O dólar começou o dia em alta nesta terça-feira e voltou a valer mais de R$ 5, enquanto os investidores observam atentamente as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil e do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos para definir as taxas de juros dos dois países.
Além disso, o mercado está de olho nas negociações entre os EUA e o Irã, que tentam encerrar o conflito no Oriente Médio e liberar o tráfego no estreito de Hormuz, uma rota importante para cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Por volta das 9h21, o dólar subia 0,36%, cotado a R$ 5,0006. No dia anterior, a moeda fechou em baixa de 0,32%, a R$ 4,982, e a Bolsa recuou 0,61%, ficando em 189.578 pontos.
O cenário do dia é influenciado pela guerra no Irã e pela expectativa pelas decisões das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que acontecem na quarta-feira, um dia que muitos estão chamando de “superquarta”.
Essa data é importante especialmente para discutir como o conflito no Oriente Médio pode impactar a economia, principalmente a inflação.
No Brasil, espera-se que o Copom continue cortando a taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano, reduzindo mais 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano.
Essa redução ocorre mesmo com as previsões de alta para a inflação oficial do país, o IPCA, porque os dirigentes do Copom dizem que a taxa de juros ainda está alta o suficiente para controlar o aumento dos preços causado pelo conflito no Oriente Médio.
Nilton David, diretor de política monetária do Banco Central, afirmou que “o nível atual dos juros está mais elevado do que seis meses atrás. O conflito gera um choque importante nos preços, que pode ter consequências ainda maiores”.
Ele reforçou que o Banco Central não vai baixar a guarda e que os cortes nas taxas são parte de uma
