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Variante Delta obriga Sydney a montar tendas de emergência

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Austrália registra número recorde de novos casos de covid-19

© REUTERS/Steven Saphore

Pela primeira vez, durante a pandemia de covid-19, a Austrália registra número recorde de novos casos da doença, ultrapassando mil notificações. Os dois principais hospitais de Sydney recorrem a tendas de emergência para lidar com o aumento de doentes. Os dois meses de confinamento não travaram a contaminação da variante Delta, e a principal cidade do estado de Nova Gales do Sul é o epicentro da nova onda de infecções diárias no país.

Nova Gales do Sul somou 1.029 casos em 24 horas, sendo 969 detectados nos arredores de Sydney.

Os hospitais Westmead e Blacktown montaram tendas de emergência para atender o rápido aumento de doentes. As áreas médicas improvisadas pretendem ajudar “aliviar os atrasos”, explicou à Reuters um porta-voz do Distrito Sanitário Local de Sydney Ocidental. Os doentes são examinados e limpos nas tendas, que funcionam como antecâmaras, controlando a capacidade dos hospitais.

Dos 116 doentes internados nos cuidados intensivos, 102 não foram vacinados. Os últimos registros incluem mais três mortes, entre elas a de um homem de aproximadamente 30 anos que morreu em casa.

Há testemunhos que falam do amontoado de ambulâncias com pessoas infectadas à porta dos hospitais, devido ao aumento dos casos.

Alan O’Riordan, da Associação australiana de Paramédicos, relata que o Hospital Blacktown, nessa quarta feira (25) à tarde, parou de receber pacientes com covid-19, e as ambulâncias tiveram que levar os doentes para outros hospitais. Os hospitais Concord, the Royal Prince Alfred e Canterbury também recusaram ambulâncias.

“Esta situação está causando muitos atrasos. Temos que levar os doentes para mais longe. Se o sistema de ambulâncias diminuiu para um ritmo de caracol e não se pode responder a uma emergência diária, então passa a haver risco para os doentes”, alertou O’Riordan, citado na publicação PerthNow.

Gladys Berejiklian, do governo regional, diz que o “sistema está sob pressão” mas espera que assim que as taxas de vacinação aumentarem, a crise diminua. Acrescenta que o sistema de emergência está funcionando.

Berejiklian acredita que 70% da população de Nova Gales do Sul estejam vacinados em outubro.

As viagens internacionais, segundo a companhia aérea Qantas, deverão ser retomadas em dezembro.

O resto do país também se mantém sob severas medidas de confinamento. Mais da metade da população permanecem em casa.

A variante Delta alterou a taxa de sucesso australiano de combate à covid-19. Os confinamentos não estão sendo eficazes na contenção da doença, e a vacinação completa atinge apenas 32 % da população acima de 16 anos.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Agência Brasil

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Países do G4 pedem reforma do Conselho de Segurança da ONU

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Alemanha, Brasil, Índia e Japão são candidatos a assento permanente

© Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, se reuniu ontem (22) com os demais chanceleres dos países do G4, grupo formado por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, durante a 76º sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Em comunicado conjunto, eles defenderam a urgência da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para eles, as mudança no órgão podem torná-lo “mais legítimo, eficaz e representativo, ao refletir a realidade do mundo contemporâneo, incluindo países em desenvolvimento e os principais contribuintes”. O conselho é um importante órgão da ONU responsável pela segurança coletiva internacional.

No biênio 2022-2023, o Brasil ocupará um assento não permanente na entidade, mas os países do G4 são candidatos a uma cadeira definitiva. Atualmente, o Conselho de Segurança é integrado apenas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China.

De acordo com o comunicado, os ministros do G4 confirmaram o comprometimento de todos os chefes de Estado e governo em “injetar vida nova nas discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança” e celebraram, ainda, a prontidão do secretário-geral da ONU, António Guterres, em oferecer o apoio necessário à reforma. O documento de elementos, preparado pelas cofacilitadoras das Negociações Intergovernamentais, também apresentou avanços, com atribuições parciais das posições e propostas dos Estados-membros do conselho.

A determinação do grupo, agora, é trabalhar para o lançamento, “sem delongas”, das negociações e de um documento único e consolidado, que servirá de base para projeto de resolução. “Os ministros decidiram intensificar o diálogo com todos os Estados-membros interessados, incluindo outros países e grupos alinhados à defesa da reforma do conselho, com o objetivo de buscar conjuntamente resultados concretos em um prazo determinado”, fiz o comunicado.

