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sábado, 02/05/2026

Mãe e padrasto presos por morte e abuso de criança de 2 anos

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Um menino de dois anos morreu após sofrer agressões e abuso sexual na noite de quinta-feira (30/4), no bairro Treze de Setembro, em Boa Vista. A mãe e o padrasto foram detidos pela Polícia Civil de Roraima (PCRR). O padrasto, de 33 anos, é suspeito das agressões e do abuso, enquanto a mãe está sendo investigada por não agir para proteger o filho.

O casal foi preso em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

Segundo a polícia, a criança chegou ao hospital com várias lesões pelo corpo e sinais claros de violência sexual. O delegado Luís Fernando Zucchi, chefe da Delegacia Geral de Homicídios, explicou que a equipe foi chamada após a unidade médica perceber sinais graves de violência incompatíveis com as explicações fornecidas pelos responsáveis pela criança.

Inicialmente, a mãe disse que o menino havia caído, primeiro mencionando que o filho foi lançado para cima e caiu no chão, e depois alegando que ele teria caído de uma rede.

A mulher, que está grávida, contou que estava em casa com os três filhos: um de sete anos, outro de três, e o menino de dois anos. De acordo com ela, estava com o menino no colo em uma rede quando esta se rompeu, fazendo ambos caírem. Ela afirmou ter caído sobre o filho e, depois, notado que ele apresentava dificuldades para respirar, a pele com coloração roxa e sinais de graves ferimentos.

O delegado destacou que as contradições no depoimento levantaram suspeitas sobre a versão apresentada, levando a polícia a iniciar investigações para entender melhor os fatos.

Durante as apurações, foi revelado que o padrasto também forneceu um depoimento falso. Ele alegou ter permanecido o dia todo no trabalho, mas o chefe dele confirmou que ele esteve ausente por três horas no dia do ocorrido.

Na audiência de custódia, a prisão do padrasto foi convertida em preventiva. A mãe do menino foi libertada, mas deverá cumprir medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, não sair de Boa Vista por mais de oito dias sem autorização judicial e informar sobre qualquer mudança de residência ou telefone.

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