O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,67% em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, dia 12. Esse valor é menor que o avanço de 0,88% registrado em março.
No acumulado do ano, a inflação chegou a 2,60%, enquanto nos últimos 12 meses até abril, a alta foi de 4,39%, um aumento em relação à taxa de 4,14% verificada até março.
A inflação em abril ficou exatamente na mediana das estimativas do Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,56% e 0,79%.
O grupo de alimentação e bebidas apresentou aumento de 1,34% em abril, uma queda em relação à alta de 1,56% em março, contribuindo positivamente com 0,29 ponto porcentual para o IPCA.
Dentro desse grupo, os alimentos consumidos em casa tiveram aumento de 1,64% em abril, contra 1,94% em março, e a alimentação fora do lar subiu 0,59%, comparado a 0,61% no mês anterior.
José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, explicou que alguns alimentos estão com oferta limitada, o que faz os preços subirem. Ele destacou que o leite, devido ao clima mais seco e menor pasto, tem custos maiores por causa da ração dos animais. Além disso, o aumento no preço dos combustíveis também eleva o custo final dos alimentos por causa do frete.
No setor de saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 1,16%, impactando o índice em 0,16 ponto percentual. O gerente ressaltou o reajuste dos medicamentos aprovado a partir de abril, com limites de até 5,09% para 2025 e 3,81% para 2026.
Os preços dos transportes tiveram leve alta de 0,06% em abril, após um aumento de 1,64% em março, e contribuíram com 0,01 ponto percentual para o índice geral.
Os combustíveis subiram 1,80% no mês, desacelerando em relação ao avanço de 4,47% em março. A gasolina subiu 1,86%, em comparação com 4,59% no mês anterior, enquanto o etanol teve alta de 0,62%, contra 0,93% em março.
Esses dados são calculados com base nas variações e pesos mensais disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), podendo haver pequenas diferenças em relação aos valores divulgados pelo IBGE.