Para os ministros do G4, a reforma do Conselho de Segurança da ONU deve acontecer por meio do aumento de ambas as categorias de assentos, permanentes e não-permanentes, “de modo a habilitar o conselho a lidar com a complexidade e os crescentes desafios à manutenção da paz e segurança internacionais, e assim, exercer seu papel de maneira mais efetiva”.

Além de França, participaram da reunião, o ministro Federal do Exterior da Alemanha, Heiko Maas; o ministro dos Negócios Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar; e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Motegi Toshimitsu. Agência Brasil

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Estados Unidos ,democratas da Câmara exigem respostas até sexta-feira sobre o tratamento dado pela Patrulha de Fronteira aos migrantes haitianos.

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Migrantes cruzando o Rio Grande do México para Del Rio, Texas, na sexta-feira.Crédito…Verónica G. Cárdenas para The New York Times

 

Os democratas da Câmara exigiram na quarta-feira que funcionários do governo Biden se reunissem com membros do comitê de supervisão até sexta-feira para responder a perguntas sobre o tratamento de imigrantes haitianos na fronteira entre o Texas e o México, depois que vídeos mostraram agentes montados da Patrulha da Fronteira encurralando e ameaçando migrantes , gerando indignação generalizada.

“Ficamos alarmados ao ver imagens do tratamento desumano dispensado a haitianos e outros migrantes em Del Rio, Texas, por agentes da patrulha de fronteira a cavalo”, escreveu a representante Carolyn B. Maloney, democrata de Nova York e presidente do comitê de supervisão. uma carta na quarta – feira para Troy A. Miller, o comissário interino da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

A carta observou que as imagens e vídeos mostravam agentes de fronteira “atacando mulheres, homens e crianças; ameaçando-os com rédeas de freio; e fazer comentários depreciativos aos migrantes. Tal conduta abusiva é inaceitável e levanta questões preocupantes sobre cultura, treinamento e disciplina dentro da CBP ”

A carta pede aos funcionários da Alfândega e da Proteção de Fronteiras que informem o comitê até o final da semana sobre a conduta dos agentes, quais instruções eles receberam dos supervisores e se alguma medida disciplinar foi tomada. O comitê também está buscando informações sobre as ações que estão sendo tomadas para proteger os migrantes na fronteira de Del Rio; o uso de um regulamento de saúde conhecido como Título 42 para expulsar migrantes; e cópias não editadas de quaisquer investigações internas dos incidentes.

Cinco outros representantes democratas também assinaram a carta: Jamie Raskin, de Maryland, presidente do subcomitê de direitos civis; Debbie Wasserman Schultz da Flórida; e membros do grupo progressista conhecido como “Squad” – Ayanna Pressley de Massachusetts, Rashida Tlaib de Michigan e Alexandria Ocasio-Cortez de Nova York.

“Relatos de que milhares de migrantes estão sendo deportados para o Haiti, apesar da turbulência naquele país, levantam sérias preocupações sobre se o governo federal não está tratando os migrantes – incluindo aqueles que fogem da violência, instabilidade política e desastres naturais – com respeito e dignidade e proporcionando-lhes um oportunidade significativa de buscar asilo ”, escreveram os legisladores.

As fotografias e as imagens de vídeo amplamente divulgadas nesta semana das interações dos agentes de fronteira com os migrantes haitianos oferecem uma visão do caos que se desenrola em Del Rio, onde grandes grupos de haitianos cruzaram o Rio Grande e entraram ilegalmente nos Estados Unidos.

Jen Psaki, a secretária de imprensa da Casa Branca, disse na tarde de quarta-feira que o governo estava investigando as ações dos agentes de fronteira e terminaria seu trabalho na próxima semana.

“No que se refere a essas fotos e aquele vídeo horrível, não vamos aceitar esse tipo de tratamento desumano e, obviamente, queremos que esta investigação seja concluída rapidamente”, disse Psaki.

Também na quarta-feira, membros do Congressional Black Caucus se reuniram na Casa Branca com Susan Rice, a conselheira de política doméstica do presidente, bem como com o diretor de engajamento público do presidente, Cedric Richmond, e a chefe de gabinete do vice-presidente, Tina Flournoy.

“Pudemos expressar nossa preocupação pelas pessoas que se parecem conosco”, disse depois a deputada Joyce Beatty, democrata de Ohio e presidente da bancada. “Não tínhamos visto os cavalos e os chicotes com nenhuma outra população de pessoas, então isso para nós vai para o racismo.”

O presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara, o representante Bennie G. Thompson do Mississippi, e o presidente do Comitê de Relações Exteriores, o  representante Gregory W. Meeks de Nova York, também escreveram uma carta para Alejandro N. Mayorkas, secretário de Segurança Interna , para “expressar sérias preocupações com relação à repatriação em andamento de migrantes haitianos e exigir uma moratória humanitária sobre essas repatriações”.

