21.5 C
Brasília
segunda-feira, 11/05/2026

Lula recebe Michelle Bachelet em meio a apoio para ONU

Brasília
céu limpo
21.5 ° C
21.5 °
20 °
73 %
3.1kmh
0 %
ter
28 °
qua
28 °
qui
28 °
sex
28 °
sáb
21 °

Em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (11/5), no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. Esse encontro ocorreu durante as articulações do Brasil e de países aliados que apoiam a candidatura da chilena para a posição de Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A reunião durou cerca de 40 minutos e foi realizada sem a presença da imprensa. Após o encontro, Lula confirmou seu apoio à candidatura de Bachelet em uma publicação nas redes sociais.

“Recebi a ex-presidenta do Chile para discutir sua candidatura ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Falamos de vários temas internacionais e sobre a importância de uma ONU reformada para promover a paz, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do multilateralismo”, afirmou o presidente.

“A experiência dela como chefe de Estado e seu conhecimento da ONU a qualificam para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”, completou Lula.

A indicação de Michelle Bachelet está sendo articulada pelo Brasil em parceria com o México. Originalmente, o Chile também fazia parte desse esforço conjunto, defendendo a necessidade de uma mulher assumir essa função, que nunca foi ocupada por uma mulher desde a criação da ONU.

Contudo, após a mudança de governo no Chile, esse apoio foi retirado. O novo presidente chileno, José Antonio Kast, retirou o suporte do país à candidatura de Bachelet, que contava com o respaldo de Lula.

Michelle Bachelet foi eleita presidente do Chile em duas ocasiões, em 2006 e 2014. Além disso, ela atuou como a primeira subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres entre 2010 e 2013, e ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos de 2018 a 2022.

Outros candidatos ao cargo

Além de Bachelet, três outros nomes estão concorrendo à posição de Secretário-Geral da ONU:

  • Rafael Mariano Grossi – diplomata argentino e diretor da Agência de Energia Atômica;
  • Macky Sall – presidente do Senegal;
  • Rebeca Grynspan – economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.

Processo de escolha

O processo para a escolha do próximo Secretário-Geral da ONU está em andamento e deve ser concluído nos próximos meses. O cargo ficará vago ao final de dezembro, quando o atual secretário-geral, o diplomata português António Guterres, terminará seu mandato, iniciado em 2017.

A decisão será tomada pela Assembleia Geral da ONU, composta pelos 193 países membros, e dependerá do apoio majoritário entre eles. Para que o candidato seja aprovado, é necessário que ele também seja recomendado pelo Conselho de Segurança, conforme estipula a Carta da ONU.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros: 10 são rotativos e cinco são permanentes — China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos. Esses países têm papel crucial na aprovação do futuro Secretário-Geral.

Veja Também