O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), único no Sistema Único de Saúde (SUS) da região a oferecer atendimento especializado para transtornos alimentares, tem se destacado pela abordagem integrada que envolve psiquiatras, psicólogos e nutricionistas. Essa equipe multidisciplinar oferece um acompanhamento estruturado que visa promover a recuperação e o bem-estar dos pacientes.
Com a chegada do Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, profissionais ressaltam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Estima-se que no Brasil cerca de 11 milhões de pessoas convivam com algum tipo de transtorno alimentar, que pode variar desde anorexia e bulimia até a compulsão alimentar.
Maria Eduarda, nome fictício escolhido para proteger a identidade da paciente, compartilha sua experiência de superação. Desde a adolescência, ela enfrentava desafios com sua imagem corporal, que evoluíram para um transtorno alimentar severo, culminando em internação hospitalar. O acolhimento recebido no HBDF foi fundamental para que ela iniciasse seu caminho para a recuperação.
Segundo o psiquiatra Geison Machado, o tratamento começa com a escuta atenta e o entendimento das particularidades de cada caso. “A evolução depende de um manejo cuidadoso, do reconhecimento da doença e da construção de estratégias personalizadas”, explica. Ele destaca ainda que o processo pode apresentar desafios, pois exige preparo emocional e participação ativa dos pacientes.
A influência das redes sociais e a pressão por padrões estéticos são apontadas como fatores que contribuem para o aumento dos casos, especialmente entre jovens. Maria Eduarda relembra que, na busca por aceitação, chegou a restrições alimentares severas para manter a aparência desejada.
O HBDF realiza o acompanhamento conjunto por meio de atendimento multiprofissional, o que permite abordar diferentes aspectos da doença simultaneamente e potencializa a efetividade do tratamento.
Investir na conscientização e no conhecimento sobre os transtornos alimentares é essencial para reduzir o estigma, facilitar o reconhecimento dos sintomas e estimular a procura por ajuda especializada, promovendo assim mais saúde e qualidade de vida para essas pessoas.

