Francisco Lima Neto
Folhapress
Na quinta-feira (7), em Teresina, Piauí, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida. A defesa da empresária informou que ela também está grávida.
A prisão preventiva foi decretada na noite da quarta-feira (6). A violência teria ocorrido no dia 17 de abril, em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís, Maranhão.
A advogada Nathaly Moraes Silva informou que a gestação está no primeiro mês e que essa condição será usada para solicitar prisão domiciliar.
“Durante a audiência de custódia, tentaremos a prisão domiciliar por ela estar grávida e ter um filho menor de seis anos”, explicou a advogada.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, Carolina tentou fugir ao ser presa, o que sua defesa nega, afirmando que ela se apresentaria em Teresina, onde tem família.
A defensora afirmou que a empresária admitia lesão corporal, mas negava tortura, e que em mensagens ela dizia coisas que não praticou, devido ao seu comportamento impulsivo.
A Justiça do Maranhão aprovou a prisão preventiva após o pedido da Polícia Civil, que considerou o caso grave pela violência física contínua, uso suposto de arma de fogo, agressões à gestante, violência psicológica intensa, ameaças de morte, restrição à defesa da vítima e planejamento prévio dos crimes.
Agentes do Piauí e Maranhão cooperaram na prisão. A Justiça também autorizou busca e apreensão na residência de Carolina e desbloqueio de seus aparelhos eletrônicos para investigação.
Um policial militar envolvido nas denúncias foi preso em São Luís e está sob investigação interna pela Corregedoria da PM.
Entenda o caso
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é investigada por agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida, contratada há cerca de 15 dias, em Paço do Lumiar.
As agressões ocorreram no dia 17 de abril. Carolina acusou a vítima de ter roubado um anel e enviou mensagens relatando as agressões, incluindo ajuda de um homem armado.
A vítima disse ter sofrido puxões de cabelo, tapas, socos e foi derrubada no chão. Ela tentou proteger a barriga dos chutes, mas recebeu vários golpes em outras partes do corpo, resultando em hematomas.
Carolina relatou os ataques em áudios, incluindo ameaça com arma na cabeça e boca da empregada.
Mesmo depois de o anel ser encontrado em um cesto de roupa suja, as agressões continuaram, conforme os relatos da empresária.
A vítima registrou ocorrência e fez exames médicos que confirmaram as lesões.
Carolina também mencionou que um policial militar foi até sua casa, mas não a levou à delegacia por conhecê-la, o que foi um ato de sorte para ela segundo suas palavras.
O delegado responsável, Walter Wanderley, afirmou que os áudios já fazem parte do inquérito e são provas claras da autoria das agressões.
