Maeli Prado
Folhapress
As mulheres brasileiras relatam sentir-se mais preocupadas e desanimadas em relação ao dinheiro do que os homens. Elas também acreditam mais que problemas financeiros afetam negativamente sua saúde.
Quase metade dos brasileiros avaliou que sua situação financeira pessoal e familiar está apenas regular, e 4 a cada 10 pessoas estão insatisfeitas com suas finanças, incluindo 44% das mulheres e 36% dos homens.
Esses dados vêm de uma pesquisa do Datafolha realizada com 2.002 pessoas em 117 cidades brasileiras, entre 8 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Desânimo financeiro
O Datafolha criou um índice que mede o humor financeiro baseado em sentimentos negativos como preocupação, tristeza e insegurança. Quase 40% dos entrevistados disseram estar com humor ruim ou péssimo em relação às suas finanças.
Preocupação maior entre mulheres
As mulheres afirmam estar mais angustiadas com o dinheiro do que os homens. Segundo Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, isso pode ser explicado pelo fato de que, em média, elas ganham cerca de 20% menos que os homens, ficando em situação financeira mais vulnerável.
Além disso, as mulheres estão menos presentes no mercado de trabalho, o que as deixa mais expostas a dívidas e dificuldades financeiras.
Diferença salarial e endividamento
A pesquisa mostra que as mulheres ganham menos do que os homens, especialmente em cargos de liderança, onde a diferença salarial pode chegar a 30%. Um número maior de mulheres também relatou estar negativada, o que indica pior situação financeira.
Efeito sobre a saúde
As mulheres demonstram maior preocupação com o impacto das finanças em sua saúde física e mental, além do impacto no desempenho no trabalho e estudos. Muitas mulheres chefiam famílias sozinhas, assumindo toda a responsabilidade financeira, observa Fabio Bentes.
Situação financeira regular e otimismo
Quase metade dos brasileiros classificou sua condição financeira como regular. Cerca de 40% avaliam como boa ou ótima. A maioria acredita que sua situação financeira e familiar vai melhorar no futuro, com 3 em cada 10 esperando uma melhora moderada.
