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UnB vai pesquisar efeitos da Covid-19 nas gestantes e recém-nascidos

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Estudo atinge também mulheres na fase pós-parto. Trabalho pretende saber se mães podem transmitir vírus para bebês.

Recém-nascido usa máscara contra coronavírus em maternidade pública do DF — Foto: Divulgação/Saúde-DF

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), vão analisar os efeitos do novo coronavírus nas gestantes, nos bebês recém nascidos e nas mulheres durante o pós-parto, as puérperas. Um dos focos da pesquisa é observar se o vírus pode ser transmitido da mãe para o bebê.

Durante o estudo, serão acompanhadas 300 gestantes. A ideia é avaliar se o vírus aumenta o risco da gestante ter outras doenças ou complicações, como aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia e malformação fetal.

Já os bebês serão monitorados do nascimento até os cinco anos de idade. Nesse grupo, os pesquisadores querem descobrir se o vírus interferiu no desenvolvimento neuropsicomotor da criança e se aumentou a mortalidade infantil.

Segundo o médico e professor Geraldo Fernandes, um dos coordenadores do estudo, o grupo quer entender se os filhos das gestantes expostas ao vírus vão apresentar alguma sequela, no nascimento ou durante o crescimento.

Metodologia do estudo

Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. Dentro do verde mais claro, as bolinhas vermelhas representam o 'centro' do vírus, o genoma de RNA; as bolinhas verdes são proteínas 'especiais', que protegem esse material genético. Ao redor do verde, o vermelho mais fraco é a 'casca', feita de uma membrana retirada da célula hospedeira. O vermelho mais vivo são as proteínas 'matrizes' codificadas pelo vírus. As 'pontas' que saem do vírus são as 'lanças de proteínas', que o vírus usa para se conectar às células hospedeiras e infectá-las.  — Foto: Reprodução/Visual Science

Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. Dentro do verde mais claro, as bolinhas vermelhas representam o ‘centro’ do vírus, o genoma de RNA; as bolinhas verdes são proteínas ‘especiais’, que protegem esse material genético. Ao redor do verde, o vermelho mais fraco é a ‘casca’, feita de uma membrana retirada da célula hospedeira. O vermelho mais vivo são as proteínas ‘matrizes’ codificadas pelo vírus. As ‘pontas’ que saem do vírus são as ‘lanças de proteínas’, que o vírus usa para se conectar às células hospedeiras e infectá-las. — Foto: Reprodução/Visual Science

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética. Será “um estudo observacional epidemiológico que analisa a incidência da doença”, explicam os coordenadores.

Além de avaliar as gestantes infectadas pelo Sars-CoV2, a pesquisa fará uma comparação com grávidas que não se infectaram, explica Licia Mota, reumatologista e professora da UnB. .

“Esperamos, com o estudo, avaliar características, como presença do vírus e presença de anticorpos no líquido amniótico e no sangue do cordão umbilical.”

Como participar?

Para participar da pesquisa, a gestante deve entrar em contato com o Hospital Universitário de Brasília (HUB/UnB) pelo telefone (61) 2028-5232.

As gestantes interessadas em fazer parte do estudo devem:

  • Ter diagnóstico confirmado da Covid-19, há pelo menos 14 dias
  • Ter mais de 18 anos
  • Não ter suspeita ou confirmação de outras infecções congênitas ou doenças crônicas pré-existentes – exceto diabetes e hipertensão.

 

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Manifestantes fazem protesto contra reabertura de comércios e escolas no DF

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O ato intitulado Todas as Vidas Importam reuniu faixas e manifestante vestidos de preto em homenagem às vítimas de coronavírus na capital federal

Manifestacao-contra-reabertura

Um grupo de aproximadamente 100 pessoas realizou uma manifestação contra o decreto de reabertura dos comércios e escolas no Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (3/7), em frente ao Palácio do Buriti. O ato intitulado Todas as Vidas Importam reuniu faixas, cruzes e manifestantes vestidos de preto em homenagem às vítimas de coronavírus na capital federal.

