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sábado, 02/05/2026

FAB Investiga Aviões Que Chegaram Perto Demais em Decolagem em Congonhas

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A Força Aérea Brasileira (FAB) está investigando um incidente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde dois aviões com passageiros ficaram muito próximos durante a decolagem, a uma distância de apenas 22 metros.

O caso envolveu um Embraer 195-E2 da Azul Linhas Aéreas e um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas. O avião da Gol voava de Salvador para pousar em Congonhas, enquanto o da Azul estava decolando com destino a Belo Horizonte.

A FAB vai examinar imagens e relatórios para verificar se houve uma perda de separação, que ocorre quando duas aeronaves ficam a uma distância menor que a exigida pelo órgão de controle do tráfego aéreo (Decea).

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para iniciar a apuração do caso, coletando dados e preservando provas importantes.

Normalmente, a distância mínima entre aviões em voo é de 300 metros, mas esse valor pode mudar conforme o tamanho das aeronaves.

Dados do Flightradar24 e vídeos feitos por passageiros mostraram o quão próximas as duas aeronaves chegaram.

O registro do canal Golf Oscar Romeo no YouTube revela que a comunicação entre o controlador de voo e os pilotos foi tensa. O avião da Azul demorou a iniciar a decolagem quando o avião da Gol já se aproximava para pousar. Apesar da ordem da torre para abortar a decolagem, a equipe da Azul não respondeu de imediato e continuou subindo.

O controlador então pediu para o avião da Gol realizar uma arremetida, ou seja, subir para tentar pousar novamente de modo seguro. Como o avião da Azul seguiu decolando, a torre solicitou uma curva para a direita para manter a distância segura.

Lito Sousa, especialista em aviação, destacou que a ação do controlador evitou um acidente mais grave e que não houve perda de controle da situação.

Ele explicou que a segurança em voos é garantida por várias camadas de proteção. Quando uma falha ocorre, outras camadas entram em ação. Nesse caso, a primeira falha foi a falta de resposta da tripulação da Azul, mas a comunicação entre a torre, o voo da Gol e os sistemas anticolisão das aeronaves funcionaram corretamente.

Sousa afirmou que, embora as aeronaves tenham ficado próximas, os mecanismos de segurança agiram bem, e a investigação continuará para melhorar ainda mais os processos.

A Azul informou que o voo AD6408 seguiu todos os procedimentos operacionais previstos e que a segurança é sua prioridade. A companhia está colaborando com o Cenipa na apuração dos fatos.

A Gol informou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu com segurança e dentro do horário previsto. A empresa também está colaborando com a investigação.

Estadão Conteúdo

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