A União Europeia (UE) aprovou um empréstimo significativo para a Ucrânia, no valor de 90 bilhões de euros, após a recente derrota do líder húngaro Viktor Orbán nas eleições. O financiamento será votado oficialmente nesta quinta-feira (23/4).
Orbán governou a Hungria por 16 anos consecutivos e era um obstáculo para o pacote de ajuda da UE destinado à Ucrânia, país liderado por Volodymyr Zelensky.
Impactos da derrota de Orbán na guerra na Ucrânia
- Viktor Orbán liderou a Hungria entre 2010 e 2026.
- Durante o conflito entre Rússia e Ucrânia, Orbán demonstrou apoio indireto aos planos do presidente russo Vladimir Putin.
- Ele chegou a acusar a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de apoiarem a guerra, mesmo com a Hungria pertencendo a ambas as organizações.
- Orbán bloqueou esforços da UE para ajudar a Ucrânia, como um pacote de 50 bilhões de euros em 2023.
- Orbán foi derrotado pelo líder da oposição húngara, Péter Magyar, em abril de 2026.
- Com a saída de Orbán, a Hungria pode alinhar-se com os demais membros da UE na pressão econômica contra a Rússia.
O plano e a liberação do oleoduto Druzhba
O empréstimo de 90 bilhões de euros foi anunciado em dezembro de 2025, mas vetado em fevereiro deste ano pela Hungria devido a problemas no oleoduto Druzhba.
Volodymyr Zelensky anunciou a conclusão dos reparos no oleoduto em 21 de abril e expressou confiança na aprovação do financiamento da UE.
“A execução do acordo com a União Europeia para o desbloqueio do pacote de apoio de 90 bilhões de euros está em andamento”, afirmou Zelensky.
O recurso financiará os custos da guerra contra a Rússia em 2026 e 2027, enquanto as negociações de paz continuam.
O presidente do Conselho da UE, António Costa, também demonstrou otimismo sobre a aprovação do empréstimo.
“Com o empréstimo de 90 bilhões, apoiaremos a Ucrânia em 2026 e 2027 e continuaremos pelo tempo necessário e a qualquer custo”, declarou Costa.
