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Televisão britânica Sky lança um canal de notícias “sem Brexit”

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Decisão se baseou em um estudo que sugere que um terço da população britânica evita totalmente as notícias sobre o tema

Brexit: britânicos decidiram em 2016 por referendo, com 52% dos votos, deixar a União Europeia (Hannah McKay/Reuters)

O grupo de televisão britânico Sky lança nesta quarta-feira um novo “canal efêmero” dedicado à cobertura noticiosa de tudo o que não interessa ao Brexit, na tentativa de atrair um público totalmente cansado de ouvir sobre o assunto

O canal Sky News Brexit-Free foi criado depois de uma pesquisa mostrar que os britânicos evitam as notícias devido ao processo interminável e caótico de deixar a União Europeia.

Seus programas serão transmitidos durante cinco horas por dia, de segunda a sexta-feira.

No entanto, o principal canal de notícias da Sky continuará cobrindo o Brexit, em um momento em que Londres e Bruxelas negociamum acordo de divórcio antes da data prevista para a partida em 31 de outubro.

“O Sky News Brexit-Free é uma abordagem ousada, mas, depois de ouvir a opinião pública durante as últimas semanas e meses, é algo que sabemos que nossos telespectadores acharão valioso”, disse John Ryley, diretor do Sky News.

“O novo canal simplesmente oferece às pessoas a opção de descansar do Brexit, aplicar um filtro às manchetes e ouvir questões que nada têm a ver com Westminster e Bruxelas”, acrescentou.

Os britânicos decidiram em 2016 por referendo, com 52% dos votos, deixar a UE no final de uma campanha às vezes acusada de ofuscar a verdade e semear a divisão social.

Mas a repetida rejeição do Parlamento ao acordo de divórcio assinado em novembro pela então primeira-ministra Theresa May forçou o adiamento da partida – planejado em março de 2019 – e mergulhou o país na incerteza e em uma profunda crise política.

A Sky News – anteriormente detida pelo magnata da mídia Rupert Murdoch, mas atualmente administrada pelo canal a cabo norte-americano Comcast – afirmou basear sua decisão em um estudo que sugere que um terço da população britânica evita totalmente as notícias sobre o tema.

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Incêndios florestais se aproximam de Sidney e deixam Austrália em alerta

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Pelo menos três pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas, incluindo 20 bombeiros, por consequência da devastação pelas chamas

Incêndios: autoridades da Austrália declararam estado de emergência em parte do leste do país nesta terça-feira (AAP Image/Dan Peled/Reuters)

Johns River — As autoridades da Austrália declararam estado de emergência em parte do leste do país nesta terça-feira, por causa dos incêndios florestais registrados há uma semana e que já atingiram os arredores de Sidney.

Pelo menos três pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas, incluindo 20 bombeiros, por consequência da devastação pelas chamas, que queimaram cerca de 200 edifícios.

O Corpo de Bombeiros Rural divulgou nesta terça-feira que 85 focos permanecem ativos, mais da metade fora de controle e pelo menos 14 deles no nível de emergência.

Cerca de três mil soldados combatem as chamas em um dia com condições “catastróficas”. A temperatura deve atingir 37 graus com rajadas de vento de até 65 quilômetros por hora.

“O comportamento das chamas no front dos incêndios florestais está sendo fortalecido pelos ventos quentes e secos”, disse o comissário do Corpo de Bombeiros Rural, Shane Fitzsimmons, alertando que as piores condições são esperadas à noite .

O cheiro de fumaça é sentido quando se viaja na Pacific Highway, que corre ao longo da costa leste da Austrália. Em alguns trechos é possível ver como o fogo atravessou a estrada e varreu os dois lados.

A cidade de Johns River, localizada a 275 quilômetros de Sydney, é uma das áreas mais afetadas pelos incêndios.

No bairro de South Turramurra, 14 quilômetros ao norte de Sydney, foram declarados dois surtos e outras partes da cidade permanecem em alerta devido à proximidade de alguns incêndios florestais.

