O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, comentou com ironia os 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6×1. A votação ocorreu durante o primeiro turno em plenário nesta quarta-feira (27/5).
“Presidente [Hugo Motta], 472 votos favoráveis e 22 contrários. Vinte e dois, senhor presidente. O número daqueles que, mais uma vez, votaram contra a classe trabalhadora. Vinte e dois: o número que expressa esse sentimento contra o povo brasileiro. A vitória da classe trabalhadora e o 22 derrotado mais uma vez no plenário desta Casa”, afirmou Paulo Pimenta.
Entre os deputados que votaram contra a PEC estão Adriana Ventura (Novo-SP), Bibo Nunes (PL-RS), Carlos Chiodini (MDB-SC), Caroline de Toni (PL-SC), Daniel Freitas (PL-SC), Daniela Reinehr (PL-SC), Fabio Schiochet (União Brasil-SC), Fausto Pinato (União Brasil-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Julia Zanatta (PL-SC), Kim Kataguiri (Missão-SP), Lucas Redecker (PSD-RS), Marcel van Hattem (Novo-RS), Mauricio Marcon (PL-RS), Nicoletti (PL-RR), Paulo Marinho Jr. (PL-MA), Pezenti (MDB-SC), Ricardo Guidi (PL-SC), Ricardo Salles (Novo-SP), Rosangela Moro (PL-SP), Sérgio Turra (PP-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos o texto-base da proposta de emenda que acaba com a escala 6×1. No segundo turno, a proposta teve 461 votos a favor e 19 contra.
O texto prevê uma redução gradual da jornada semanal de trabalho, atualmente de 44 horas. Pela proposta, a carga horária passará para 42 horas semanais até 60 dias após a promulgação da emenda. Em até 14 meses, a jornada deverá cair para 40 horas semanais.
Além disso, a PEC determina que a semana de trabalho tenha cinco dias, com dois dias de descanso.
Agora, a proposta será analisada pelo Senado Federal.
