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sábado, 02/05/2026

Balé chinês em turnê pelo Brasil enfrenta controvérsia

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Nos próximos dias, duas cidades no Brasil irão receber apresentações do balé Shen Yun, um grupo de dança com origem chinesa. Apesar de sua proposta cultural, o grupo é alvo de acusações por atuar como uma seita.

O balé busca celebrar e preservar a cultura tradicional da China por meio da dança. No entanto, sua atuação tem sido criticada por autoridades do governo chinês. O grupo é conhecido por se posicionar contra o regime comunista da China.

Fundado em 2006 por imigrantes chineses na cidade de Nova York, o Shen Yun está ligado ao Falun Gong, uma prática religiosa fundada por Li Hongzhi. Essa prática combina elementos do budismo com meditação e posturas físicas, e é proibida na China desde a década de 1990.

O que é o Shen Yun

O balé Shen Yun utiliza diversas danças, cores e movimentos inspirados na cultura chinesa tradicional. O grupo surgiu a partir de praticantes do Falun Gong que vivem nos Estados Unidos.

Li Hongzhi, fundador do Falun Gong, afirmou ser criador do universo e declarou que a prática pode ajudar a purificar o corpo. No entanto, o Falun Gong tem sido associado a casos controversos, incluindo investigações sobre mortes e automutilação entre seus seguidores.

Segundo reportagens, o Shen Yun serve também como meio para divulgar a mensagem anticomunista defendida pelo Falun Gong. O grupo teria ligações com empresas e veículos de comunicação ligados à prática.

Ex-membros relatam que os dançarinos são ensinados a acreditar que suas apresentações possuem um propósito espiritual e que se opor ao grupo pode trazer consequências graves.

Para o público, contudo, as apresentações parecem apenas espetáculos culturais, sem mensagens religiosas ou políticas explícitas. Por outro lado, integrantes relatam sentir-se utilizados para promover os objetivos do Falun Gong e críticas ao governo da China.

Posição do Shen Yun

Em defesa, o Shen Yun acusa o governo chinês, sob liderança de Xi Jinping, de tentar sabotar suas atividades e impedir suas apresentações pelo mundo.

O grupo afirma que enfrenta pressões e ataques, como cancelamento de contratos, ameaças e perseguição às famílias dos artistas na China.

Segundo nota oficial, a repressão ocorre porque suas apresentações sugerem a possibilidade de uma China sem comunismo.

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