Quatro policiais militares do Maranhão foram afastados após suspeitas de terem protegido a patroa que agrediu uma empregada doméstica grávida na cidade de Paço do Lumiar, na região de São Luís.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão confirmou que abriu uma investigação para apurar a conduta dos policiais, que teriam liberado a mulher sem prendê-la mesmo após a agressão ter ocorrido.
Os policiais foram identificados a partir de áudios compartilhados pela agressora, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, onde ela relata o ocorrido e como foi liberada por um policial conhecido.
Segundo Carolina, um policial teria avisado que ela deveria ser conduzida à delegacia devido às marcas de agressões na vítima, mas a deixou ir embora.
Detalhes do caso
A agressão ocorreu no dia 17 de abril após a patroa acusar a doméstica de ter roubado um anel. O anel foi encontrado no mesmo dia dentro de um cesto de roupas.
Carolina relata nos áudios que teve a ajuda de um amigo armado para agredir a funcionária, que tem 19 anos e está no sexto mês de gravidez. A vítima foi obrigada a se ajoelhar sob ameaça, sendo agredida por ambos.
A mulher relata ter desferido vários golpes na empregada, a ponto de sua mão ficar inchada.
Investigação e medidas
O delegado Walter Wanderley, responsável pelo caso na 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, solicitou a prisão preventiva da agressora e busca identificar o comparsa que auxiliou nas agressões.
Depoimento da vítima
Em entrevista, a empregada relatou o medo que sentiu e o desespero de proteger o bebê durante as agressões. Ela chegou a acreditar que não sobreviveria ao ataque.
A vítima disse que foi ameaçada de ser levada para um local afastado e de perder o filho caso o anel não fosse encontrado logo.
A mulher havia aceitado trabalhar na casa por um mês para juntar dinheiro para o enxoval do filho que espera.
