O advogado Guilherme Aguiar Alves, de 35 anos, suspeito de aplicar golpes financeiros, utilizava o dinheiro obtido de vítimas para bancar uma vida de luxo. Enquanto investidores aguardavam lucros de aportes jurídicos, ele gastava com viagens para destinos com neve, passeios com golfinhos e excursões de alto padrão.
Segundo relatos, Guilherme organizava anualmente uma excursão ao Rio de Janeiro para comemorar o aniversário da ex-esposa com amigos próximos, incluindo hospedagens em hotéis, idas a praias e festas. Os convidados recebiam brindes personalizados, como ecobags e bonés com identidade visual própria.
Além do Rio, as redes sociais mostram outras viagens luxuosas, reforçando o estilo de vida ostentatório financiado com os recursos das vítimas.
Modo de operação do esquema
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga denúncias de pelo menos 30 vítimas, muitas advogados, que perderam dinheiro após entregar valores a Guilherme. Ele prometia altos retornos em curto prazo, usando justificativas como contratos jurídicos em São Paulo e compra de sistemas processuais.
- O suspeito apresentava contratos e promessas formais para convencer as vítimas;
- Pagamentos iniciais eram feitos para aumentar a credibilidade e incentivar novos investimentos;
- Havia atrasos nos repasses, com justificativas diversas, como problemas de saúde e dificuldades financeiras.
Vítimas próximas e prejuízos
Até o primo, um policial penal, foi lesado no suposto esquema, perdendo cerca de R$ 200 mil. Em um episódio, um advogado transferiu R$ 50 mil, acreditando em um investimento que rendia promessas de R$ 220 mil, mas acabou com prejuízo.
O contato com o escritório prometido nunca ocorreu, e as desculpas para atrasos eram frequentes. A vítima recebeu apenas parte do valor investido.
Penhora de veículo e interrupção dos pagamentos
Outra vítima, moradora do Distrito Federal, investiu R$ 80 mil esperando dobrar o dinheiro com a compra de um sistema judicial. Ela recebeu repasses que fortaleceram a confiança, mas os pagamentos cessaram de repente.
Para garantir a dívida, Guilherme entregou um Renault Captur à mulher, descoberta depois estar irregular, com procuração para venda a outra pessoa e rastreador instalado. O esposo dela também investiu R$ 30 mil, que não foi totalmente ressarcido.
A investigação continua e o advogado não respondeu aos questionamentos, alegando motivos de saúde.
