O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o pedido feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo Lindbergh, a família Bolsonaro prioriza interesses pessoais e a impunidade em detrimento do Brasil.
Em publicação no X, o deputado afirmou que Eduardo Bolsonaro teria ido para os Estados Unidos em fevereiro de 2025 e recebido transferências financeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro para agir contra o país.
Lindbergh também alertou que a manifestação da Procuradoria-Geral da República é um passo para a condenação criminal e a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro.
Na mesma publicação, o deputado criticou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por medidas como vender terras raras a preços baixos, congelar o salário mínimo, atacar aposentados, retirar direitos trabalhistas e enfraquecer os serviços públicos.
O pedido de condenação contra Eduardo Bolsonaro refere-se ao crime de coação no curso do processo contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o procurador Paulo Gonet Branco, Eduardo teria atuado desde os Estados Unidos para tentar paralisar processos judiciais contra seu pai, Jair Bolsonaro, e outros envolvidos em uma suposta trama golpista.
Nas alegações finais enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, o procurador destacou que Eduardo Bolsonaro agiu de modo continuado para interferir no julgamento da Ação Penal 2668.
O procurador explicou que o inconformismo de Eduardo se traduziu em ações de hostilidade e promessas de retaliações internacionais, com o objetivo de bloquear investigações criminais em andamento.
Lindbergh Farias ainda disse que, em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será reeleito, superando a influência de Flávio Bolsonaro nas eleições.
