BRUNO LUCCA
FOLHAPRESS
Na manhã desta quinta-feira (9), dois homens perderam a vida durante uma operação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) em Heliópolis, zona sul de São Paulo. Um deles era suspeito de estar envolvido em um ataque que deixou gravemente ferido o primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, no final de junho.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais do 1º Batalhão de Choque estavam patrulhando a área quando tentaram abordar os dois suspeitos. Eles reagiram, houve troca de tiros, e ambos foram baleados. Mesmo socorridos em um pronto-socorro, não resistiram.
Um dos homens, de 37 anos, era procurado pela Justiça por acusações de roubo, furto, corrupção de menores e tráfico de drogas. Também é suspeito de tentativa de homicídio contra o policial militar. A SSP confirmou que o outro morto não tem ligação comprovada com o ataque ao tenente.
A polícia apreendeu 2,6 quilos de maconha e porções de crack com os suspeitos. A perícia foi acionada para examinar armas dos policiais e dos envolvidos no caso, que está registrado no 26º DP (Sacomã) como morte decorrente de intervenção policial, apreensão de objetos e tráfico de drogas. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Com esta ação, sobe para seis o número de mortes em operações da Rota ligadas ao ataque contra o tenente Ronickson Pimentel, que foi baleado na cabeça em 27 de junho enquanto estava em um semáforo em São Caetano do Sul, Grande São Paulo.
Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, que foi morta aos 15 anos por Lindemberg Alves em sua casa, em Santo André, em outubro de 2008. O tenente permanece internado em estado grave, conforme boletim médico divulgado nesta quinta: ele está sedado e em ventilação mecânica, porém estável, e passou por uma traqueostomia.
A investigação da Polícia Civil indica que o ataque foi planejado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Até o momento, dois suspeitos foram presos. Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias e apontado como o autor dos disparos, ainda está foragido.
O governo de Tarcísio de Freitas está oferecendo recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura de Siqueira, que também foi incluído na lista vermelha de difusão da Interpol, pois a polícia acredita que ele pode tentar fugir do país.