A manifestação começou por volta das 8h. O grupo espalhou cruzes pelo chão e levantou placas com frases como: “A vida é muito breve. Agosto é cedo”, “Romper o isolamento é promover o genocídio” e “Escolas podem ser reabertas quando a pandemia passar. As vidas dos estudantes importam”.

O ato acontece um dia após publicação de decreto, assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), no Diário Oficial do DF, autorizando a reabertura dos bares, restaurantes, academias, salões de beleza e escolas no DF.

Para Lêda Gonçalves de Freitas, uma das organizadoras da manifestação, essa é uma forma de denunciar uma atitude do governo. “Para nós, romper o isolamento do modo que ele está propondo é aumentar mortes, é perder vidas. A gente quer pedir um basta. Não deve retornar as escolas, não deve abrir os bares e geral, como ele está colocando”, disse.

Ela ressaltou que as cruzes usadas no ato simbolizam o número de mortes por coronavírus no DF. “Ontem, Brasília chegou a 631 mortos. Para a gente, ao mesmo tempo, é uma forma de homenagear as pessoas que foram, que é uma dor das perdas de todas as famílias, e dizer para o governador se ele quer que aumente ainda mais o número de mortes”, explica Lêda.

Preocupação

A manifestação contou com a presença de representantes de vários setores. A cirurgiã-dentista Geovânia Rodrigues conta que se juntou ao movimento porque acredita que o DF “vai pagar um alto preço” com a liberação das atividades econômicas. “Justo no momento do pico da pandemia previsto para o início de julho a gente se depara com a liberação”, diz.

Para ela, a liberação vai colocar muitas vidas em risco. “Estamos aqui somando a representantes de uma série de movimentos e de pessoas da sociedade que levam a mesma preocupação de como será o preço alto que a sociedade do DF pode vir a pagar com esse ato. Esse é o motivo de estarmos aqui”, destacou a dentista.

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Coronavírus: DF tem mais cinco mortes confirmadas e chega a 625 óbitos; casos passam de 51,1 mil

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Boletim traz 447 novas infecções em relação à noite de quarta-feira (2). Ocupação de UTIs da rede privada chega a 93,27% .

Testes para Covid-19 no Distrito Federal — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, no início da tarde desta quinta-feira (2), mais cinco mortes pelo novo coronavírus na capital. Com isso, o número de óbitos chega a 625.

Segundo a SES-DF, 54 vítimas moravam em outros estados, mas buscaram atendimento na capital. Conforme a secretaria, esses óbitos são contabilizados nas regiões de origem dos pacientes.

Segundo o boletim, 93,27% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com Covid-19, em hospitais particulares, estão ocupados (veja mais abaixo). Já o número de contaminados chegou a 51.123, 447 a mais que o total contabilizado até quarta-feira (1º).

Perfil dos infectados

Segundo boletim da Secretaria de Saúde DF, a maioria dos pacientes é mulher (51,7%) e tem entre 30 e 39 anos.

Veja abaixo os casos por faixa etária:

  • Menor de 19 anos: 3,51 mil
  • 20 a 29 anos: 9,69 mil
  • 30 a 39 anos: 13,91 mil
  • 40 a 49 anos: 11,48 mil
  • 50 a 59 anos: 7,06 mil
  • Mais de 60 anos: 5,46 mil

UTIs particulares têm 93,27% de ocupação

Leitos de UTI do Hospital Regional de Samambaia, no DF — Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Leitos de UTI do Hospital Regional de Samambaia, no DF — Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde.

Segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, às 11h35 desta quinta-feira, 93,27% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com Covid-19, em hospitais particulares, estavam ocupados.

Na rede pública, a taxa de ocupação era de 65,21%.

Números de leitos de UTI

  • Hospitais Privados:
  • 223 vagas/ 203 ocupadas
  • Hospitais públicos:
  • 503 vagas / 328 ocupadas
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Governo do DF libera reabertura total do comércio e volta das aulas presenciais

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Regra vale para restaurantes, bares, salões de beleza e academias; veja cronograma. Nesta semana, governador Ibaneis decretou situação de calamidade; taxa de ocupação em UTIs da rede pública chega a 65,2%.

