O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou nesta terça-feira (12/5) as medidas da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que facilitaram o acesso a armas de fogo no Brasil. Segundo ele, liberar o porte de armas foi a única ação de segurança pública adotada na administração anterior.
Durante o lançamento do Programa Brasil contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto, Alckmin afirmou que o controle do acesso às armas deve ser feito pela polícia. Ele ressaltou que a ampliação da posse e do porte está ligada ao aumento da violência no país.
“No primeiro trimestre deste ano, o Brasil teve uma redução de 25% nos homicídios em comparação com 2022, porém houve um aumento de 37% nos mandados de prisão. Isso não é coincidência, pois a impunidade incentiva o crime”, declarou.
Medidas contra o crime
O Programa Brasil contra o Crime Organizado prevê a implementação de um padrão de segurança máxima em 138 presídios estaduais. O objetivo, segundo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é impedir a articulação de líderes criminosos dentro dos presídios, utilizando um modelo já aplicado no Sistema Penitenciário Federal.
As unidades foram escolhidas com base em critérios técnicos e estão distribuídas entre as 27 unidades da federação, mas o governo ainda não divulgou quais serão essas instituições.
Para as ações, o governo destinou R$ 330,6 milhões, que serão usados na compra de equipamentos, como 45 drones, 45 kits de varredura, 138 aparelhos de raio-x e 138 veículos, que serão distribuídos para os presídios estaduais selecionados.
