A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a abertura de um processo criminal contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, acusado de importunação sexual.
Em documento enviado no dia 31 de março ao ministro Nunes Marques, responsável por analisar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que existem provas suficientes para iniciar o inquérito.
De acordo com o PGR, o depoimento da vítima, junto às evidências coletadas nas etapas anteriores, oferece base para o processo penal.
Acusação de importunação na praia
Marco Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem em uma praia de Balneário Camboriú (SC) no dia 9 de janeiro. O ministro nega as acusações.
A investigação está em andamento sob a acusação de importunação sexual. Caso seja condenado, a pena prevista no Código Penal é de 1 a 5 anos de reclusão.
A vítima registrou queixa na Polícia Civil de São Paulo. Ela e sua família estavam na casa de praia do ministro durante o período.
Segundo relato da jovem, enquanto estava no mar percebeu a aproximação do ministro e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, mas ele insistiu. Depois de conseguir se soltar, ela pediu ajuda aos pais.
