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quarta-feira, 29/04/2026

UE aprova grande empréstimo para Ucrânia após vitória da oposição na Hungria

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A União Europeia (UE) aprovou um empréstimo significativo para a Ucrânia, no valor de 90 bilhões de euros, após a recente derrota do líder húngaro Viktor Orbán nas eleições. O financiamento será votado oficialmente nesta quinta-feira (23/4).

Orbán governou a Hungria por 16 anos consecutivos e era um obstáculo para o pacote de ajuda da UE destinado à Ucrânia, país liderado por Volodymyr Zelensky.

Impactos da derrota de Orbán na guerra na Ucrânia

  • Viktor Orbán liderou a Hungria entre 2010 e 2026.
  • Durante o conflito entre Rússia e Ucrânia, Orbán demonstrou apoio indireto aos planos do presidente russo Vladimir Putin.
  • Ele chegou a acusar a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de apoiarem a guerra, mesmo com a Hungria pertencendo a ambas as organizações.
  • Orbán bloqueou esforços da UE para ajudar a Ucrânia, como um pacote de 50 bilhões de euros em 2023.
  • Orbán foi derrotado pelo líder da oposição húngara, Péter Magyar, em abril de 2026.
  • Com a saída de Orbán, a Hungria pode alinhar-se com os demais membros da UE na pressão econômica contra a Rússia.

O plano e a liberação do oleoduto Druzhba

O empréstimo de 90 bilhões de euros foi anunciado em dezembro de 2025, mas vetado em fevereiro deste ano pela Hungria devido a problemas no oleoduto Druzhba.

Volodymyr Zelensky anunciou a conclusão dos reparos no oleoduto em 21 de abril e expressou confiança na aprovação do financiamento da UE.

“A execução do acordo com a União Europeia para o desbloqueio do pacote de apoio de 90 bilhões de euros está em andamento”, afirmou Zelensky.

O recurso financiará os custos da guerra contra a Rússia em 2026 e 2027, enquanto as negociações de paz continuam.

O presidente do Conselho da UE, António Costa, também demonstrou otimismo sobre a aprovação do empréstimo.

“Com o empréstimo de 90 bilhões, apoiaremos a Ucrânia em 2026 e 2027 e continuaremos pelo tempo necessário e a qualquer custo”, declarou Costa.

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