A reabertura do Estreito de Ormuz foi vista como um sinal positivo pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele destacou a importância estratégica da região para o abastecimento global de petróleo.
Dario Durigan afirmou que o tema tem sido foco de discussões recentes com representantes internacionais, especialmente devido às dificuldades para fechar um acordo duradouro no Oriente Médio.
Durigan ressaltou que existem desafios para se chegar a um acordo confiável para a comunidade internacional e para o mercado, principalmente por causa da oscilação do preço do petróleo Brent. Ele está nos Estados Unidos para participar das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro comentou que as negociações envolvem diversos países, incluindo Estados Unidos, Israel, Irã e países do Golfo Pérsico, o que torna a construção de um entendimento mais complexa.
“Mesmo com o anúncio de um cessar-fogo, que é importante e foi apoiado por todos, o desafio é avançar para um acordo definitivo que traga estabilidade e previsibilidade real,” disse Dario Durigan.
Embora a trégua seja um bom sinal, o mercado ainda busca garantias mais sólidas. A ausência de um acordo confiável mantém dúvidas sobre o futuro dos preços do petróleo, que impactam cadeias produtivas e a inflação em várias nações.
A passagem marítima pelo Estreito de Ormuz é uma das mais significativas para o transporte de petróleo e derivados, pois cerca de 20% da produção mundial de petróleo circula por ali. Isso aumenta o impacto de qualquer interrupção no fluxo.
Nos últimos dias, a instabilidade na região gerou preocupações sobre o fornecimento global e pressionou as cotações do Brent. A retomada parcial do tráfego tende a reduzir essas tensões, mas o cenário ainda depende de avanços nas negociações diplomáticas.
