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“Flash” de luz repetitivo é encontrado em galáxia perto da Via Láctea

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A explosão de rádio — como o “flash” é chamado — denominada FRB 180916.J0158 + 65 ocorreu quatro vezes em um período de cinco horas

Explosões de rádio: cientistas identificam, pela segunda vez, repetição de fenômeno (Arctic-Images/Getty Images)

São Paulo – Em junho de 2019, o Telescópio Espacial Spitzer da agência espacial americana Nasa conseguiu identificar uma explosão de rádio repetitiva, que ocorreu quatro vezes em cinco horas.

Chamadas de FRB, essas explosões são como um “flash” de luz rápido na galáxia e costumam acontecer apenas uma única vez — por isso um fenômeno que aconteceu quatro vezes em somente cinco horas é tão incomum. Publicada na revista Nature, a descoberta precisou de oito telescópios para ser reconhecida da Terra.

A imagem foi identificada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite que faz parte da Via Láctea. As explosões, que costumam durar milissegundos, tiveram suas fontes rastreadas, mas ainda não foi possível esclarecer suas causas. A FRB identificada recebeu o nome de 180916.J0158 + 65, e estima-se que aconteceu a meio bilhão de anos-luz da Terra – sete vezes mais perto do que a primeira FRB registrada pelos astrônomos e dez vezes mais próxima do que as explosões que não se repetiram.

Inicialmente descoberta pelo telescópio CHIME, do Canadá, em 2018, a FRB 180916.J0158 + 65 emitiu quatro “flashes de luz” em um período de cinco horas, e que duraram menos de dois milésimos de segundo cada um. Os astrofísicos relataram que é possível que a explosão atinja a Via Láctea em cerca de dois bilhões de anos.

Benito Marcote, principal autor do estudo, informou à CNN que esse fenômeno é importante para que a pesquisa sobre as fontes de FRBs repetitivas e não repetitivas possam ser localizadas.

“Os vários flashes que testemunhamos na primeira FRB repetitiva surgiram de condições muito particulares e extremas dentro de uma galáxia muito pequena. Essa descoberta representou a primeira peça do quebra-cabeça, mas também levantou mais questões do que as resolveu, como se havia uma diferença fundamental entre FRBs repetitivos e não repetitivos. Agora, localizamos um segundo FRB repetitivo, o que desafia nossa anterior ideias sobre qual seria a fonte dessas explosões”.

Para facilitar a identificação da FRB, foi utilizada uma técnica chamada Interferometria de Linha de Base Muito Longa, que combina a potência de dois ou mais telescópios e permite o registro de fenômenos a sete anos-luz de distância – quase como se alguém que está na Terra fosse capaz de ver, a olho nu, um objeto na Lua.

A descoberta, de acordo com a co-autora Kenzie Nimno, auxilia os cientistas na busca sobre as fontes iniciais das FRBs e como elas são criadas. A explosão de rádio estava localizada em um dos braços espirais da galáxia Grande Nuvem de Magalhães, e identificar a galáxia que hospeda as explosões é um passo inicial para entender sobre a sua origem misteriosa.

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Coronavírus atual é versão mais contagiosa do que a original, diz estudo

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Depois de deixar a China e entrar na Europa, uma variante do novo coronavírus, tornou-se dominante e foi essa versão europeia que se estabeleceu nos EUA

Pesquisa publica na revista Cell analisa as mutações genéticas do novo coronavírus (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

A variante do SARS-CoV-2 dominante infecta células com mais facilidade do que o que apareceu na China, o que provavelmente o torna mais contagioso entre os seres humanos, embora isso ainda deva ser confirmado, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (2) na revista Cell.

“Parece que o vírus se replica melhor e pode ser mais transmissível, mas ainda estamos na etapa de tentar confirmar isso. Existem geneticistas de vírus muito bons trabalhando nisso”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos  à revista Jama nesta quinta-feira (2)

Depois de deixar a China e entrar na Europa, uma variante do novo coronavírus, que constantemente sofre mutações como qualquer vírus, tornou-se dominante e foi essa versão europeia que se estabeleceu nos Estados Unidos. A variante chamada D614G refere-se a uma única letra no DNA do vírus, em um local onde controla a entrada nas células humanas.

