Um alto oficial militar do Irã afirmou neste sábado que é possível a retomada da guerra com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após o ex-presidente americano Donald Trump rejeitar uma nova proposta de paz feita por Teerã.
Mohammad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando das Forças Armadas Khatam Al Anbiya, disse que o Irã está pronto para qualquer ação dos americanos.
O Irã recentemente enviou uma oferta de paz via Paquistão, mediador das negociações, mas Donald Trump declarou estar insatisfeito com a proposta. Ele também comentou que os líderes iranianos estão divididos e sem uma estratégia clara.
O presidente americano afirmou que prefere evitar um conflito total, mas não descarta a possibilidade de guerra.
Fim das hostilidades ou trégua?
Donald Trump enviou ao Congresso americano uma carta afirmando que as hostilidades no Irã terminaram após a trégua iniciada em 7 de abril. No entanto, alguns parlamentares questionam essa declaração, pois a presença militar dos EUA na região continua intensa.
Apesar da trégua nos ataques, o bloqueio aos portos iranianos e o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã mantêm a tensão alta.
Movimentações militares e econômicas
O Pentágono anunciou a retirada de cerca de 5 mil soldados dos Estados Unidos da Alemanha até o próximo ano, após críticas do presidente americano ao governo alemão sobre a falta de uma estratégia no conflito com o Irã.
Donald Trump ameaça ainda retirar tropas da Espanha e Itália e planeja aumentar tarifas alfandegárias sobre veículos importados da União Europeia, acusando o bloco de descumprir acordos comerciais.
Resistência iraniana e nova severidade interna
O Irã mantém postura firme. Gholamhossein Mohseni Ejei, chefe do Poder Judiciário, declarou que o país não aceitará imposições externas.
O guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, pediu que empresas evitem demissões em meio à crise econômica causada pelas sanções.
Enquanto isso, a população sente os impactos da inflação e do desemprego. Novas execuções por espionagem foram confirmadas, aumentando o clima de apreensão.
Moradores expressam medo de novos ataques por parte dos Estados Unidos e Israel, sentindo-se esquecidos pela comunidade internacional.
