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sexta-feira, 12/06/2026

Mulher processa clínica após injeção aplicada por engano

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UOL/FOLHAPRESS

Uma mulher decidiu entrar com uma ação judicial contra uma clínica veterinária em Vinhedo, São Paulo, depois que recebeu uma injeção que deveria ter sido aplicada em sua cachorra.

O erro ocorreu em janeiro de 2024, mas o processo contra a clínica só começou em maio do mesmo ano. Naquela ocasião, a mulher levou sua cachorra ao veterinário por causa de dores em uma pata do animal. Segundo os documentos do processo, a veterinária recomendou remédios injetáveis para o animal e pediu para a dona segurá-lo durante a aplicação.

No entanto, houve uma falha: a injeção foi aplicada no braço da mulher em vez de no animal. O remédio utilizado foi o enrofloxacino, um antibiótico exclusivo para uso em animais, que causou fortes dores e queimação no braço da tutora, conforme relato nos autos do processo.

Após o incidente, a mulher precisou ser atendida na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicamento para controlar uma reação alérgica. Depois, foi necessário buscar atendimento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por causa de um inchaço no braço.

A tutora assegura que a veterinária reconheceu o erro. Ela também apresentou provas como imagens das câmeras de segurança da clínica e fotos do braço após a injeção.

Na época, a mulher registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal culposa, ou seja, sem intenção de causar o dano. A investigação foi encerrada após uma audiência conciliatória, onde a veterinária concordou em pagar um salário mínimo como compensação, valor que não foi destinado à mulher.

Agora, a mulher move uma ação civil pedindo indenização de R$ 52.357,18, sendo R$ 2.537,18 para despesas médicas e R$ 50 mil por danos morais. O caso ainda aguarda julgamento.

O advogado Flávio Grossi, representante da mulher, classificou o erro da clínica como “absurdo” e lamentou que sua cliente tenha que recorrer à Justiça para obter reparação diante da “negativa negligente da empresa”.

Posição da Clínica

A Clínica Veterinária Pet Son afirmou, em nota, que o incidente foi “um caso isolado” e que desde o início tem acompanhado e dado assistência à tutora.

A clínica também disse que o caso está em andamento na Justiça, por isso não é adequado discutir os detalhes técnicos ou jurídicos neste momento. Ela reafirmou sua confiança na investigação pelos canais oficiais e se colocou à disposição para esclarecer dúvidas.

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