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segunda-feira, 27/04/2026

20 mortos após bomba na Colômbia

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Um atentado com bomba na região de Cauca, Colômbia, resultou na morte de 20 civis e deixou 36 feridos, conforme informou o governador Octavio Guzmán nas redes sociais. Testemunhas relataram que um engenho explosivo atingiu mais de uma dezena de veículos na Estrada Pan-Americana, que liga as cidades de Cali e Popayán, próximo às localidades de Cajibío e El Túnel.

O ataque aconteceu durante a campanha eleitoral, cujo principal tema tem sido a segurança. As autoridades locais responsabilizaram o principal grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que não aderiu ao acordo de paz de 2016 e continua atuando em várias regiões do país.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou os autores do atentado como terroristas, fascistas e narcotraficantes, destacando o líder do grupo dissidente, Iván Mordisco, frequentemente comparado ao antigo narcotraficante Pablo Escobar. Após tentativas frustradas de negociação, o governo optou pelo confronto direto e anunciou recompensa de cerca de um milhão de dólares para informações que levem à captura de Iván Mordisco.

Recentemente, um ataque a uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, causou a morte de uma pessoa e marcou o início de uma escalada de violência no Vale do Cauca e no departamento de Cauca, áreas dominadas pelos dissidentes das Farc.

Em 2025, diversos ataques contra as forças de segurança na região provocaram vítimas civis e agravaram a pior onda de violência da última década na Colômbia. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, garantiu o reforço da presença militar e policial na zona.

O presidente Gustavo Petro, eleito em 2022, prepara-se para deixar o cargo, enquanto seu aliado, o senador Iván Cepeda, lidera as pesquisas de intenção de voto, seguido pelos candidatos da direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. Todos eles recebem forte proteção devido a ameaças de morte.

No país, é comum que grupos armados envolvidos em atividades ilegais, como narcotráfico, mineração ilegal e extorsão, tentem influenciar o processo eleitoral por meio da violência.

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