Pesquisadores rastreiam mutações genéticas no coronavírus em todo o mundo. Aqueles que sequenciam o genoma do vírus o compartilham em um banco de dados internacional (GISAID), um tesouro de mais de 30.000 sequências contabilizadas até o momento.

O novo estudo, realizado pelas universidades Sheffield e Duke Universities e pelo Laboratório Nacional Los Álamos, estabeleceu em abril que o D614G é dominante e mais tarde determinou que a mutação tornava o vírus “mais transmissível”.

Os resultados do estudo já haviam sido publicados on-line em um site de pré-publicação científica.

Essa afirmação atraiu críticas porque a equipe não demonstrou que a mutação foi a causa de ter se tornado dominante. A versão do vírus poderia ter se beneficiado de outros fatores ou do acaso.

Por essas críticas, os cientistas realizaram trabalhos e experimentos adicionais, a pedido dos editores da publicação especializada Cell.

Um vírus mais eficiente?

Os pesquisadores analisaram, primeiramente, dados de 999 pacientes britânicos hospitalizados por COVID-19 e observaram que aqueles com a variante tinham mais partículas virais, mas isso não mudou a gravidade de sua doença.

Por outro lado, experimentos de laboratório mostraram que a variante é três a seis vezes mais capaz de infectar células humanas.

“Parece provável que seja um vírus mais eficiente”, diz Erica Ollmann Saphire, que conduziu um desses experimentos no Instituto de Imunologia La Jolla.

No entanto, um experimento in vitro não pode reproduzir a dinâmica real de uma pandemia. Portanto, a conclusão mais estrita é que, embora o coronavírus atualmente em circulação seja provavelmente mais “infeccioso”, não é necessariamente mais “transmissível” entre humanos.

Em qualquer cenário, “essa variante é agora a pandemia”, diz Nathan Graubaugh, da Universidade de Yale, junto com colegas em um artigo separado.

“O D614G não deve alterar nossas medidas de restrição ou piorar as infecções individuais”, acrescenta.

A conclusão dos especialistas é que “estamos testemunhando um trabalho científico em tempo real: essa é uma descoberta interessante que afeta potencialmente milhões de pessoas, mas cujo impacto final ainda não é conhecido. Descobrimos esse vírus há seis meses e aprenderemos muito mais nos próximos seis meses “, concluem.

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Vacinas poderão controlar a covid-19, diz diretor do Instituto Butantan

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No entanto, o médico deixou claro que nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. “Ele vai nos acompanhar”

As vacinas em desenvolvimento no mundo contra o novo coronavírus, oficialmente denominado SARS-CoV-2, poderão conseguir controlar a doença causada por ele, a covid-19. No entanto, nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. A declaração é do médico Ricardo Palacios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, um dos centros de pesquisa do mundo que participa do desenvolvimento de vacinas contra o vírus.

“Nós queremos gerar uma expectativa correta para a população. Nós não vamos acabar com o coronavírus com uma vacina. Qualquer uma que seja a vacina. O coronavírus veio e veio para ficar. Ele vai nos acompanhar. Durante todo o tempo de nossas vidas, nós teremos coronavírus circulando”, disse hoje (2), em um debate virtual promovido pela Agência Fapesp e o Canal Butantan.

De acordo com o diretor, as vacinas que estão em desenvolvimento no mundo pretendem controlar a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O pesquisador faz uma analogia entre a covid-19 (causada pelo coronavírus), e a gripe, causada pelo vírus influenza.

Pessoas vacinadas contra o vírus influenza podem chegar a desenvolver a gripe, mas, na maioria das vezes, a doença não se desenvolve de forma grave, que poderia levar à morte. Segundo ele, o mesmo deverá ocorrer com as vacinas contra o novo coronavírus. Elas serão pouco eficientes em impedir a infecção das pessoas com o novo coronavírus, mas deverão proteger as pessoas de desenvolver a covid-19 em sua forma grave.

“O vírus influenza não desapareceu e segue conosco. Seguirá, talvez, durante toda a nossa vida. Mas a gente tem uma doença [a gripe] controlável. A maior parte das pessoas vacinadas consegue controlar a doença. Se chegar a se infectar, não terá uma doença grave, não morrerá dessa doença”, explicou.

