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terça-feira, 12/05/2026

Nova fase da Loja Colaborativa Cerrado Feminino

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A Loja Colaborativa Cerrado Feminino, situada na conhecida Feira da Torre de TV, iniciou sua terceira fase de atividades no último sábado, 9 de maio. O espaço é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Mulher, o Sebrae no Distrito Federal e o Instituto BRB, funcionando aos fins de semana, das 9h às 17h, nos boxes 95 e 96 do Bloco C. É uma vitrine para mostrar o trabalho de mulheres artesãs e manualistas do Distrito Federal.

Esta etapa conta com a participação de 80 profissionais selecionadas por meio de um chamamento público. Destas, 21 já têm seus produtos expostos na loja, que opera num sistema de rodízio trimestral para garantir a participação de diferentes grupos de empreendedoras. Outras mulheres devem integrar o espaço até o final do ano.

O catálogo apresenta uma imersão na cultura de Brasília, com criações baseadas nas sete categorias desenvolvidas pelas capacitações do projeto: biojoias, bolsas, bonecas, bordados, costura criativa, crochê para casa e decoração, e crochê para moda e acessórios. As peças refletem a diversidade de saberes e técnicas das artesãs, trazendo influências do bioma Cerrado e a criatividade feminina local.

Todas as participantes desta fase foram beneficiadas pelas ações do projeto Cerrado Feminino, uma iniciativa do Sebrae que oferece capacitações técnicas e gerenciais integradas. O objetivo é que as artesãs aprimorem suas peças e adquiram uma visão estratégica para gerir seus negócios, podendo expor na loja e em outros espaços.

Tiago Gammaro, analista do Sebrae no DF, comentou que as mulheres passaram por um intenso cronograma de treinamentos, focando na qualidade da produção e no acabamento das peças, com apoio do Senai/DF. Ele ressaltou também o trabalho em gestão para que elas estruturassem negócios sustentáveis e profissionais, destacando o sucesso da loja como referência.

Mônica Fortunato, também analista do Sebrae, destacou que a loja ultrapassou as fronteiras do Distrito Federal e atraiu interesse de gestores públicos e delegações internacionais, que querem replicar o modelo.

Segundo Mônica, “Estamos muito felizes com o sucesso do projeto em menos de um ano. Recebemos visitas de representantes de outros estados e até do governo de Angola. O mais importante é ver essas mulheres melhorando habilidades e gerando renda, comprovando que o projeto transforma vidas econômicas e socialmente.”

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal vê a loja colaborativa como uma ferramenta de transformação social e planeja expandir a iniciativa para outras regiões. A subsecretária, Silvia Rita de Souza, ressaltou a importância da parceria com o Sebrae para ampliar a rede de autonomia e geração de renda entre as mulheres brasilienses.

“O projeto cresceu muito em um ano e queremos levar para mais locais, pois o impacto na vida dessas mulheres e famílias é real. O Sebrae traz a expertise necessária para o avanço do projeto.”, afirmou Silvia Rita.

Um exemplo do impacto do projeto é a artesã Marinê Rocha, idealizadora da Crochetê. O artesanato era apenas um hobby, aprendido na infância, que se transformou em negócio durante a pandemia com apoio do Sebrae. Ela participou da primeira fase da loja e retorna com um portfólio mais maduro e comercialmente estratégico, após as capacitações recentes.

Marinê comentou: “Participar da primeira etapa foi um divisor de águas. Aprendi a precificar, apresentar e vender meus produtos. O apoio do Sebrae e da Secretaria da Mulher foi fundamental para transformar meu talento em um negócio. Estou feliz em voltar com peças exclusivas e mostrar como o empreendedorismo feminino pode abrir portas e profissionalizar nossa arte.”

*Informações de José Maciel | Clip Clap Comunicação, Agência Sebrae*

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