Cinco italianos perderam a vida durante um mergulho em cavernas nas Ilhas Maldivas na última quinta-feira (14/5). Eles participavam de uma expedição científica biológica e eram experientes mergulhadores.
A caverna explorada fica a 50 metros de profundidade. Até o momento, apenas o corpo de Gianluca Benedetti foi recuperado. Ele estava a 60 metros de profundidade. As buscas pelos outros quatro italianos foram interrompidas por causa do mau tempo e retomadas no sábado (16/5).
As circunstâncias do acidente ainda não estão claras. O Ministério do Turismo das Maldivas suspendeu a licença do barco Duke of York, responsável pelo passeio, pois o mergulho na região é autorizado somente até 30 metros de profundidade.
Segundo o jornal maldivo Mihaaru, os italianos ultrapassaram a profundidade permitida, e uma investigação está em andamento para entender os motivos do incidente.
O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, expressou condolências ao povo italiano e afirmou que a prioridade é encontrar os corpos dos desaparecidos. Ele esteve no local do acidente na sexta-feira (15/5).
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, enviou apoio extra às Maldivas para ajudar a embaixada e as famílias das vítimas.
As vítimas são: Monica Montefalcone, professora associada de ecologia marinha na Universidade de Gênova; Giorgia Sommacal, de 22 anos e filha de Monica; Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho natural de Pádua; Muriel Oddenino, bióloga marinha e pesquisadora do Piemonte; e Federico Gualtieri, formado em biologia marinha e ecologia, também instrutor de mergulho certificado.