Imagem aérea do Plano Piloto de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O governador Ibaneis Rocha (MDB) autorizou, nesta quinta-feira (2), a reabertura total do comércio e a volta das aulas presenciais em escolas e universidades das redes públicas e particulares no Distrito Federal. As atividades estavam suspensas desde o dia 11 de março.

Veja datas:

  • Academias: 7 de julho
  • Salões de beleza: 7 de julho
  • Bares e restaurantes: 15 de julho
  • Escolas e faculdades particulares: 27 de julho
  • Escolas e universidades públicas: 3 de agosto

A regra, no entanto, mantém suspenso o funcionamento de creches da capital, assim como a realização de eventos públicos, exceto os organizados em estacionamentos, no esquema drive-thru.

Apesar da série de flexibilizações no isolamento, a capital registrou no começo da tarde desta quinta (2), 625 óbitos pela Covid-19. Há um mês eram 160 vítimas – o índice de mortes representa um aumento de 290%. Nesta segunda (29), o governador decretou situação de calamidade pública .

O número de contaminados chega a 51.123. A taxa de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com o novo coronavírus atualmente é de 93,27% na rede privada e 65,21% na rede pública, segundo a Secretaria de Saúde.

Medidas de segurança

Para funcionar, os estabelecimentos devem seguir protocolos de segurança, como a garantia da distância mínima de dois metros entre as pessoas e o uso de equipamentos de proteção individual por funcionários. O uso de máscaras é obrigatório no DF desde o dia 30 de abril.

Salões de beleza, barbearias, esmalterias, centros de estática
O decreto determina que o atendimento deverá ser realizado por meio de agendamento, “para que não haja cliente na espera”. O horário de funcionamento deve seguir o estabelecido em alvará.

É obrigatório o uso de toalhas e lençóis individuais. Funcionários devem usar, além da máscara convencional, as chamadas Face Shield, que protegem todo o rosto.

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Academias
Já nas academias, está proibido o funcionamento de bebedouros, chuveiros, assim como a realização de aulas coletivas. O estabelecimento também deve ser fechado de 1 a 2 vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.

Os centros de ginástica devem disponibilizar toalhas de papel e produto de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. Os espaços para exercícios também devem ser delimitados com fita para marcar a medida de distanciamento.

Bares e restaurantes
As mesas devem ser mantidas a uma distância de dois metros umas das outras, com limite de seis pessoas por mesa. Os locais deverão funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação.

Também está proibida a apresentação de shows ao vivo e, no caso de self-service, o restaurante deve oferecer luvas descartáveis de plástico ou guardanapos de papel para que os clientes se sirvam.

Escolas
Nos colégios, a regra determina que a direção programe os horários de intervalo, de entrada e de saída dos alunos. O distanciamento entre os estudantes deve ser seguido, assim como o uso obrigatório de máscara.

O texto recomenda ainda que as escolas particulares criem “esforços para que o retorno às aulas se dê de modo gradativo”. Pede também a redução no número de alunos e sugere aulas presenciais alternadas com ensino a distância

Para a rede pública, a Secretaria de Educação deverá criar um cronograma de retorno às aulas. Até esta quinta (2), o ensino é feito na modalidade a distância.

Situação de calamidade pública

O governador Ibaneis decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus.

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

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Núcleo Bandeirante e Candangolândia voltam a ter coleta seletiva

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Além dessas duas RAs, o serviço atende Samambaia, Cruzeiro Velho, Santa Maria, Lago Norte, Varjão, São Sebastião e Riacho Fundo I e II

Na próxima segunda-feira (6), está previsto o retorno da cooperativa Recicla Mais Brasil que atende Paranoá e Itapoã. Foto: Arquivo/Agência Brasília

A partir desta quarta-feira, dia 1º de julho, os moradores do Núcleo Bandeirante e Candangolândia terão novamente a coleta seletiva na sua cidade. A responsável pela prestação do serviço é a cooperativa Renascer, que teve seu plano de segurança e prevenção de riscos aprovado pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde e pelo SLU.

