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sábado, 02/05/2026

Irã pode retomar conflito com os Estados Unidos

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Um alto oficial militar do Irã afirmou neste sábado que é possível a retomada da guerra com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após o ex-presidente americano Donald Trump rejeitar uma nova proposta de paz feita por Teerã.

Mohammad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando das Forças Armadas Khatam Al Anbiya, disse que o Irã está pronto para qualquer ação dos americanos.

O Irã recentemente enviou uma oferta de paz via Paquistão, mediador das negociações, mas Donald Trump declarou estar insatisfeito com a proposta. Ele também comentou que os líderes iranianos estão divididos e sem uma estratégia clara.

O presidente americano afirmou que prefere evitar um conflito total, mas não descarta a possibilidade de guerra.

Fim das hostilidades ou trégua?

Donald Trump enviou ao Congresso americano uma carta afirmando que as hostilidades no Irã terminaram após a trégua iniciada em 7 de abril. No entanto, alguns parlamentares questionam essa declaração, pois a presença militar dos EUA na região continua intensa.

Apesar da trégua nos ataques, o bloqueio aos portos iranianos e o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã mantêm a tensão alta.

Movimentações militares e econômicas

O Pentágono anunciou a retirada de cerca de 5 mil soldados dos Estados Unidos da Alemanha até o próximo ano, após críticas do presidente americano ao governo alemão sobre a falta de uma estratégia no conflito com o Irã.

Donald Trump ameaça ainda retirar tropas da Espanha e Itália e planeja aumentar tarifas alfandegárias sobre veículos importados da União Europeia, acusando o bloco de descumprir acordos comerciais.

Resistência iraniana e nova severidade interna

O Irã mantém postura firme. Gholamhossein Mohseni Ejei, chefe do Poder Judiciário, declarou que o país não aceitará imposições externas.

O guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, pediu que empresas evitem demissões em meio à crise econômica causada pelas sanções.

Enquanto isso, a população sente os impactos da inflação e do desemprego. Novas execuções por espionagem foram confirmadas, aumentando o clima de apreensão.

Moradores expressam medo de novos ataques por parte dos Estados Unidos e Israel, sentindo-se esquecidos pela comunidade internacional.

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