A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), junto com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), iniciou o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade a distância nas prisões do Distrito Federal. O objetivo é aumentar o acesso ao ensino para pessoas que estão privadas de liberdade, unindo segurança com chances de aprendizado.
A ação foi possível graças à instalação de laboratórios de informática em sete unidades prisionais, financiados pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O método de ensino foi criado pelo Centro Educacional 01 de Brasília, em parceria com a equipe técnica da administração penitenciária, garantindo a continuidade das atividades educacionais já existentes.
No Centro de Progressão Penitenciária (CPP), 11 alunos já começaram os estudos com apoio de professores capacitados. Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, destacou que a oferta da EJA a distância nas prisões do DF representa um grande avanço ao unir segurança com oportunidade de acesso ao conhecimento, algo essencial para transformar vidas e reduzir a reincidência criminal.
Telma Cristiane, diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, ressaltou os benefícios da formação. Segundo ela, além de aumentar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância proporciona uma formação básica de qualidade para os detentos que não tinham acesso à educação no CPP. Os 11 estudantes do primeiro grupo terão acesso à tecnologia e suporte de professores qualificados.
Essa iniciativa faz parte de uma política maior de reintegração social por meio da educação. George Yves, diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, afirmou que o sistema prisional deve ser um lugar de responsabilidade e reconstrução de trajetórias. O projeto reafirma o compromisso da secretaria em ampliar programas de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF.