O governo Biden já transportou mais de 1.000 pessoas para o Haiti desde domingo e planeja realizar sete voos por dia a partir de quarta-feira, com espaço para 135 migrantes em cada avião, de acordo com um funcionário familiarizado com o plano que falou sob condição de anonimato para discutir estratégias internas.

As deportações são o exemplo mais recente da administração Biden, em suas tentativas de assegurar o controle sobre um número crescente de passagens de fronteira, desmentindo uma promessa de campanha para restaurar um programa de asilo para famílias vulneráveis ​​que fogem da perseguição e da pobreza.

Líderes de organizações de direitos civis, incluindo a NAACP, enviaram uma carta a Biden na terça-feira condenando o tratamento dado aos haitianos, e outros aliados de Biden denunciaram as ações , comparando os eventos na fronteira com aqueles vistos sob seu antecessor como presidente, Donald J. Trump.

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UE quer vacinar 70% do mundo até Assembleia Geral da ONU de 2022

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A União Europeia vai trabalhar junto com os Estados Unidos para aumentar a produção de vacinas em países de renda média e baixa

Ursula von der Leyen, president of the European Commission, delivers the State of Union 2021 address inside the Louise Weiss building, the principle seat of the European Parliament, in Strasbourg, France, on Wednesday, Sept. 15, 2021. During a closed-door meeting with European lawmakers, von der Leyen said the speech is an opportunity to show the Commissions actions were right and pointed to what the EU has achieved on recovery plans, vaccinations and the digital Covid-19 pass, according to officials present. Photographer: Valeria Mongelli/Bloomberg via Getty Images (Valeria Mongelli/Bloomberg/Getty Images)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira, 22, pelo Twitter que a União Europeia se une aos Estados Unidos para “ajudar a vacinar o mundo”. Segundo ela, o objetivo do esforço é garantir que 70% de toda a população mundial esteja vacinada contra a covid-19 até a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 2022, ou seja, em cerca de 12 meses a partir de agora.

Ursula Von der Leyen disse que a Parceria de Vacinação Global irá expandir a oferta, aumentar a coordenação nas entregas e acabar com gargalos nas cadeias de suprimento dos imunizantes.

A UE trabalhará junto com os EUA para aumentar a produção de vacinas em países de renda média e baixa.

O bloco já investiu mais de 1 bilhão de euros na África para ajudar a levar a tecnologia de produção de vacinas que utilizam RNA mensageiro ao continente, informou ela, dizendo ainda que haverá coordenação em investimentos para construir locais de manufatura regional dos imunizantes.A autoridade da UE disse que haverá um novo Fundo Intermediário, no âmbito do G-20, a fim de levantar recursos para a saúde global e ajudar a aumentar a capacidade para produção de vacinas.

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Argentina abrirá fronteiras para o Brasil em outubro

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Estrangeiros vão poder entrar na Argentina sem isolamento a partir de 1º de outubro

Casa Rosada, Argentina (Anton Petrus/Reuters Business)

A Argentina divulgou na terça-feira planos para aliviar as restrições à pandemia, incluindo o afrouxamento do controle nas fronteiras, permitindo mais atividades comerciais e eliminando o uso obrigatório de máscaras faciais ao ar livre.

A ministra da Saúde, Carla Vizzotti, disse que a flexibilização das regras permitiria mais atividades econômicas, industriais e comerciais em locais fechados, mantendo as medidas de prevenção.

“Estamos em momentos muito positivos, sabemos que a pandemia não acabou, temos que manter os cuidados”, disse Vizzotti em entrevista coletiva em Buenos Aires. “Estamos caminhando para a plena recuperação das atividades”.

Além disso, estrangeiros vão poder entrar no país sem isolamento a partir de 1º de outubro, informou o jornal argentino Clarín.A Argentina, após um início lento de sua campanha de vacinação, já administrou mais de 49 milhões de doses, incluindo a inoculação total de mais de 20 milhões de pessoas de sua população de cerca de 45 milhões. Casos e mortes caíram drasticamente.

A pandemia atingiu duramente o país, com cerca de 5,24 milhões de casos confirmados, e prejudicou a popularidade do presidente de centro-esquerda Alberto Fernandez, que recentemente foi forçado a uma remodelação do Gabinete após uma contundente derrota eleitoral e críticas públicas de sua vice, Cristina Kirchner.

