O endividamento das famílias no Brasil atingiu um novo patamar, chegando a 49,9%, conforme o relatório mais recente do Banco Central (BC) divulgado em 27 de abril. Esse índice representa um aumento de 0,1 ponto percentual em fevereiro e é o maior já registrado.
Nos últimos 12 meses, a dívida das famílias subiu 1,3 ponto percentual, enquanto a parcela de famílias com maior comprometimento da renda também aumentou, alcançando 29,7%, um crescimento de 1,9 ponto percentual no período.
A inadimplência geral no crédito apresentou uma taxa de 4,3% em março, com uma leve redução de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior, mas um aumento de 1,0 ponto percentual em 12 meses. Para pessoas jurídicas, a inadimplência foi de 2,7%, enquanto para pessoas físicas ficou em 5,3%.
Nas operações com cartão de crédito rotativo, a taxa média de juros caiu significativamente, chegando a 428,3% ao ano, uma redução de 7,6 pontos percentuais em março. A taxa do cartão de crédito parcelado também diminuiu, ficando em 192,1% ao ano, enquanto a taxa total do cartão ficou em 93,2% ao ano, com queda de 2,6 pontos percentuais.
Em relação ao crédito ampliado, houve crescimento de R$ 21,0 trilhões, equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB), reflexo, principalmente, da queda de 3,1% nos títulos públicos.
