16.3 C
Brasília
segunda-feira, 08/06/2026

Preso diz pertencer ao Comando Vermelho em caso de roubo de combustível

Brasília
nuvens quebradas
16.3 ° C
16.3 °
16.3 °
77 %
0.9kmh
75 %
ter
28 °
qua
28 °
qui
28 °
sex
19 °
sáb
17 °

Em Brasília

Um grupo foi preso no Distrito Federal acusado de roubo de combustível em uma operação policial realizada no último sábado (6). Segundo o delegado Fernando Fernandes, um dos detidos afirmou pertencer ao Comando Vermelho ao ser apresentado na 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). O delegado ressaltou que, posteriormente, um advogado orientou o suspeito a permanecer em silêncio. A investigação aponta que o grupo tinha conhecimento técnico, inclusive protegendo a bomba d’água usada para retirar o combustível, o que demonstra o cuidado com os equipamentos para evitar danos.

Até o momento, a polícia recebeu algumas denúncias sobre possíveis compradores do combustível roubado, mas nenhuma evidência concreta foi encontrada. Em uma região próxima ao local da prisão, foi registrado outro episódio semelhante no início do ano, embora com menor repercussão entre os moradores.

O oleoduto Osbra, gerido pela Petrobras através da Transpetro, é responsável por transportar combustível de São Paulo até Brasília, passando também por outras localidades em Minas Gerais e Goiás. No condomínio Vista Bela, onde o grupo utilizava um imóvel alugado para esconder a operação clandestina, os vizinhos expressaram medo e preocupação. O local é rural e pouco habitado, o que facilitava a ação do grupo. Após a prisão, equipes da Transpetro realizaram reparos na tubulação danificada, evacuando temporariamente as casas próximas para garantir a segurança.

O delegado Fernando Fernandes destacou que o grupo tentou disfarçar a presença do combustível, usando o imóvel com a justificativa de abrir uma borracharia, o que não levantou suspeitas iniciais pelos vizinhos. Eles também não perceberam cheiro incomum de combustível, acostumados com os odores comuns na região devido ao tráfego intenso.

O sindicato Sindicombustíveis-DF reforçou, em nota, que o combustível furtado frequentemente é vendido ilegalmente a revendedores ou consumidores finais, sem obedecer às normas fiscais e de segurança. O presidente da entidade, Paulo Tavares, chamou atenção para a venda de bombas usadas, que são facilmente encontradas no mercado paralelo, facilitando a prática de furto clandestino.

Veja Também