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quarta-feira, 29/04/2026

Weverton Rocha investigado pela Polícia Federal e CPMI do INSS

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O senador Weverton Rocha (PDT-MA) esteve no centro de investigações recentes da Polícia Federal (PF) e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele é conhecido por ter sido relator da sabatina para a indicação do ministro Jorge Messias à Advocacia-Geral da União (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF identificou Weverton Rocha como um dos principais nomes ligados ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de um esquema fraudulento envolvendo descontos irregulares de aposentados e pensionistas. A instituição o relacionou como um “sócio oculto” do esquema.

O senador teve seu pedido de prisão negado pelo STF e pela Procuradoria Geral da República (PGR). Entretanto, seu nome foi incluído no relatório da CPMI pedindo seu indiciamento por supostas práticas de advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Reação do senador

Em resposta às acusações, Weverton Rocha afirmou que não existem provas que justifiquem seu indiciamento. Segundo ele, os documentos apresentados são frágeis e não possuem validade jurídica, classificando as alegações como irresponsáveis e baseadas em presunções sem fundamentos sólidos.

Contexto das investigações

  • O escândalo relacionado ao INSS foi divulgado em uma série de reportagens desde dezembro de 2023, revelando fraudes que resultaram em diversas investigações oficiais.
  • Foi constatado um aumento significativo na arrecadação das entidades envolvidas, com receitas chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto processos por fraudes acumulavam-se contra as associações.
  • As reportagens motivaram a abertura de inquéritos pela PF e intensificaram a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • Mais de 30 matérias foram usadas como base para a Operação Sem Desconto, que resultou na demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O relatório da CPMI também destacou a utilização de uma aeronave de luxo pelo senador, cujas cotas foram adquiridas pelo Careca do INSS, valorizada em mais de R$ 2,8 milhões em janeiro de 2022, em um momento crítico das fraudes. Esse fato teria como objetivo ocultar o uso de bens ligados à organização criminosa.

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