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sexta-feira, 12/06/2026

Polícia bloqueia R$ 5,2 bilhões em bens de esquema ligado ao PCC em São Paulo

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo realizaram nesta quinta-feira, 28, a Operação Falsa Las Vegas, que mira uma quadrilha envolvida em apostas ilegais e lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo anunciou que a Justiça bloqueou R$ 5,2 bilhões em bens e contas relacionadas aos investigados, além de confiscar 76 imóveis ligados à organização criminosa.

Entre os objetos apreendidos estavam um helicóptero avaliado em R$ 15 milhões e cinco carros de luxo. As autoridades cumpriram 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva na capital e região metropolitana.

Duas pessoas foram presas até o momento, mas suas identidades não foram divulgadas. A defesa não foi localizada.

Em uma das residências fiscalizadas, foram encontrados R$ 600 mil em dinheiro vivo dentro de uma Volkswagen Amarok.

A ação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em parceria com promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do Ministério Público de São Paulo.

As investigações começaram com informações da Operação Falso Mercúrio, realizada em dezembro do ano passado.

As apurações revelaram que o grupo criminoso mantinha plataformas de aposta proibidas no Brasil, incluindo jogos populares na internet e redes sociais. Eles usavam empresas de fachada para disfarçar a ilegalidade das apostas clandestinas.

A organização movimentava grandes quantias em dinheiro, dividindo os valores em depósitos menores distribuídos por várias contas bancárias para dificultar o rastreamento e esconder os responsáveis pelo esquema.

Foram encontrados cadernos com anotações, documentos financeiros e materiais relacionados às plataformas investigadas, ajudando a entender a estrutura da quadrilha.

As investigações mostraram que o grupo tinha uma divisão de tarefas: alguns cuidavam das apostas ilegais, enquanto outros gerenciavam as finanças, fazendo repasses, distribuindo dinheiro em espécie e operando contas laranjas.

De acordo com a SSP, os criminosos usavam os dados de pessoas legalmente registradas como donos das empresas, mas que não tinham controle real sobre as operações.

Segundo o Deic, parte do dinheiro movimentado pela organização pode estar ligada ao assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, ocorrido em novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“As análises financeiras indicaram transações incompatíveis com atividades legais e revelaram um sistema sofisticado de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro”, disse a SSP.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e entender melhor a estrutura financeira do esquema criminoso.

Estadão Conteúdo

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