Segundo Palacios, o objetivo de todas as vacina é proteger contra a doença e não contra a infecção. “Proteger contra a infecção é uma coisa a mais que, eventualmente, pode acontecer e até pode acontecer por um tempo limitado”, disse.

O Instituto Butantan, na capital paulista, é um dos centros do mundo que participa das pesquisas de construção de uma vacina contra o novo coronavírus. O instituto firmou uma parceria, no dia 10, com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que possuiu uma vacina em fase avançada de desenvolvimento, a Coronavac – que utiliza o coronavírus inativado para estimular uma resposta imunológica do organismo.

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Ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente da covid-19, diz OMS

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Apesar da declaração, o órgão ressaltou que existem várias candidatas avançando nas etapas previstas nessa busca de uma prevenção contra o coronavírus

Coronavírus: países e organizações correm para encontrar vacinas da covid-19 (Yulia Reznikov/Getty Images)

Líder de equipe para Implementação de Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ana Maria Henao Restrepo afirmou que ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente para a covid-19. Segundo ela, porém, várias candidatas têm avançado nas etapas previstas nessa busca. “Nos sentimos encorajados com o progresso das vacinas, mas aguardamos mais resultados”, disse Restrepo, durante entrevista coletiva da entidade.

A autoridade da OMS informou que há 17 vacinas para covid-19 em alguma etapa das fases de testes clínicos (1, 2 ou 3), neste momento, com expectativa de que nas próximas semanas esse número aumente.

Restrepo comentou que uma das candidatas, da Universidade de Oxford, está avançando agora para a fase 3 de testes, enquanto outras cinco delas estão na fase 2.

Longo caminho pela frente

Já a líder da resposta da OMS à pandemia da covid-19, Maria Van Kerkhove afirmou que “ainda há um longo caminho pela frente” na pandemia. A declaração foi dada durante entrevista coletiva da entidade, que apresentou e discutiu nesta quinta-feira, 2, uma atualização sobre o estado da pesquisa e do desenvolvimento de instrumentos na luta contra a doença.

Kerkhove disse que a OMS espera que não seja mais necessário fazer lockdowns adiante, com os governos a as pessoas atentos para o equilíbrio entre os cuidados com a saúde e a necessidade de apoiar a atividade econômica.

Além disso, insistiu que já há instrumentos disponíveis para romper as cadeias de transmissão da doença, como o distanciamento físico, o uso de máscaras, a higiene das mãos, testes, rastreamento de contatos e o tratamento dos doentes.

Também presente na coletiva, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que ainda não há uma resposta final sobre a eficácia do remdesivir contra a covid-19, com resultados até agora conflitantes em algumas pesquisas disponíveis.

Segundo ela, há várias investigações ainda em andamento sobre o medicamento, para buscar essa resposta.

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Ciência

Farmacêutica abre mão de lucro com vacina de Oxford contra covid-19

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Vista como uma das mais promissoras por especialistas, vacina de Oxford será testada em 5 mil brasileiros

Vacina: AztraZeneca pretende produzir vacinas já no fim do ano se os testes se mostrarem eficazes (iStock/Getty Images)

Vista como uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus por muitos especialistas, a proteção desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que já está na fase 3 de testes, será testada em 5.000 voluntários no Brasil, primeiro país fora do Reino Unido a iniciar esse estágio da pesquisa, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em audiência pública da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 1º, Jorge Mazzei, diretor executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, afirmou que o laboratório não lucrará com a distribuição das vacinas. “O intuito nesse momento é conseguir garantir o maior número de vacinas disponível e garantir também uma distribuição homogênea no maior número de países possível”, disse ele em transmissão ao vivo.

Mazzei também disse que, caso a vacina se mostre eficaz em testes preliminares, ela será produzida no Brasil já no fim deste ano. O diretor também afirmou que, por causa do acordo que fez com o governo brasileiro, a matéria-prima para a produção da vacina já estará disponível “assim que sua eficiência for comprovada.”

