O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta quinta-feira (30/4) o chanceler alemão, Friedrich Merz. Trump afirmou que Merz é “ineficaz” e que deveria focar em resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de cuidar melhor do governo alemão, em vez de se intrometer nas ações americanas contra o Irã.
Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que o chanceler alemão tem sido “totalmente ineficaz” no conflito e que deveria dedicar mais atenção aos problemas internos da Alemanha, especialmente nas áreas de imigração e energia.
As declarações surgem em meio ao aumento das divergências entre Washington e Berlim sobre o conflito no Irã. Recentemente, Merz questionou a estratégia dos Estados Unidos em relação ao Irã, afirmando que o país parecer não ter um plano claro para o fim da guerra e que o Irã tem demonstrado mais força do que o esperado.
Merz também declarou que a nação americana tem sido humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela Guarda Revolucionária. Em resposta, Trump disse que o chanceler alemão “não sabe do que está falando” e sugeriu que Merz poderia aceitar a ideia de o Irã desenvolver armas nucleares, embora isso não tenha sido confirmado por declarações oficiais do chanceler.
Trump ainda ressaltou a gravidade que o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã representaria para o mundo e declarou que está agindo contra essa ameaça, algo que outros líderes deveriam ter feito há muito tempo.
Apesar das críticas, Merz já havia declarado em 16 de abril que o programa nuclear militar do Irã deve ser interrompido.
Troca de farpas e relação em crise
Essa troca de críticas evidencia um desgaste crescente nas relações entre os Estados Unidos e a Alemanha. Embora Berlim tenha autorizado o uso de bases militares em seu território para operações americanas contra o Irã — decisão elogiada anteriormente por Trump —, o avanço do conflito fez com que o chanceler adotasse uma postura mais crítica.
Segundo avaliações internas do governo norte-americano, essa tensão pode levar ao fechamento de uma base militar dos EUA na Alemanha, demonstrando o impacto das desavenças políticas recentes entre os dois países.
