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Temer extingue 60 mil cargos do Poder Executivo para o futuro

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37,8 mil dos cargos que serão extintos estão vagos. Os demais serão fechados à medida que os funcionários forem se aposentando ou deixarem o serviço público

O Diário Oficial da União (DOU) publica nesta quarta-feira o Decreto 9.262/2018, que extingue 60.923 cargos públicos do Poder Executivo. O decreto, assinado nesta terça-feira, 9 pelo presidente Michel Temer, é formalizado quase cinco meses depois que o governo anunciou pacote de iniciativas para conter gastos com pessoal.

A medida, porém, não tem impacto fiscal imediato, ao contrário do adiamento dos reajustes de servidores e da elevação da alíquota previdenciária do funcionalismo público, ações integrantes do pacote e suspensas por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o Ministério do Planejamento, 37,8 mil dos cargos que serão extintos estão vagos. Os demais serão fechados à medida que os funcionários forem se aposentando ou deixarem o serviço público. O secretário de Gestão de Pessoas do Planejamento, Augusto Chiba, explicou ao Broadcast que não é possível prever em quanto tempo isso vai ocorrer, mas ressaltou que o decreto é importante para evitar que os órgãos preencham futuramente essas vagas, trazendo mais custos. “A maioria ingressou há bastante tempo, então são pessoas que já têm mais idade. Estão mais próximas da aposentadoria”, disse Chiba.

O corte inclui profissões consideradas obsoletas, como telefonista, editor de vídeo tape, assistente de som, datilógrafo e digitador. São postos que exigem escolaridade até ensino fundamental ou médio, voltados a atividades auxiliares e cujas funções têm sido atendidas pela modernização. A previsão é que gastos com pessoal no Executivo cheguem a R$ 322,8 bilhões neste ano, ante R$ 285 bilhões em 2017.

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Governo não tem base no senado para privatizar Eletrobras, diz Alcolumbre

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De acordo com presidente do Senado, há a percepção de que seria mais interessante iniciar o processo de privatizações por outras estatais

Davi Alcolumbre: o governo tem que entender que o Senado tem o seu tempo próprio e é isso que vai acontecer diante das privatizações (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasília — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta quinta-feira que não há um clima favorável e que o governo não conta com uma base sólida para aprovar a privatização da Eletrobras.

Segundo ele, há resistência entre senadores, principalmente das bancadas do Norte e do Nordeste, e paira a percepção de que seria mais interessante iniciar o processo de privatizações por outras estatais.

“Há esse sentimento: para que vamos começar com esse sentimento se há uma resistência?”, disse o senador em evento em Brasília.

“Então vamos ver o que é possível fazer, e como o governo não tem uma base sólida para defender as suas pautas porque não quis construir, o governo tem que entender que o Senado tem o seu tempo próprio e é isso que vai acontecer diante das privatizações”, afirmou.

 

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Posição do governo é aguardar os acontecimentos, diz Onyx sobre Bezerra

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“No fim de semana vou conversar com o presidente e vamos ver qual atitude vai ser tomada”, disse o ministro da Casa Civil

Onyx Lorenzoni: ministro da Casa Civil (Marcelo Camargo/Agência Câmara)

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira, 19, que o governo vai aguardar os desdobramentos das investigações sobre o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), para decidir se ele permanecerá ou não na função. Lorenzoni, que cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta quinta, disse que vai discutir o assunto com o presidente Jair Bolsonaro no próximo final de semana.

“Ele (Bezerra) tem uma situação relativa a fatos passados, quando ele era ministro de um governo anterior. A posição do nosso governo é aguardar os acontecimentos”, disse Lorenzoni após palestra na Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Lorenzoni afirmou que soube por jornalistas que Bezerra colocou o cargo à disposição do governo. “Estou sendo informado agora, mas no fim de semana vou conversar com o presidente e vamos ver qual atitude vai ser tomada”, declarou à imprensa.

O ministro destacou em dois momentos da entrevista coletiva que as investigações sobre Bezerra são relativas a acontecimentos anteriores à participação do senador no governo Bolsonaro. “Nesse momento, nós temos só que aguardar. É uma questão individual dele, da vida pregressa dele. Ele vai ter que esclarecer junto às autoridades.”

As ações da Polícia Federal, nesta quinta, fazem parte da Operação Desintegração, desdobramento da Operação Turbulência, e foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura um suposto esquema de propinas pagas por empreiteiras – que executavam obras custeadas com recursos públicos – em favor de autoridades.

 

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Grupo de funcionários do PT leva R$ 120 milhões da Mega-Sena

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Grupo formado por 49 funcionários da Liderança do Partido levou prêmio acumulado

PT: Grupo de funcionários do Partido dos Trabalhadores teria ganho bolão (Mario Tama/Getty Images)

A aposta vencedora da Mega-Sena desta quarta-feira, 18, saiu para uma aposta coletiva feita por funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados. O “bolão” acertou sozinho o prêmio de R$ 120 milhões. Os números sorteados foram: 04 – 11 – 16 – 22 – 29 – 33. O grupo é formado por 49 pessoas entre assessores e funcionários da Câmara.

De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada um deles apostou R$ 10. Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões.

Assim que saiu o resultado, o grupo saiu comemorando pelo corredor chamando a atenção de quem passava. De acordo com um dos vencedores, eles apostam há mais de dez anos, em todos os sorteios.

Além do grupo, 406 apostas acertaram a quina (cinco números) e vão levar R$ 19.407,24 cada uma. Na quadra (quatro acertos) foram 24.366 apostas ganhadoras, que receberão R$ 461,96 cada uma.

O prêmio dos petistas é o terceiro maior prêmio acumulado neste ano e um dos 20 maiores da história. O maior foi sorteado em maio, para um sortudo que apostou pela internet e levou R$ 289 milhões.

Reação

O deputado federal eleito pelo NOVO em Minas Gerais, Tiago Mitraud, escreveu em seu Twitter que o “PT finalmente contribuindo para reduzir o desemprego no Brasil. Acaba de abrir 49 vagas na assessoria do partido na Câmara”.

O deputado Aliel Machado (PSB-PR) brincou com o resultado. “Fiquei sabendo que agora há uma orientação no PT contrário a taxar as grandes fortunas”, afirmou o parlamentar. Outro deputado, não identificado, pegou o microfone para pedir ao presidente Jair Bolsonaro que entregue um cheque simbólico para o partido.

Outro que brincou com a situação, na Câmara, foi o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). “Quero aqui parabenizá-los [os assessores do partido] e agradecer pelo PT ficar aqui por um mês sem liderança, sem obstruir o plenário. Vai ser uma maravilha agora a votação”, declarou.

“E agora quero ver se o PT vai socializar esse dinheiro aí ou se vai ficar só na liderança mesmo”, completou.

Rodrigo Maia, então, também entrou na brincadeira e deu um “puxão de orelha” no colega. “Deputado Kim, você precisa ser liberal em tudo. Não pode cobrar dos outros não, meu amigo”, disse em tom de piada.

(Com Estadão Conteúdo)

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