Segundo a Agência Câmara, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, confirmou que o acordo fechado com a farmacêutica prevê a compra do ingrediente ativo e da transferência de tecnologia, para que o laboratório da Fiocruz Bio-Manguinhos possa produzir a vacina “antes dos estudos finais.” A ideia, segundo Lima, é produzir “com risco” 15,2 milhões de doses em dezembro e outras 15,2 milhões de doses em janeiro. A produção terá um custo estimado de 127 milhões de dólares (ou mais de 650 milhões de reais na cotação em tempo real).

Mais de 200 medicamentos e cerca de 165 vacinas contra o vírus estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 delas já estão na fase de testes clínicos.

Os projetos mais promissores, no momento, além do de Oxford, são os criados pela Sinovac e pela farmacêutica Moderna. O projeto da universidade britânica é o único que está na fase 3 de testes. A Moderna anunciou em junho a liberação para a terceira etapa, que começará já neste mês. Na tarde desta quarta-feira, 1º, a vacina da farmacêutica Pfizer demonstrou bons resultados em seres humanos em um teste preliminar com 45 pessoas.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. O doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, acredita que as vacinas da Coronavac, a americana Novavax e a de Oxford são, também, as mais promissoras. Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Apesar disso, as expectativas de uma prevenção ser criada ainda em 2020 são baixas e a maioria das companhias aponta que, se tudo der certo, teremos uma até o ano que vem.

Por aqui, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Nove mil voluntários serão testados. O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

De acordo com o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 511.909 morreram. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,6 milhões de doentes e mais de 127.000 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.402.041 de infectados e mais de 59.000 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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Nasa entra na lutra contra covid-19 e desenvolve formas de limpeza

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Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que já desenvolveu e testou duas possibilidades para ajudar os profissionais da saúde

Nasa: inimiga da agência espacial agora é a covid-19 (Andrew Harrer/Bloomberg)

Pode parecer inusitado — mas a Nasa tirou um pouco o foco do espaço para ajudar os humanos aqui na Terra na luta contra o novo coronavírus. O Centro de Pesquisa John H. Glenn da agência americana espacial, em parceria com hospitais de universidades em Cleveland, nos EUA, irá colaborar para o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias para a descontaminação de equipamentos de proteção para evitar o contágio de profissionais da área da saúde.

Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que um time de pesquisadores já desenvolveu e testou duas possibilidades que podem ajudar os profissionais a sanitizar suas máscaras no local de trabalho e reutilizá-las novamente. A tecnologia promete também ajudar a comunidade aeroespacial, que pode não ter certas possibilidades de limpeza disponíveis o tempo todo (como o álcool em gel).

O resultado dos dois métodos são “promissores”, segundo a Nasa. Um deles envolve oxigênio atômico e o outro ácido peracético. A primeira opção está ainda no começo das testagens, já a segunda se provou eficiente por até cinco ciclos de descontaminação e o Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês, espécie de Anvisa americana) está analisando a alternativa.

O oxigênio atômico é um elemento que não consegue existir naturalmente por muito tempo na Terra por ser altamente reativo — e é produzido pelo aquecimento do ozônio (O3).

Segundo a própria Nasa, a atmosfera mais baixa na órbita terrestre é composta de até 96% dele. Enquanto o oxigênio que respiramos é composto de dois atômos, O2, a versão atômica do elemento é composta por apenas um atômo, ou seja, apenas O.

No espaço, por conta da radiação ultravioleta, as moléculas do O2 podem ser quebradas de forma mais fácil, o que garante uma sobrevivência maior de outras versões do ar que respiramos. Isso ajuda na limpeza porque, ao contrário de outros limpadores, ele é capaz de remover materiais orgânicos que outros agentes não conseguem limpar. Mas a Nasa ainda precisa verificar se o elemento não pode acabar estragando o equipamento de proteção em vez de somente limpá-lo.

Já o ácido peracético, mais conhecido dentro e fora da comunidade científica, é um composto tóxico e corrosivo feito de peróxido de hidrogênio, ácido cético e água, e um desinfetante bastante utilizado na área de saúde, da alimentação e em indústrias de tratamento de água. Os resultados mostram que o ácido é capaz de matar até 99.9999% dos vírus e de bactérias resistentes que contaminam as máscaras N95, comumente utilizadas contra a covid-19, sem causar danos detectáveis.

