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sábado, 16/05/2026

Advogado investigado gastava dinheiro de vítimas em viagens caras

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Em Brasília

O advogado Guilherme Aguiar Alves, de 35 anos, suspeito de aplicar golpes financeiros, utilizava o dinheiro obtido de vítimas para bancar uma vida de luxo. Enquanto investidores aguardavam lucros de aportes jurídicos, ele gastava com viagens para destinos com neve, passeios com golfinhos e excursões de alto padrão.

Segundo relatos, Guilherme organizava anualmente uma excursão ao Rio de Janeiro para comemorar o aniversário da ex-esposa com amigos próximos, incluindo hospedagens em hotéis, idas a praias e festas. Os convidados recebiam brindes personalizados, como ecobags e bonés com identidade visual própria.

Além do Rio, as redes sociais mostram outras viagens luxuosas, reforçando o estilo de vida ostentatório financiado com os recursos das vítimas.

Modo de operação do esquema

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga denúncias de pelo menos 30 vítimas, muitas advogados, que perderam dinheiro após entregar valores a Guilherme. Ele prometia altos retornos em curto prazo, usando justificativas como contratos jurídicos em São Paulo e compra de sistemas processuais.

  • O suspeito apresentava contratos e promessas formais para convencer as vítimas;
  • Pagamentos iniciais eram feitos para aumentar a credibilidade e incentivar novos investimentos;
  • Havia atrasos nos repasses, com justificativas diversas, como problemas de saúde e dificuldades financeiras.

Vítimas próximas e prejuízos

Até o primo, um policial penal, foi lesado no suposto esquema, perdendo cerca de R$ 200 mil. Em um episódio, um advogado transferiu R$ 50 mil, acreditando em um investimento que rendia promessas de R$ 220 mil, mas acabou com prejuízo.

O contato com o escritório prometido nunca ocorreu, e as desculpas para atrasos eram frequentes. A vítima recebeu apenas parte do valor investido.

Penhora de veículo e interrupção dos pagamentos

Outra vítima, moradora do Distrito Federal, investiu R$ 80 mil esperando dobrar o dinheiro com a compra de um sistema judicial. Ela recebeu repasses que fortaleceram a confiança, mas os pagamentos cessaram de repente.

Para garantir a dívida, Guilherme entregou um Renault Captur à mulher, descoberta depois estar irregular, com procuração para venda a outra pessoa e rastreador instalado. O esposo dela também investiu R$ 30 mil, que não foi totalmente ressarcido.

A investigação continua e o advogado não respondeu aos questionamentos, alegando motivos de saúde.

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