Às vésperas da estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de adotarem um tratamento discriminatório contra membros da delegação do país.
Enquanto os jogadores receberam os vistos para participar do torneio, técnicos, dirigentes e membros das equipes de apoio foram impedidos de entrar nos EUA.
Conflito entre EUA e Irã
- O caso acontece em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.
- Autoridades iranianas informaram que, após a confirmação do visto para os jogadores, os EUA realizaram ataques aéreos contra instalações associadas ao Irã, citando ameaças à navegação no Estreito de Ormuz.
- Mesmo com o conflito, as negociações diplomáticas entre os países continuam, embora de forma lenta.
Dirigentes iranianos barrados
Segundo a agência Fars, mais de uma dúzia de integrantes das equipes médica e esportiva tiveram seus pedidos de visto rejeitados. Entre eles está Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol.
Autoridades americanas alegam que algumas restrições estão ligadas a possíveis conexões com a Guarda Revolucionária Islâmica. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, havia declarado que pessoas associadas a essa organização não seriam autorizadas a entrar no país.
Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda Revolucionária, também foi impedido de viajar aos EUA para acompanhar o sorteio da Copa realizado em dezembro.
Mesmo com as dificuldades fora de campo, a participação do Irã na Copa do Mundo está confirmada.
No Grupo G, o time iraniano fará sua estreia em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois, jogará contra a Bélgica, também em Los Angeles, no dia 21 de junho. A última partida da fase de grupos será contra o Egito, em Seattle, no dia 27 de junho.

