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sábado, 20/06/2026

Projeto leva conhecimento para mulheres idosas no DF

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Junho é um mês importante para lembrar da luta contra a violência contra a pessoa idosa, conhecido como Junho Violeta. No Distrito Federal, diversas ações são feitas para ajudar mulheres mais velhas a manterem sua autonomia, qualidade de vida e direitos. Um exemplo é o programa Envelhecer com Sabedoria, da Secretaria da Mulher (SMDF), que começou este mês e já ajudou mais de 500 pessoas idosas.

Dayane Timóteo da Silva, Subsecretária de Ações Temáticas e Participação Política da Secretaria da Mulher, explicou que o projeto continuará com ações durante todo o ano.

Junho Violeta destaca vários tipos de violência que os idosos podem sofrer, como violência física, emocional, financeira, abandono e negligência. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que a violência contra pessoas idosas permanece um grande problema no País, o que torna importante a conscientização e a denúncia desses casos.

Segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos, as formas mais comuns de agressão são a física, a psicológica e a negligência. A maioria das vítimas são mulheres e os agressores costumam ser pessoas próximas, como familiares.

O Programa

O programa tem como objetivo proteger e cuidar do bem-estar das mulheres idosas, incentivando um envelhecimento ativo e saudável. São oferecidas palestras, rodas de conversa e atividades para promover a cidadania, informação e participação social. A Secretaria da Mulher planeja atender cerca de 3 mil pessoas em várias regiões do Distrito Federal nos próximos seis meses.

Dayane comentou que os temas das palestras são variados, incluindo “Relações Interpessoais e Gentileza”, a violência contra idosos e a importância de uma boa alimentação. O conteúdo é informativo, mas também leve e inspirador.

A equipe percebeu a necessidade de informar melhor as pessoas sobre os desafios do envelhecimento e por isso leva conhecimento para quem precisa. O objetivo é ajudar as pessoas a se prepararem para viver a velhice com qualidade.

O programa oferece palestras e atividades que estimulam o desenvolvimento da mente, principalmente para mulheres idosas, mas também é aberto a homens. Já foram visitados seis projetos sociais, beneficiando cerca de 500 idosos. Os participantes recebem um kit educativo com dicas de cuidados para envelhecer bem e informações sobre serviços de atendimento, como o programa UNISER da Universidade de Brasília.

Conscientização, Apoio e Combate ao Isolamento na Velhice

A neuropsicóloga Valéria Gomes destaca que campanhas como o Junho Violeta são fundamentais para combater o preconceito contra os idosos e para informar melhor a sociedade sobre o envelhecimento. Elas ajudam a derrubar estigmas, a oferecer informação correta e a fortalecer a rede de apoio para as pessoas mais velhas.

Valéria ressalta ainda que projetos voltados para idosos, principalmente mulheres, também ajudam a prevenir problemas de saúde mental, como depressão.

Ela explica que mulheres geralmente enfrentam mais dificuldades na velhice, por viverem mais, sofrerem mais perdas, terem mais responsabilidades de cuidado durante a vida e, em muitos casos, terem menos independência financeira. Além disso, a cultura valoriza a juventude e a aparência da mulher, o que pode causar sentimentos de solidão, ansiedade e perda.

O preconceito contra idosos afeta a autoestima e a saúde mental das mulheres. As mudanças naturais do envelhecimento acontecem num ambiente com pressão social por aparência, o que pode aumentar a ansiedade, depressão e o isolamento social.

Por isso, Valéria defende a importância de atividades coletivas, rodas de conversa e momentos de aprendizado. Essas ações fortalecem os vínculos sociais, estimulam a autonomia e oferecem suporte emocional, reduzindo o isolamento, que é um dos maiores fatores de risco para doenças mentais na velhice.

Além de combater a violência, o Junho Violeta e o programa Envelhecer com Sabedoria ajudam a diminuir o isolamento social, promovendo a sensação de pertencimento e valorização. Muitas dessas mulheres dedicaram a vida cuidando dos outros e agora têm a chance de cuidar de si mesmas, percebendo seu valor.

Atividades como dança, pilates, caminhadas, hortas e rodas de conversa favorecem a expressão dos sentimentos, a autonomia e o redescobrimento de interesses pessoais. Esse processo ajuda a formar uma nova identidade, além do papel de cuidadora, trazendo mais qualidade de vida, autoestima e significado para essa fase da vida.

Informações Úteis

  • Como denunciar: O Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas, gratuitamente e sigilosamente, para receber denúncias de violência.
  • O Disque 100 também está disponível 24 horas para denúncias anônimas de violações de direitos humanos. Podem ser feitas denúncias nas delegacias, Ministério Público, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

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