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domingo, 17/05/2026

Passageiro chileno preso por racismo contra comissário brasileiro

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ISABELA PALHARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Um executivo do Chile foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após ser acusado de dizer palavras racistas e homofóbicas a um comissário de bordo durante um voo da Latam na última sexta-feira (15). As ofensas foram gravadas em vídeo.

O ocorrido aconteceu em um voo com destino a Frankfurt, na Alemanha. Durante o trajeto, o homem chamou o funcionário de “preto” e “macaco”, imitando um animal, além de afirmar que o comissário tinha “cheiro de negro brasileiro” e que ser gay “é um problema” para ele.

Até o momento, não foi possível identificar quem defende o chileno ou saber o que ele declarou à polícia.

O episódio ocorreu em 10 de maio, e Germán Naranjo Maldini, o passageiro acusado, foi preso no dia 15, ao retornar da Alemanha. O comissário reportou as agressões à Polícia Federal, que iniciou uma investigação e resultou na prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

No último dia 15, Maldini participou de uma audiência de custódia, onde o juiz confirmou sua prisão preventiva. Ele está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, aguardando decisões judiciais.

O incidente aconteceu depois que Maldini tentou abrir a porta do avião e foi impedido pela equipe de bordo. Um passageiro registrou o comportamento agressivo em vídeo, no qual é possível ouvir os comentários discriminatórios contra um membro da tripulação.

Maldini trabalha como gerente em uma empresa chilena que atua no setor de alimentos e biotecnologia marinha, a Landes. A empresa informou na sexta-feira que ele foi afastado de suas funções de forma formal e preventiva.

A companhia declarou, em nota, que “repudia de maneira clara e sem dúvidas todos os atos de discriminação, racismo e homofobia. Esse tipo de atitude não condiz com os valores da Landes, nem com sua Política de Não Discriminação, que vale para todos os colaboradores. A empresa está reunindo mais informações para decidir conforme seus processos internos e as normas vigentes”.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou em março uma resolução que aumenta as punições para passageiros que causam problemas em voos nacionais. A regra valerá a partir de 14 de setembro e prevê multas de até R$ 17,5 mil e o banimento do passageiro dos aeroportos do país por até um ano.

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