O governo dos Estados Unidos anunciou que voltará a usar a injeção letal para execuções federais, além de adotar o fuzilamento como método para condenados à pena de morte.
A decisão foi divulgada pelo Departamento de Justiça, que informou estar cumprindo uma ordem do presidente Donald Trump para acelerar e ampliar o uso dessas punições.
Em 2024, o país chegou a usar de forma inédita a morte por asfixia como alternativa, mas o método foi criticado por causar sofrimento intenso, sendo comparado a tortura por órgãos como a ONU.
O Departamento de Justiça considerou a análise feita durante o governo do presidente Joe Biden como “profundamente falha”.
“O governo anterior falhou em seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a buscar e aplicar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, afirmou o procurador-geral interino, Todd Blanche.
Na prática, esta nova diretriz federal servirá como referência, pois a pena de morte nos Estados Unidos é aplicada de forma descentralizada, com regras que variam por estado.
Por exemplo, em 2025, um condenado foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul devido à falta de medicamentos para a injeção letal.
Uso da injeção letal
A injeção letal é um dos métodos usados na legislação penal dos Estados Unidos para cumprir a pena de morte, procedimento presente em vários países no mundo.
Nos últimos anos, diversos estados suspenderam temporariamente o uso da injeção letal, devido a disputas judiciais e a uma moratória adotada durante o governo Biden.
Essa decisão baseou-se em estudos que indicavam que o método poderia causar dor intensa e sofrimento desnecessário, levantando dúvidas sob o ponto de vista humanitário e legal.