“A Nasa se esforça para ter certeza de que a tecnologia que desenvolvemos para a exploração espacial e aeronáutica seja disponível para o benefício da nação. Se a nossa tecnologia pode ajudar na crise, vamos fazer o que pudermos para ajudar quem precisa”, afirmu a diretora do Centro, Marla Pérez-Davis.

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Cientistas debatem: um asteroide pode colidir com a Terra?

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Eventos online no mundo inteiro lembram o maior impacto causado por um corpo celeste na Terra na história moderna

Asteroide passa próximo à Terra (Reprodução/Thinkstock)

Quais são as chances de um asteroide colidir com a Terra? Quando isso poderá ocorrer? Há como evitar uma catástrofe? São algumas dúvidas que os fãs de astronomia poderão tirar com especialistas do mundo inteiro nesta terça-feira (30), o Dia do Asteroide. A data foi reconhecida em 2016 pelas Nações Unidas como forma de conscientizar as autoridades e a população em geral sobre os riscos de o nosso planeta ser atingido por um corpo celeste como o que caiu no dia 30 de junho de 1908 perto do rio Podkamennaya Tunguska, na Sibéria, que então pertencia ao império soviético.

O “evento de Tunguska”, como ficou conhecido, é o maior impacto causado por um corpo celeste na Terra na história moderna. A bola de fogo, com estimados 50 a 100 metros de diâmetro, explodiu na atmosfera e produziu cerca de 185 vezes mais energia do que a bomba atômica que arrasaria a cidade de Hiroshima durante a Segunda Guerra. O asteroide destruiu cerca de 80 milhões árvores em uma área de 2.000 quilômetros quadrados de florestas na Sibéria. Por sorte, a região era pouco habitada, e não há registro de mortes de pessoas.

O Dia do Asteroide foi um movimento criado em 2014 por Brian May (astrofísico e guitarrista da banda de rock Queen), Rusty Schweickart (astronauta da missão espacial Apollo 9), Grig Richters (cineasta) e Danica Remy (presidente da fundação de astronomia B612). Entre 30 de junho e 4 de julho, o site AsteroidDay.org irá transmitir, várias vezes ao dia, uma série de sete painéis com diversos astronautas e cientistas que vão discutir temas como as novas descobertas de asteroides e o futuro das missões espaciais para pesquisar esses corpos celestes.

O site AsteroidDay.org também compila eventos programados em vários países para marcar a data. No Brasil, entre outras iniciativas, o Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), no Paraná, realizará um evento online nesta terça-feira, às 20 horas, em sua página no Facebook (www.facebook.com/grupogedal). Membros do grupo participarão de um bate-papo sobre asteroides e responderão a perguntas feitas pelo chat sobre qualquer outro tópico ligado à astronomia.

Estima-se que haja mais de 500.000 asteroides no sistema solar, dos quais menos de 2.000 têm tamanho suficiente (mais de 140 metros de diâmetro) ou orbitam a uma distância relativamente próxima da Terra (7,5 milhões de quilômetros) para trazer algum perigo de colisão com o nosso planeta. No entanto, segundo a Nasa, a agência espacial americana, não há nenhum asteroide conhecido que represente um risco significativo de atingir a Terra nos próximos 100 anos.

Pequenos asteroides, com alguns metros de diâmetro, passam entre a Terra e a órbita da Lua várias vezes por mês. Praticamente todos os dias, meteoroides (fragmentos de materiais que vagueiam pelo espaço) explodem ao atingir a atmosfera da Terra, causando as brilhantes chuvas de meteoros que podemos observar à noite no céu e que às vezes deixam restos no chão (os meteoritos).

Um dos asteroides que a Nasa vem estudando com atenção é o Bennu, que tem 525 metros de diâmetro e foi descoberto em 1999. A chance de ele atingir a Terra entre os anos 2175 e 2195 é de 0,037%. Nenhum de nós estará vivo até lá, mas os nossos descendentes, provavelmente, também não correrão o risco de ver o asteroide despencar sobre a cabeça. Cientistas de vários países monitoram os corpos celestes potencialmente perigosos e estudam diversas técnicas – como o uso de artefatos nucleares ou uma nave espacial – para provocar uma explosão ou um impacto capaz de desviar a trajetória desses corpos e evitar a colisão com a Terra. Pelo menos na teoria, parece que funciona.

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