Portanto, além do Núcleo Bandeirante e Candangolândia, o DF já está sendo atendido com a coleta seletiva em Samambaia, Cruzeiro Velho, Santa Maria, Lago Norte, Varjão, São Sebastião e Riacho Fundo I e II. Na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, está previsto o retorno da cooperativa Recicla Mais Brasil que atende Paranoá e Itapoã.

Dessa forma, aos poucos, a coleta seletiva vai voltando a ser realizada no DF. O SLU e as cooperativas de catadores agora precisam mais do que nunca da participação de todos para que continuem separando seus recicláveis. No site do SLU o cidadão poderá conferir os dias e horários que o caminhão da coleta passa em sua região. O site é www.slu.df.gov.br.

*Com informações do SLU

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Riacho Fundo II “tapa” todos os buracos mapeados pela administração

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Com ajuda da população, mais de 270 solicitações foram atendidas somente neste ano 

Mais de 150 endereços foram mapeados e 40 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas nas operações desde o dia 15 de junho. Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O compromisso de zerar as solicitações de tapa-buraco por meio da Ouvidoria, solicitações da população e vistorias no Riacho Fundo II será concluído até esta sexta-feira (2). Mais de 150 endereços foram mapeados e 40 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas nas operações desde o dia 15 de junho. Nesta quarta-feira (1º), os serviços de manutenção ocorrem para bater a meta nas Quadras 4 e 6. As ações melhoram a qualidade de vida dos moradores, além de darem mais fluidez ao trânsito.

De acordo com a Administração Regional do Riacho Fundo II, o serviço executado foi duas vezes superior ao estimado. A Ouvidoria informou que havia 273 pedidos relacionados a tapa-buracos e manutenção de vias públicas até junho.

A administradora Ana Maria da Silva fez visitas pela cidade para compreender melhor as necessidades. Numa delas os moradores da quadra QC 6 Conjuntos 9 e 10, solicitaram a manutenção da via. “Os buracos da rua faziam aniversário. Até sinalizei um deles, mas o sofrimento acabou”, comemorou o aposentado Expedito Ferreira de Lima, 71 anos.

Além das vias, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) sinalizou, entre janeiro e junho, cinco faixas de pedestre e 48 lombadas. E instalou 16 placas verticais. A partir da próxima semana, o Detran realizará mais serviços de sinalização. Ana Maria da Silva reconhece que ainda há trabalhos a serem concluídos.

Metas

A administração regional já foi premiada pelo desempenho da ouvidoria. Cinco servidores são responsáveis pelo mapeamento dos buracos e execução dos serviços. A participação da população é considerada fundamental. “Precisamos que as pessoas registrem as demandas na Ouvidoria do GDF. Para nossa administração não é um problema, temos o percentual de 98% de resolutividade”, declarou a administradora.

Responsabilidade

A diretora de Obras da Administração Regional, Ana Carolina Toledo, explica que a preparação para tapar os buracos é estratégica, porque a massa asfáltica utilizada é quente e depende de alguns fatores para ser manuseada. Quando ela esfria, por exemplo, não pode ser reutilizada. “Não podemos pedir um quantitativo sem antes ter a noção de quantos pontos vamos tapar. Não podemos desperdiçar a massa, ou o dia de trabalho” afirmou.

Serviço:

Para registrar pedidos de tapa-buracos, coleta de entulhos ou outra demanda, o morador pode ir na Administração Regional do Riacho Fundo II, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, ou ligar para o número 162. Outra opção é acessar o site da Ouvidoria do GDF.

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GDF já testou mais de 403 mil pessoas para Covid-19

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Os exames detectaram positivo para 36.142 testados

GDF testou 403 mil pessoas para Covid-19. Foto:Divulgação

Em pouco mais de três meses, a Secretaria de Saúde já viabilizou a testagem para detectar o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em 13% da população do Distrito Federal. Até a noite da última terça-feira (30), já haviam sido contabilizados 403.708 exames com 36.142 confirmações para a doença.

