A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta terça-feira afastar o deputado Thiago Rangel, do partido Avante, seguindo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Thiago Rangel está preso desde a semana passada em uma operação da Polícia Federal.
A decisão da Alerj inclui também a exoneração de todos os funcionários que trabalhavam no gabinete do deputado. Essa medida foi tomada após reunião entre o presidente da Assembleia, Douglas Ruas, e os membros da Mesa Diretora.
Thiago Rangel foi preso na última terça-feira em um desdobramento da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. O ministro determinou o afastamento do deputado durante o período em que durar a investigação criminal.
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF confirmou a decisão de manter Thiago Rangel na prisão. O colegiado também definiu que a Alerj não poderia decidir sobre a manutenção ou revogação da prisão do parlamentar.
Foi decidido pela Mesa Diretora que será consultada a Procuradoria da Alerj sobre a convocação de um suplente para ocupar a vaga deixada por Thiago Rangel. Conforme as regras, o suplente convocado terá que ser do partido Podemos, pelo qual Thiago Rangel foi eleito em 2022.
A Polícia Federal informou que o deputado é um dos envolvidos em um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. O parlamentar teria usado sua influência política no Norte Fluminense para direcionar esses contratos.
A operação da PF faz parte de uma investigação maior que apura vínculos entre autoridades fluminenses e o Comando Vermelho. Em fases anteriores da mesma investigação, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também foi preso sob suspeita de vazar informações para a organização criminosa.