O comissário do Corpo de Bombeiros Rural alertou para a “dificuldade de controlar incêndios” e pediu às pessoas nas áreas de risco a “deixarem suas casas agora” e irem aos centros para desalojados antes que a situação piore.

Milhares de pessoas deixaram suas casas em resposta a esta recomendação e mais de 600 escolas permanecem fechadas.

Mais de três mil bombeiros, com a ajuda de voluntários e 60 aeronaves carregadas com água, combatem o fogo ao longo de uma faixa de mil quilômetros na costa leste da Austrália.

Desde o início do ano, os incêndios queimaram mais de 9 mil quilômetros quadrados, quase o dobro do tamanho do Distrito Federal, para termos de comparação.

A estação de incêndio na Austrália varia de acordo com a região do país e as condições climáticas, embora geralmente sejam registradas no verão do sul (entre dezembro a março).

Nos últimos anos, os incêndios florestais no país – que este ano também sofreu uma seca severa – aumentaram em intensidade e especialistas vinculam essa virulência aos efeitos das mudanças climáticas.

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Partido Trabalhista britânico sofre ataque cibernético antes de eleição

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Partido informou que o ataque foi de larga escala, mas não houve nenhuma invasão de dados

Reino Unido: a eleição será no dia 12 de dezembro (Jack Taylor/Getty Images)

Londres — O Partido Trabalhista do Reino Unido disse nesta terça-feira que suas plataformas digitais foram alvo de um ataque cibernético de larga escala, mas que acredita que não houve nenhuma invasão de dados, semanas antes de uma eleição nacional.

Um porta-voz da legenda disse que o partido de oposição ao governo do premiê Boris Johnson relatou o ataque ao Centro Nacional de Segurança Cibernética e que, embora a ação tenha “desacelerado algumas de nossas atividades de campanha”, estas haviam sido retomadas na manhã desta terça-feira.

O ataque foi uma tentativa fracassada e de curta duração de tirar o site dos trabalhistas do ar, disse uma autoridade de segurança com conhecimento do assunto à Reuters.

Uma investigação inicial indicou que a ação não foi particularmente sofisticada, disse a autoridade. “Na verdade foi bem cotidiano, nada mais do que seria de se esperar de forma frequente”.

Os serviços de segurança britânicos alertaram para o risco de ataques cibernéticos da Rússia e de outros países, inclusive durante eleições, quando os dois principais partidos do país lançaram campanhas na internet para direcionar suas mensagens ao público votante.

“Sofremos um ataque cibernético sofisticado e de larga escala contra nossas plataformas digitais trabalhistas”, disse o porta-voz em um comunicado.

“Adotamos ações rápidas, e estas tentativas fracassaram devido aos nossos sistemas de segurança robustos. A integridade de todas as nossas plataformas foi mantida e acreditamos que nenhuma invasão de dados ocorreu”.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética, parte da agência de inteligência GCHQ, não estava disponível de imediato para comentar.

O Reino Unido vai às urnas no dia 12 de dezembro para uma votação que o primeiro-ministro, Boris Johnson, convocou para tentar romper o impasse da separação da União Europeia no Parlamento mais de três anos depois de o país votar a favor da desfiliação.

 

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China vai manter políticas macroeconômicas para atingir metas de 2019

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O primeiro-ministro da China afirmou que o governo fortalecerá o apoio à economia real

China: governo pretende quebrar barreiras ocultas ao investimento para melhorar o ambiente de negócios (Petar Kujundzic/Reuters)

Pequim — A China usará medidas de ajuste contracíclicas de maneira mais eficaz e vai manter as políticas macroeconômicas estáveis para garantir que as principais metas econômicas para este ano sejam alcançadas, afirmou nesta terça-feira o premiê Li Keqiang de acordo com a televisão estatal.

O governo melhorará o uso de títulos especiais de governos locais e fortalecerá o apoio à economia real, disse Li, segundo o veículo.

A China também quebrará barreiras ocultas ao investimento para melhorar o ambiente de negócios, acrescentou.

 

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