O número de mortos em um ataque com bomba na região de Cauca, Colômbia, chegou a 20, segundo informações do governador Octavio Guzmán. Além disso, 36 pessoas ficaram feridas. O atentado ocorreu na Estrada Pan-Americana, entre as cidades de Cali e Popayán, onde um engenho explosivo improvisado danificou vários veículos.
O ataque aconteceu durante a campanha eleitoral, que tem sido marcada por preocupações de segurança. As autoridades locais responsabilizam o principal grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que não aderiu ao acordo de paz de 2016 e permanece ativo em diferentes regiões do país.
A situação é agravada por confrontos armados em áreas próximas, dificultando o levantamento do número exato de vítimas. O presidente Gustavo Petro qualificou os responsáveis como terroristas e narcotraficantes, apontando o líder dissidente Iván Mordisco como principal envolvido, fazendo comparação ao antigo narcotraficante Pablo Escobar.
Após tentativas frustradas de negociação com o grupo armado, o governo adotou uma estratégia de enfrentamento direto, oferecendo uma recompensa de cerca de um milhão de dólares por informações que levem à captura de Iván Mordisco. Na sexta-feira, um ataque a uma base militar em Cali resultou em uma morte, marcando o início de um ciclo renovado de violência na região do Vale e departamento de Cauca, conhecidos por serem redutos dos dissidentes das Farc.
Durante 2025, diversos ataques contra as forças de segurança causaram vítimas civis, configurando a pior onda de violência da última década no país. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, anunciou o reforço da presença militar e policial na região para tentar conter a escalada dos conflitos.
O presidente Gustavo Petro, eleito em 2022, está prestes a deixar o cargo. O senador Iván Cepeda, aliado político de Petro, lidera as pesquisas eleitorais, seguido pelos candidatos da direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. Todos os candidatos importantes circulam sob forte proteção policial devido a ameaças de morte.
Na Colômbia, é comum que grupos armados, envolvidos em atividades ilegais como tráfico de drogas, mineração ilegal e extorsão, tentem influenciar o processo eleitoral por meio da violência.
