20.5 C
Brasília
quarta-feira, 06/05/2026

Bolsa Família reduz o risco de fome grave no Brasil

Brasília
chuva fraca
20.5 ° C
20.5 °
16.7 °
64 %
3.6kmh
0 %
qui
28 °
sex
27 °
sáb
28 °
dom
29 °
seg
23 °

Em Brasília

O programa Bolsa Família tem sido essencial para reduzir o risco de fome grave no Brasil. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), sem este benefício, o número de famílias em situação de fome intensa teria dobrado, passando de 2,3 para 4,7 milhões em janeiro de 2025.

Essas informações foram divulgadas por Alexandre Valadares, diretor de Vigilância do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), durante a 3ª reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) no dia 5 de maio.

O indicador CadInsan, criado pela Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF), analisa dados socioeconômicos para prever o impacto de políticas públicas na segurança alimentar das famílias, usando dados do Cadastro Único e da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Alexandre Valadares destacou que a reconstrução do sistema de monitoramento da fome foi uma prioridade para o governo combater o problema, ressaltando a importância dos dados para direcionar ações e integrar programas sociais. Em 2023, o MDS e o IBGE firmaram uma parceria para aplicar anualmente a EBIA, ajudando a identificar regiões mais afetadas.

Os números mostram progresso: em 2022, cerca de 15% dos lares no Brasil enfrentavam fome, segundo a Rede Penssan. Com programas como o Plano Brasil Sem Fome, esse índice caiu para 4,1% no fim de 2023 e para 3,2% em 2024, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc). O diretor mencionou ainda que o Brasil saiu do Mapa da Fome graças às ações iniciadas em 2023.

A SECF também acompanha a Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (TRIA), feita na atenção básica à saúde, que em dezembro de 2025 alcançou cerca de 10 milhões de famílias, ou 13% do total, ajudando a detectar famílias vulneráveis para direcionar apoio adequado.

Dados apontam que famílias que começam a receber o Bolsa Família têm 16% mais chances de sair da condição de insegurança alimentar em seis meses, em comparação com famílias que não recebem o benefício.

Outro instrumento importante é o Censo Sisan, que reúne informações sobre políticas alimentares nos municípios, incluindo o indicador PresSisan, que monitora ações como cozinhas comunitárias, feiras e apoio à produção de alimentos locais.

Veja Também