Entram nessa contagem os testes feitos por drive-thru, nas ações itinerantes em diversas localidades consideradas vulneráveis, nas feiras, no sistema prisional, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nos servidores da saúde de outros órgãos públicos, além dos exames feitos pelo Laboratório Central de Saúde do Distrito Federal (Lacen).

A rede pública de saúde disponibiliza dois tipos de testes disponibilizados pela rede pública de Saúde, o rápido, feito a partir da coleta de uma gota de sangue que detecta os anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus, e o RT-PCR (swab nasal), que coleta material genético do nariz do cidadão.

Ao ultrapassar os 400 mil testes realizados, o DF alcançou os 13% da população estimada, que chega a 3.015.268 pessoas conforme o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o secretário de Saúde, Francisco Araújo, a realização de testes é um instrumento importante na definição de estratégias para retomada das atividades econômicas e sociais do Distrito Federal, de forma gradual e segura. “Alcançar 13% da população testada é um feito para poucas Unidades da Federação e serve para tranquilizar as pessoas, pois mostra que o combate a pandemia tem ocorrido de forma eficiente”, destacou.

Somente entre os profissionais da Secretaria de Saúde, 41.538 pessoas foram testadas até 26 de junho, entre servidores efetivos (39.192) e terceirizados (2.346). No total, 1.105 tiveram resultado positivo para Covid-19, o que representou 2,6% dos casos da doença entre os servidores e 2,42% dos terceirizados – dentro da margem esperada pelos gestores.

Modalidades

Para ampliar as testagens em massa na população, a Secretaria de Saúde criou desde abril algumas modalidades de testes para Covid-19.

A primeira foi pelo sistema drive-thru, que começou em 21 de abril. Foram 227.422 testes aplicados em locais que apresentaram a maior incidência do novo coronavírus. No período, 18.309 casos positivos foram encontrados.

Através da testagem itinerante, os testes se estenderam para as áreas consideradas mais vulneráveis entre os dias 20 de maio e 12 de junho. Foram 37 regiões onde 33.061 pessoas foram testadas, por não terem condições de fazerem os exames em postos drive-thru. Assim, 2.231 novos casos da doença foram encontrados.

Para detectar o vírus nos trabalhadores das feiras do Distrito Federal, equipes da Secretaria de Saúde têm feito a triagem entre os feirantes com sintomas gripais. Até o momento, 995 pessoas foram encaminhadas às UBSs e testadas para verificar se estavam com a Covid-19. Desses, a doença foi confirmada em 59 feirantes.

O balanço dessas três modalidades pode ser visualizado aqui.

As ações também foram ampliadas para grupos de risco como abrigados e pessoas privadas de liberdade. Atualmente, a Secretaria de Saúde aumentou a oferta de testes da Covid-19, que passaram a ser feitos, desde a última segunda-feira (29), em todas as 172 Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal.

O brasiliense que estiver com sintomas da doença causada pelo novo coronavírus deve procurar a UBS mais próxima de sua residência, onde será acolhido e poderá fazer o teste de acordo com a avaliação da equipe de enfermagem, ou médica.

A população do DF também conta com o TeleCovid pelos telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Histórico

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem mobilizado governos e autoridades sanitárias para a produção de respostas oportunas e em tempo adequado para contenção da progressão da doença e redução das consequências.

Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o evento como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, conforme estabelece o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005). O Ministério da Saúde, por sua vez, declarou em 20 de março de 2020 o estado de transmissão comunitária da doença.

Em 28 de Fevereiro de 2020, por meio do Decreto Nº 40.475, foi declarada situação de emergência no âmbito do Distrito Federal. Na capital, a pandemia teve início na segunda quinzena de fevereiro, tendo sido confirmado o primeiro caso em 5 de março.

O GDF mantém o monitoramento sistemático das ações, bem como da evolução dos quadros, para garantir o nível de resposta adequado e a adoção das medidas de combate.

Em 9 de abril, por exemplo, foi elaborado o primeiro Plano de Implementação de Testagem para Detecção do Coronavírus, priorizando, naquele momento, os profissionais da Saúde e da Segurança Pública.

* Com informações Secretaria de Saúde

 

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