canal da TV 5 (parte um | parte dois), sucessora da TV Leningrado, que veiculou o filme pela primeira vez. Um milhão de pessoas já assistiram à versão russa do clássico desde que foi lançado, há uma semana.

Traduções e adaptações da obra de Tolkien na União Soviética eram difíceis, já que a obra trata de um grupo de humanos, elfos e anões se reunindo para subverter a ascensão de um poder totalitário do leste.

Alguns personagens não retratados na obra hollywoodiana estão na russa, como Tom Bombadil, que foi deixado de fora da adaptação americana porque a personagem arrastava a história. Antes de ser publicada no YouTube pela TV 5, o filme havia ido ao ar apenas uma vez.

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Google traz ao Brasil o alto-falante inteligente Nest Audio, por R$ 849

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Aparelho é versão para som de alta fidelidade do Google e aumenta aposta da empresa no mercado de inteligência artificial por áudio no país

Google Nest Audio: dispositivo chega ao Brasil por R$ 849 (Thiago Lavado/Exame)

O Google anunciou nesta terça-feira, 6, a chegada de uma nova caixa de som inteligente da empresa ao país. Evolução do Nest Mini, que foi lançado por aqui em 2019, o Nest Audio é maior e traz mais robustez no som, o que se reflete também em seu preço: o alto-falante, que conta com a inteligência do Google Assistente integrada sai ao custo de R$ 849.

Anunciado em setembro nos Estados Unidos, o produto aposta na fidelidade de áudio e reprodução de qualidade para conquistar clientes. O preço do aparelho no Brasil é maior, comparativamente, do que o lançamento nos EUA, de 99 dólares. A alta do dólar e os custos de importação no Brasil encareceram a vinda do Nest Audio.

O lançamento no Brasil inclui ainda 3 meses gratuitos de YouTube Premium e acesso ao serviço de música da plataforma. O aparelho é maior do que o Nest anterior, pesando pouco mais de um quilo e maior em dimensões, que acomodam um tweeter de 19mm e um mid-woofer de 75mm, para destaque dos graves.”Este lançamento complementa a linha Nest e dá aos nossos consumidores a possibilidade ter um aparelho ideal para quem busca potência de som e entretenimento”, disse, em nota, Vinicius Dib, diretor de dispositivos do Google na América Latina.

Feito com 70% de plástico reciclado, o Nest Audio chega em duas cores, giz e carvão, e conta com ajustes de volume por toque no topo do aparelho, além do botão de “play/pause”. Claro, há também a possibilidade de comandar o dispositivo por voz e integrar outros aparelhos de casa inteligente, como lâmpadas e adaptadores de tomada de marcas como Positivo, Multilaser, TCL, iRobot, LG e Sony.

O Google começou a disponibilizar inteligência em alto-falantes no país de maneira tímida, inicialmente em uma parceria com a fabricante JBL, e integrando o Google Assistente aos aparelhos da companhia. Depois, decidiu por trazer o Nest Mini e agora continua a aposta com o Nest Audio.

Nesse ínterim, houve uma evolução do mercado e adoção pelos brasileiros da tecnologia de inteligência artificial acionada por voz. Uma pesquisa divulgada no ano passado pela consultoria de análise de dados Ilumeo aponta que a funcionalidade já é presente e conhecida na vida dos brasileiros: dentre os consultados 92% dizem possuir algum conhecimento da tecnologia e 48% faz uso de assistentes pessoas ao menos uma vez por semana.

Durante o período, a Amazon, que produz os dispositivos Echo e a inteligência Alexa, também aumentou a aposta no país, trazendo para cá os recém-lançados dispositivos nos EUA e atualizando a oferta no país. No site da gigante no Brasil é possível encontrar sete modelos de alto-falantes inteligentes, incluindo o Echo Studio, que também oferece suporte a áudio de alta fidelidade.

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Multilaser traz ao Brasil marca de mouses e teclados Rapoo

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Na era do home office, a empresa brasileira aposta em uma nova marca para o país para vender produtos mais sofisticados

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terça-feira, 13 de abril de 2021

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