Duas lanchas da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra dois navios de bandeira indiana no Estreito de Ormuz neste sábado (18/4). Um dos navios era um superpetroleiro do tipo VLCC, transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo do Iraque.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um dos petroleiros e sua tripulação não sofreram danos após o ataque.
Segundo a UK Maritime Trade Operations, o capitão da embarcação alertou que foi abordado por duas lanchas do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica a cerca de 30 quilômetros da costa de Omã. Não houve aviso prévio por rádio antes dos disparos.
Irã reafirma controle sobre o Estreito de Ormuz
O incidente coincide com a crescente tensão entre Teerã e Washington. O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, disse que o país mantém controle sobre a passagem e enviou um alerta às negociações com os Estados Unidos, afirmando que o Irã lutará para garantir seus direitos, segundo mídia estatal.
O acontecimento deu-se um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que manteria o bloqueio naval contra o Irã até o fim das negociações para resolver o conflito.
Em resposta, o governo iraniano impôs novamente restrições à navegação na região.
O comando operacional das Forças Armadas do Irã comunicou que o Estreito de Ormuz continuará sob controle rigoroso até que os navios ligados ao país sejam liberados para passagem.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Ele conecta os produtores do Golfo ao mercado internacional pelo Oceano Índico.