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Funcionário é morto ao exigir máscara a cliente e gera comoção na Alemanha

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O funcionário de um posto, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender um cliente que não estava usando máscara. O homem voltou na sequência e sacou um revólver

Máscara: em crime brutal, homem matou um funcionário do posto por ser solicitado a usar a proteção (AFP/AFP)

O homicídio de um funcionário em um posto de gasolina na Alemanha, no último sábado, 18, por se negar a registrar as compras de um cliente sem máscara, gerou fortes reações no país.

O assassino de 49 anos, morador de Idar-Oberstein, foi detido, segundo anunciou a polícia da Renânia-Palatinado em um comunicado na segunda-feira, 20.

O funcionário, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender o cliente, que queria comprar cervejas, por não estar usando máscara de proteção contra o coronavírus.

Irritado, o homem saiu da loja, deixando as cervejas no balcão. Voltou uma hora e meia depois, de máscara, mas tirou-a para provocar uma reação do caixa.

Depois de ser novamente solicitado a usar sua máscara da maneira correta, o cliente sacou um revólver e atirou no estudante, que morreu na hora, relatou a polícia.

O suspeito se apresentou no dia seguinte na delegacia.

O homem disse aos policiais que se sentiu “acuado” pelas medidas de combate à pandemia da covid-19, considerando-as como uma “crescente violação de seus direitos” e que não viu “outra saída”, disse ontem o promotor Kai Fuhrmann.

Os investigadores revistaram seu apartamento, onde encontraram a arma do crime, assim como outras armas de fogo e munições.

O prefeito de Idar-Oberstein, Frank Frühauf, lamentou esse ato “terrível”. Os moradores depositaram flores e velas em frente ao posto de gasolina.

A ministra da Agricultura, Julia Klöckner, do partido conservador de Angela Merkel, CDU, na região, disse ter ficado chocada com o assassinato.

No Twitter, a líder ambientalista Katrin Göring-Eckardt afirmou estar “profundamente abalada” com a morte do jovem, “resultado cruel do ódio”, segundo ela.

A polícia não especificou se o assassino faz parte do movimento “Querdenker” (“Pensadores Livres”). Este grupo se tornou a principal voz crítica das restrições sanitárias impostas na Alemanha durante a pandemia.

Em abril deste ano, os serviços de Inteligência da Alemanha anunciaram que estavam monitorando membros do Querdenker, sob suspeita de vínculo com o extremismo de direita.

 

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Veículo da Nasa chega ao polo sul da Lua em 2023 para procurar água

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Missão faz parte do programa Artemis. Viagem vai durar 100 dias

© Divulgação/Nasa

O Veículo de Exploração Polar para Investigação Volátil (Viper) vai pousar no polo sul da Lua em 2023 para procurar água e outros recursos, anunciou nessa segunda-feira (20) a Nasa, agência espacial norte-americana.

O local da missão, parte do programa Artemis, será perto da borda ocidental da cratera Nobile, onde irá explorar a superfície e subsuperfície da área.

A equipe da agência avaliou trajetórias viáveis para o rover, tendo em conta locais onde o Viper poderia utilizar os seus painéis solares para carregar e conservar o calor durante a viagem de 100 dias.

“Estamos à procura de respostas a algumas perguntas bastante complexas, e estudar esses recursos na Lua, que resistiram ao teste do tempo, vai nos ajudar a responder”, disse Anthony Colaprete, cientista que coordena o projeto.

O Viper, que será lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy da empresa privada SpaceX, estudará uma superfície lunar de aproximadamente 93 quilômetros quadrados.

Durante a missão, serão recolhidas amostras de pelo menos três locais em áreas cuidadosamente selecionadas, que proporcionarão maior compreensão de uma vasta gama de diferentes tipos de ambientes lunares, disse a Nasa.

A equipe Viper procurará analisar as características do gelo e outros recursos, utilizando sensores e o berbequim do rover a bordo.

A análise de amostras de uma variedade de profundidades e temperaturas ajudará os cientistas a prever melhor onde mais poderá haver gelo na Lua, com base em terreno semelhante, permitindo à Nasa mapear recursos.

A ideia é compreender melhor a distribuição de recursos na Lua e documentar as futuras missões tripuladas à superfície lunar.

A Nasa explicou que o pólo sul lunar é uma das regiões mais frias do sistema solar.

“Nenhuma missão anterior à superfície da Lua explorou essa região”, acrescentou.

Dados de missões anteriores ajudaram os cientistas a concluir que o gelo e outros recursos potenciais existem em áreas da lua próximas dos pólos.

Os dados que o Viper envia vão fornecer aos cientistas de todo o mundo “maior compreensão da origem cósmica, evolução e história da nossa lua”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Nasa para a ciência. Agência Brasil

 

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